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PESADELO SEASON 2 – Capitulo 2: Caça e Caçador

Jonas correu para longe, tentando escapar da criatura a sua frente. Um par de olhos vermelhos encarou-o, ela parecia estudar os seus movimentos. Pinças gigantes abriam e fechavam rapidamente seguida de um ataque do aguilhão da criatura na sua direção, vez ou outra era possível ver o veneno escorrer do ferrão a cima do seu corpo.

— O que eu faço? — Jonas perguntou ao seu mentor desesperado.

— Você, lute. — Yon respondeu sorrindo.

— Fala serio! — Jonas correu ainda mais rápido, escondendo-se entre os galhos para se livrar das presas da criatura.

Entrando em uma das aberturas de uma das árvores Jonas fez o mais absoluto silencio, desejando do fundo de sua alma que a criatura esquecesse dele e fosse embora. O som estridente emitido pela criatura fez Jonas tremer, estava cada vez mais perto, mais alto e mais assustador.

“O que eu faço?” — Pensou. — Você que lute. Belo concelho de mestre!

A sombra da criatura passou pela abertura da árvore. Sentindo o coração sair pela boca, Jonas tomou coragem para sair da sua zona de conforto e observar a criatura. Olhou em volta, nenhum sinal do escorpião gigante, nem mesmo o barulho das paras ligeiras, ou das pinças batendo em busca da presa. O perigo havia em fim passado.
Saindo de seu esconderijo o garoto foi surpreendido por um “clac” vindo de cima. Voltando a sua atenção para o alto ele pode ver um par de pinças próximo a ele, o escorpião tinha a pinça venenosa apontada para ele.

Apressado Jonas pulou para o lado escapando da investida do animal, a pinça afundou no pântano deixando um poço fundo de agua suja no lugar.

— Droga…, droga…, droga. — Jonas ainda tremia.
Ele precisava agir rápido ou estaria morto em poucos segundos.
Olhando em volta mais uma vez Jonas estudou o local em busca de algo que pudesse conter a criatura um emaranhado se cipos entre duas das árvores proxinas seria a armadilha ideal capaz de segurar a criatura, bastava apenas atrai-la ate ela.

— AQUI! — ele gritou balançando os braços no topo da cabeça.
O escorpião correu rapidamente na direção de Jonas. No último segundo o garoto saltou para o lado deixando a criatura se enrolar em meio ao emaranhado de cipos. No segundo seguinte um golpe rápido e rasteiro atravessou a carapaça da criatura, uma gosma esverdeada saiu da criatura.

— Eu matei, você carrega ate o acampamento. — Yon limpava as garras enquanto Jonas caia de joelhos no meio do pântano. — Teremos escorpião frito para o jantar.

— O quê?

— Vamos, nós não temos a noite toda

         

O acampamento fora montado em pouco tempo, o fogo crepitava alto envolto em pedras para que não fugisse do controle, uma plataforma suspensa havia sido construida entre as arvores como abrigo coberta por folhas groças par impedir a aproximação de animais rastejantes.

Jonas havia arrastado o escorpião gigante ate o acampamento depois de abate-lo com um golpe certeiro no abidomem, arrastando para debaixo dele numa fração de segundos quando a criatura acertou uma das arvores com a calda sendo presa de uma vez.

O garoto fora obrigado a tirar toda a carapaça do monstro e limpa-lo para que Oreon pudesse coloca-lo para cozinhar sobre a fogueira acesa. A carne era escura e tinha um sabor ferroso, Jonas relutou alguns segundos antes de colocar um pedaço na boca e mastiga-lo, vendo os dois homens fazerem o mesmo.

— Não deixe o fogo apagar. — Yon lançou um olhar preocupado para Jonas. — Luz atrai a sombra Jonas lembre-se disso, mas é capaz de afasta-la se for bem forte.

— Não precisa se preocupar. — Oreon apressou-se em dizer levantando-se com ele.

— Aqui nenhum de nós está seguro em nenhum momento. Respondeu Yon preparando-se para dormir.

— O que faremos agora? — Perguntou Orion sentando-se junto ao fogo.

— Proteger as chaves são nossa prioridade, os monstros aqui vão usar todos os tipos de artimanhas para nos enganar não baixem a guarda. Faremos turnos de vigia precisamos estar prontos para qualquer coisa.

Orion se aninhou junto ao fogo, ficando de vigia nas primeras horas da noite. Jonas deitou-se tentando não pensar em nada simplesmente fechou os olhos, mas era impossível não pensar em tudo o que estava acontecendo a sua volta.

Ele estava rodeado por monstros.

Nas poucas horas que Jonas conseguiu dormir foi atormentado por velhos pesadelos. Pesadelos que ele queria esquecer a todo custo, mas agora voltavam a sua mente com muito mais força do que antes,

Dharkus estava realmente cobrando seu preço.

Em sua mente, a voz de seu pai chamava por ele, enquanto sua mãe chorava ao seu lado culpando-o pela perda do homem que ela amava.

Ao lado dele, o homenzinho vestido de verde se divertia gargalhando, enquanto ele chorava sem entender o que estava acontecendo.

— A culpa é dele mamãe! — Gritava.

— Meu filho está louco. — Repetia a mãe aos quatro cantos, — por isso matou o pai.

— Foi ele! Vocês não estão vendo? — Jonas apontava para um canto escuro da sala de casa.

— Você foi um mal menino Jonas! — Final Flyn rebateu encarando-o com seus olhos esverdeados — Não peça ajuda lembra-se?

Sim, ele ainda lembrava, essas foram as condições da brincadeira “Não olhar para trás e não pedir ajuda! ” Ele havia pedido ajuda e por causa disso seu pai havia morrido.

Então sim aquilo era sua culpa.

O pequeno demônio sorria enquanto consolava sua mãe chorosa sentada no sofá da sala. Fazendo caricias Fingal Flin se divertia vendo o garoto sofrer a cada segundo.

—AFASTE-SE DELA!

— Do que tem medo? — Perguntou sarcástico. — Eu posso acabar com tudo se você estiver disposto a negociar.

—Vai embora! — Ele chorava.

— Eu posso acabar com isso. Basta você pedir.

O leprechau mostrou suas garras, sorridente passou a unha do dedo indicador no pescoço da mulher que estava paralisada pelo medo. Um pequeno filete de sangue escorreu por ele enquanto ela gemia com a dor.

—PARA. — Jonas correra até ele, agarrando seu pescoço.

Fingal apenas sorria vendo o garoto extravasar sua raiva nele.

— Acha que pode me deter garoto? — Os olhos dele brilhavam ainda mais ameaçadores. — Eu matei seu pai, e posso matar sua mãe se quiser.

— Encoste um dedo nela e eu acabo com você! Era possível ver ódio nos olhos dele.

— Quer apostar? — Provocou.

— Eu vou acabar com você, custe o que custar.

Sem tirar os olhos dele, Fingal mostrou-lhe o dedo indicador e assim como fizera em sua mãe passou a unha pelo seu pulso fazendo o sangue escorrer. A dor fez Jonas solta-lo segurando o pulso em seguida para parar o sangramento.

— Venha Jonas, eu estou te esperando. — Os olhos do mostro brilharam mais uma vez, e como poeira ao vento o leprechau partiu para outro lugar.

POSTADO POR

Apollo Souza

Apollo Souza

Hélio Soares de Souza, desenhista e escritor, sob o pseudônimo de Apollo Souza, nasceu em 09 de dezembro de 1986 na cidade de Natal— RN. Formou— se em pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú no ano de 2012 na cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, onde mora desde os 09 anos de idade. Leitor assíduo prefere temas que envolvam mitologia, magia e desenhos animados, sempre gostou de criar suas próprias histórias e desenhar os personagens que fizeram parte de sua infância. Decidiu escrever seu primeiro romance/ ficção após ler A arma Escarlate de Renata Ventura e se apaixonar por muitos de seus personagens cativantes e incertos.

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