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PESADELO SEASON 2 – Capitulo 3: Prisões, masmorras e meditação

Antes mesmos do primeiro a raios despontarem no horizonte, os três já estavam de pé. Orion se manteve afastado enquanto Jonas e Yon se preparavam para iniciar o treinamento.

— Você sabe como veio parar aqui? — Yon pergunta enquanto estuda a postura do pupilo.

— Cai aqui depois que o monstro do armário pegou a chave do papai no meu porta trecos, eu quis toma-la de volta e acabei sendo sugado para esse mundo.

— Muito bem… muito bem. — Parabenizou ele. — Agora, você sabe me dizer o por quê?

— Lugar errado e hora errada? – O garoto brincou.

— Não existe hora errada nem lugar errado. – Yon rebateu em um tom serio. – Só existe destino.

— O que quer dizer?

– Era para ser assim e pronto. – Yon estudava o garoto a cada palavra, esperando talvez um milagre vindo da parte dele. — As sete chaves abrem portas para outros mundos, e apenas os destinados a elas podem usa-las.

— Legal! – Jonas se interessara pela historia.

— Não, isso não é legal! É nossa responsabilidade protegê-las de qualquer um que queiram usa-las para fins próprios. – Contiuou Yon

— Mas você acabou de dizer que as chaves não funcionam com qualquer um. – Jonas o observava temeroso.

— Aquele que obtiver as sete chaves terá em suas mãos o poder da chave mestra e abrira as portas, não só entre luminoso e Dharkus e sim qualquer mundo em qualquer parte do multiverso. – Orion respondeu pondo-se de pé e em posição de luta.

— O que está fazendo? — Yon se pôs na frente dele.

— Ele tem que aprender não tem? — Rebateu — Então eu quero ensina-lo. Você cuida do corpo, eu cuidarei da mente.

— Tudo bem então! – Rebateu Yon – Venha Jonas, você vai ter de.lutar contra nos dois!

— O que? – Jonas nao dava conta de um deles, agora teria de lutar com os dois.

— Se não se importar eu vou primeiro. — Orion pediu.

— Por mim tudo bem. — Yon sentou-se no chão, cruzando as pernas e fechando os olhos.

— Seu objetivo é bem simples Jonas. — Orion abriu a camisa e mostrou a chave dourada em seu cordão. — Tirar essa chave de mim ou morrer tentando, e proteja a sua pois eu vou tentar fazer o mesmo. Esteja pronto para morrer, pois você vai.

– O que? – Jonas perguntou incredulo.

– Vou usar minha propria mente para confundir a sua. Lute com tudo o que tiver ou sera vencido. – Orion guardou novamente a chave em seu peito e pondo-se em posição de luta esperou por uma iniciativa de Jonas.

— Venha!

Tomando impulso Jonas se coloca diante de Orion socos e chutes são lançados ao nada. O homem diante dele tem uma agilidade impressionante, nenhum de seus ataques conseguiu atingi-lo, mesmo que ele aumentasse a velocidade Jonas era incapaz de acerta-lo. Ele sorria enquanto Jonas parecia cada vez mais cansado.

Por um instante Orion observou Jonas com um sorriso nos lábios, imobilizando-o com apenas uma mão mostrou a ele A medida que a manha avançava Orion tornava a batalha cada vez mais difícil para ambos, adicionando peso ao corpo do garoto e ao dele mesmo seus músculos doíam a cada investida sem sucesso, enquanto ele se cansava cada vez mais Orion parecia não sofrer alteração mesmo com todo aquele peso posto sobre seu corpo.

Ofegante Jonas olhou em volta em busca de uma estratégia de luta, ataques sem sentido não surtiriam efeito contra aquele homem. Jonas teria de antecipar os movimentos dele e encurrala-lo como num jogo de xadrez.

Usar a cabeça.

Orfeu observava tudo de longe, ele parecia se divertir com o que estava vendo, por alguma razão ele pareceu entender o que Orion estava fazendo. Jonas teria de aprender a canalizar suas energias fisica e mental, e direciona-la para aquilo que é realmente importante para ele, mesmo que ele nao soubesse sobre seu destino. Proteger as chaves mantendo-o longe de Delfian ate que ele estivesse pronto, era o unico caminho a seguir naquele momento.

 

 

Depois de uma intensa batalha as duas guerreiras da luz foram feitas reféns, depois de uma intensa batalha Pandora e Alfea foram feitas refens obrigadas a caminhar sem descanso até seu destino final, o covil do maldoso Delfian.

Por onde passavam o rastro de destruiçao e morte a seguiam, a horda marchante pilhava e saqueava ouro, comida e armas, obrigando os sobreviventes a se juntarem a caminhada.

Elas sabiam da existência de Delfian e de seus planos maleficos, mas vê-lo diante de seus olhos era outra história. Para Pandora aquele era o cenário de seus piores pesadelos, desde a infância a ruiva o temia pelas histórias assustadoras que o pai lhe contava na hora de dormir. Alfea por sua vez, via aquele lugar como um território esquecido, cuja força havia há muito se apagado da história, a não ser pelos pesadelos de seu marido.

A aura negativa do ambiente fazia aflorar em ambas seus piores momentos, o medo, a dor da perda, a angustias até então já superadas, era o que elas pensavam. Tudo estava sendo jogado em seu subconsciente de uma única vez, cada dor era ampliada dezenas de vezes para que as duas perdessem a sanidade, para só então Delfian seguir com seu plano maléfico.

O comboio chegou ao pé de uma montanha coberta por uma densa nevoa venenosa que queimava as narinas dos desavisados. Alfea e Pandora usaram a manga das roupas como proteção. Ao pe da montanha, uma abertura dava acesso ao interior, doois homens lagartos estavam de guarda.

O comboio parou por um segundo enquanto o comandante se apresentava aos dois guardas que logo lhe permitiram acesso ao interior do lugar.

Delfian nos aguarda! Disse o lagarto com a voz sibilante. ele ficará feliz com os presentes que trouxemos.

A criatura apontou para os prisioneiros, cansados da caminhada, os dois lagartos sorriram, ao notar a boa caçada.

Aqueles que se recusarem a lutar ao nosso lado servirão como alimento para as nossas tropas. – Ameaçou o soldado enquanto eles passavam pelo portao.

Pandora e Alfea estavam em um estado de transe absoluto, todo o castelo estava tomado por monstros para onde quer que plhassem criaturas de todos os tipos e tamanhos as encaravam, cada um as afetava de uma forma diferente a medida que elas avançavam.

O chefe do comboio desseu de sua montaria, entregando o animal ao responsavel pelo cuidado com o animal, voltou sua atenção para os companheiros.

– Aos prisioneiros, – Iniciou ele em voz alta. – Façam com que eles se limpem e os coloque nas celas abaixo nas masmorras, aos soldados, comam, bebam e descancem, partiremos em uma nova cruzada amanha. Marcharemos para Luminus em breve.

O grito de felicidade foi ouvido em todo o interior da montanha, o bater metalico despertou a alegria de todos os monstos ali presentes. Os poucos prisioneiros foram separados e levados para outro lugar.

Uma sela escura, úmida e fria era o que aguardava aos poucos prisioneiros. Pandora e Alfea foram separadas do resto do grupo e ao contrario delas ficaria sem comida ou agua. Dois dias se passaram sem que nenhum dos monstros aparecessem, lacaios humanos traziam comida e agua para as duas, mas nao pronunciavam nenhuma palavra.

Era preocupante estar ali sem nenhuma perspectiva do que aconteceria dali em diante. Vez ou outra era possivel ouvir gritos de prisioneiros sendo torturados, a poucos metros, em pensar que talvez logo chegari a vez delas.

Pandora permanecera quieta em um canto abraçando as próprias pernas enquanto chorava vez ou outra pensando na enrascada que as duas haviam se metido. Alfea por sua vez traçava um plano de fuga.

Em pouco tempo a guerreira havia memorizado quase que por completo a rotina estabelecida naquele lugar. Em momentos meditaticos ela pode ouvir os ecos das paredes da montanha. Os gritos de batalha, o bater do metal e a chegada de novos guerreiros alem do almento de prisioneiros.

Assim Alfea trassou um plano, ao qual resava aos deuses para que desse certo.

Não adianta ficar triste sentada aí você só piora as coisas. Temos que agir rápido, encontrar uma maneira de sair daqui. – Disse ela enquanto Pandora chorava pensando na mae.

Como? Pandora encarou Alfea por um instante. – Nos nao conseguimos sair daqui sem ajuda.

Delfian quer nos enfraquecer física e psicologicamente. – Rebateu Alfea – Precisamos saber qual o plano dele e neutraliza-lo antes que ele possa conclui-lo.

Eu sei o que ele quer! Pandora respondeu sem ânimo. A chave mestra.

A chave mestra é apenas uma lenda muito antiga, contada para crianças na hora de dormir. – Alfea sentou-se ao lado de Pandora.

Não Alfea. A chave mestra é real, minha família guarda esse legado a gerações. Delfian sabe disso, por isso ele está nos mantendo reféns, esperando o momento certo para me interrogar. – Pandora tinha os olhos inxados de tanto chorar

Seja forte princesa, – Alfea a encorajou, – Nos ja temos algo por onde começar.

– O que quer dizer com isso? – Pandora perguntou

– Sabe onde esta essa chave que ele procura? – Alfea pergntou levantando-se.

– Eu so tenho pistas de onde ela pode estar. – respondeu a garota sem animo.

Um barulho do lado de fora fez as duas trocarem olhares apreensivos, Alfea levou a mão a boca pedindo silencio. Certamente elas nao estavam tao sozinhas o quanto pensavam.

… eles estão bem perto agora. Delfian vai encurrala-los perto do rio.

As duas estavam em silencio junto as grades, esperando ouvir qualquer informação relevante que os soldados pudessem revelar.

– Estao sendo seguidos… – Alfea se assustou.

Jonas e Yon! Pandora confirmara suas suspeitas.

Precisamos avisa-los. – Alfea pareceu preocupada.

Poderíamos se eu tivesse minha chave, – Pandora desistira de tentar. – eu escondi a minha e a sua está com eles.

– Fique queta! – Alfea ordenou apressada. – eles podem ouvir.

Alfea sentou-se ao lado dela sorrindo, pegando nas mãos dela carinhosamente.

As chaves canalizam dons, mas não são o único modo de acessa-los, você deveria saber disso princesa. Feche os olhos e concentre-se. Respire fundo.

Pandora fez o que a mulher a sua frente pedira, respirando fundo ela entrou em um estado meditativo profundo. Num segundo sua mente viajava para um outro lugar longe de todo aquele inferno.

POSTADO POR

Apollo Souza

Apollo Souza

Hélio Soares de Souza, desenhista e escritor, sob o pseudônimo de Apollo Souza, nasceu em 09 de dezembro de 1986 na cidade de Natal— RN. Formou— se em pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú no ano de 2012 na cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, onde mora desde os 09 anos de idade. Leitor assíduo prefere temas que envolvam mitologia, magia e desenhos animados, sempre gostou de criar suas próprias histórias e desenhar os personagens que fizeram parte de sua infância. Decidiu escrever seu primeiro romance/ ficção após ler A arma Escarlate de Renata Ventura e se apaixonar por muitos de seus personagens cativantes e incertos.

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