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PESADELO SEASON 2 – Capitulo 11: Entre o que se quer e o que se precisa

— Eu só quero que isso acabe!

O medo havia tomado conta dele mais uma vez. Delfian tinha o gatoto nas mãos naquele momento. O mostro estendera a mão cadaverica, bastava apenas que Jonas desse a ele a posse de suas chaves e tudo estaria acabado.

— Será feito! — Delfian sorria, confiante de sua vitoria. — Tudo nao vai passar de um pesadelo.

Jonas estava entregue ao vazio, quase sem forças se deixou desabar, as sombras haviam tomado conta de seu corpo. O peso em seu coração apertava-lhe o peito, o peso das palavras nao ditas preso em sua garganta sufocava.

Queria gritar, mas nao conseguia. Queria correr, mas as pernas nao lhe obedeciam. Ele não foi capaz de lutar assim como seu mestre Jonas havia se entregue ao proprio medo, a incerteza de reencontrar sua mae, que ao que lhe parecia não era sua mae. sua vida nao era verdadeira. Levando a mão ao peito, forçou-se a lembrar do pai, morto diante de seus olhos, por sua culpa.

— Entregue—me a chave! — Ordenou a criatura mais uma vez!

— Seja Luz! — A voz de Pandora o fez extremesser num sussurro. — Voce nao esta sozinho, nuca estara.

Ele fechou os olhos, deixando—se ser consumido pela propria escuridao, sentiu mais uma vez o calor dela. A energia Pura e quente emanada por ela ainda estava lá como em seus sonhos.

No meio da escuridão brilho falho e distante de uma estrela aproximou—se dele vagarozamente e se transformou em um quarto, no seu quarto. A luz vinda da porta entreaberta, o aconchego das proprias corbertas e a companhia dos velhos brinquedos trouxe a ele conforto. Sentada em sua cama estava a garota dos seus sonhos, sorrindo para ele convidou-o a sentar-se em sua companhia.

— Eu ninca quis engana-lo, — Iniciou ela com a voz pesada. — mas eu precisava protege-lo.

— Me proteger de que? — Indagou ele tocando a mao dela de leve.

— Dele e de você mesmo, você é  a personificação de um sonho para este mundo, você pode ser luz e sombra, harmonia ou destrição para esse mundo.

— Eu nuca pedi nada disso. — Disse Jonas ainda rancoroso.

— Nenhum de nos pediu. Estamos aqui vivendo esta historia por um bem maior, algo que esta a cima de voce e de mim. a cima de qualquer um. 

— A vontade dos deuses.

— Nao. Os deuses nao tem nada a ver com isso Jonas, voce nao percebe?

— Nao percebo o que?

— Voce esta entre o que se quer e o que se precisa. Você é diferente de todos nós, por isso é tão importante para esse mundo. Temido e cobiçado apenas por ser quem é.

— Quem sou eu?

— Um filho de Henay e Karin.

— Um filho de Quem?

— Essa é uma fabula de Pangea, que eu acredito que seja a mais pura verdade.

Luz e Sombra devem se separar, ate que aprendam a coesistir!

Essas foram as palavras dos deuses para nós depois da grande guerra, passadas geração apos geração por aqueles que ainda acreditam na uniao dos dois mundos. A separação dos reinos nunca foi uma escolha, mas uma consequencia de atos impensados, uma busca desenfreada por poder que nos causou um grande mal, e todos nós pagamos um preço muito alto por isso. Antes, seres de luz e de sombra tinham livre acesso entre as dimenções, podendo tranzitar e viver em qualquer uma delas sem nenhum timpo de consequencia e assim ambas as sociedades podiam aprender e prosperar juntas, como era o desejo dos deuses.

Assim Luminus e Dharkus viveram felizes ate o dia em que a grande guerra nos separou para sempre. Ninguem alem de nós conhece esta historia, somos aqueles que a vivenciaram na pele. Essa é uma historia de antes, quando os portais entre os mundos estavam abertos e qualquer um de nós tinha livre passagem por eles. 

 

 

Tudo aconteceu quando ele completei 17 anos,  mamae ontava que era de seu costime sai para um passeio para explorar o meu lugar favorito no mundo, chamado montanha do desespero. Outros tem medo de vir aqui pois dizem que as criaturas do outro lado se aproveitam da aura do lugar para aprontar das suas, o que nao passa de brincadeiras bobas.

Antes de qualquer coisa tive de percorrer toda Luminus ate chegar ao Deserto do medo, uma pequena parte de Dharkus em Luminus, o lugar onde o mundo das sombras e o da luz se encontram. Ao chegar me deparo com uma garota observando a paisagem.

— Ola! — Saudei amistoso. — Quem é você?

— Ola! — A garota me respondeu com um grande sorriso. — Sou Henay, filha das sombras, e voce quem é?

— Sou Karin filho de Luminus. O que faz aqui?

— Estou apenas observando o lugar.

— Nada de novo, nao é?

— O que quer dizer? — Ela sentou-se junto a entrada me convidando para que eu fizesse o mesmo.

— O que você ve Karin? — Ela apontou para a caverna.

— O pantano do desespero serve como portal para a sua dimensão. — respondi sem entender direito o que ela dizia.

— Olhe melhor, — Ela sorriu direcionando meu olhar para cima,

Morcegos sobrevoavam a entrada da caverna em busca de abrigo. Henai observou os movimentos da criatura antes de continuar.

— Morcegos!

— Morcegos sao criaturas noturnas, apenas uma pequena parte se alimenta de sangue mas os Lumianos tem medo deles por causa da aparencia. A maioria nao encherga o bem que essas criaturas fazem.

— Morcegos sao em sua maioria sao frugiveros ou insetivoros apenas uma pequena parte é de hematofaga. — Respondi o que me pareceu obvio.

— Isso mesmo…, em sua maioria os morcegos controlam pragas ou espalham sementes por ai, mas eles sao conhecidos pelo seu povo apenas pela pequena parte que se alimenta de sangue.

— É por que tem medo. — Respondi aborrecido.

— Só se teme o que nao se conhece. — Ela respondeu entrando na caverna. — Luminus é linda, não tenho como negar mas vive numa bolha onde o que foge do padrao é esquecido ou temido.

— Isso não é verdade!

— Tem certeza? — Ela mantinha o olhar furioso em minha direção.

— Eu nao tenho medo. — afirnei em desafio.

— Venho observando Luminus ha um tempo, e normalmente quando as pessoas me veem elas fogem com medo da minha aparencia.

— Eu não fugi…

— Você é diferente, adimito. — Henay levantou—se e caminhou ate os fundos da caverna.

Levantei—me e a segui. Ao adentrar na caverna deparei-me com a imagem de uma bela mulher vestida de negro, com o rosto voltado para o teto. voltei minha atenção para onde a etatua de pedra olhava. A imagem do ceu noturno tomou meus olhos por inteiro, a luz do luar e um ceu pintado de estrelas, prendeu minha atençao por um tempo antes de Henay chamar minha atenção novamente.

A garota fizera uma reverencia.

— Esta é a senhora da noite, Dharkus, a dama do medo!

— Ela é linda. — Retruquei.

— Existe beleza nas sombras Karin. — Ela disse voltando sua atenção para o teto da caverna. — Luz e Sombra devem coesistir e nao temer um ao outro. É isso que me incomoda.

— O que podemos fazer para mudar tudo isso?

— Voce só precisa acreditar e aceitar a diferença do outro, nada mais. — Henay aproximou-se de mim,beijou meu rosto. — Venha me ver amanha?

— O que? — Peguntei sem entender.

— Eu preciso ir. Venha me ver amanha.

Num piscar de olhos o toque de sua mao desapareceu, num segundo, a garota ao meu lado desapreceu.

— Estarei aqui. — Respondi.

Henay era uma garota incrivel, apesar de termor a mesma idade ela parecia ser mais bem preparada que eu, sua visão de mundo me mudara para sempre. Nos encontramos diariamente depois disso, nos dividindo entre os reinos, enquanto eu lhe mostrava o beneficio da luz ela me mostrava as artimanhas das sombras. Luminus era fonte de energia limpa e constantemente renovada, a garota de pele arrocheada cujo olhar parecia penetrar minha alma me mostrou que apesar do que eu imaginava as sombras tinham seus encantos, desde então nos tornamos grandes amigos.

 

 

— Depois de ouvir essa historia, voce tem uma escolha a fazer.

— E se eu escolher errado.

— Ta tudo bem… Nao exite certo ou errado, é a sua escolha que importa. Independente do que escolha fazer, eu estarei com você sempre.

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POSTADO POR

Apollo Souza

Apollo Souza

Hélio Soares de Souza, desenhista e escritor, sob o pseudônimo de Apollo Souza, nasceu em 09 de dezembro de 1986 na cidade de Natal— RN. Formou— se em pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú no ano de 2012 na cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, onde mora desde os 09 anos de idade. Leitor assíduo prefere temas que envolvam mitologia, magia e desenhos animados, sempre gostou de criar suas próprias histórias e desenhar os personagens que fizeram parte de sua infância. Decidiu escrever seu primeiro romance/ ficção após ler A arma Escarlate de Renata Ventura e se apaixonar por muitos de seus personagens cativantes e incertos.
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