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PESADELO SEASON 2 – Capitulo 6: Eu escolhi lutar

A cabeça ainda latejava, seu corpo nao respondia aos comandos do cerebro, Jonas estava paralizado. A ultima coisa da qual ele se lembrava era uma dor forte no peito antes de tudo escurecer de vez.

Os olhos doiam ao perceber a luz proxima a ele, Yon o vigiava de perto, sempre de prontidao caso eles fossem atacados. Uma fogueira crepitava proximo a eles

– Consegue se levantar? – Yon perguntou ao ve-lo abrir os olhos

– O que aconteceu? -Perguntou o garoto tentando se por de pé.

– Voce desmaiou depois de ser consumido pelo poder das chaves. – Yon entregara ao garoto um pouco de agua para que bebesse. – O poder delas é forte demais para uma pessoa suportar, por isso elas foram divididas.

– O que aconteceu com Lookey? – Jonas ainda bebia com dificuldade.

– Eu nao sei ao certo. Quando acordei voce estava desmaiado e Oreon morto, talvez voce o tenha matado, ou aprisionado em outra dimensao. Do que se lembra?

– Nao muita coisa, lembro de ver Oreon morto e voce desacordado, e dele apontando suas garras para mim, eu lenbro de estar com medo, depois disso tudo é apenas um borrao negro em minha mente.

– Um gatilho… – Ponderou Yon depois de ouvir tudo.

– O que? – Jonas estava ainda mais confuso que antes.

– Para voce as chaves funcionam como um gatilho, elas se alimentam do seu medo para liberar o poder. O que mais me intriga é voce ter usado tres delas ao mesmo tempo. – Respondeu Yon ainda intrigado.

– Voces usam as chaves por que comigo é estranho? – Jonas tentava se mover.

– Nao mais de uma ao mesmo tempo, a menos que… – Yon tinha uma expressao de duvida em seu rosto. – Nao é possivel.

– Fala logo Yon. – Jonas queria respostas.

– Voce é um colecionador!

 

 

– Eu sou o que? – Quanto mais Yon falava menos Jonas entendia.

– Colecionadores sao filhos de Luminus e Darkhus nascidos das duas raças e podem acessar qualquer chave tanto de luz quanto das sombras voce é o unicos capazes de criar a chave mestra. Ela sabia disso, por isso te trouxe pra ca. Voce pode salvar ou destruir esse mundo, recrialo talvez – Yon olhava para a fogueira enquanto falava –

– Eu nao posso fazer nada disso. – Disse Jonas tentando se por de pé.

– Como explica o que aconteceu a Lookey? – Perguntou Yon encarando-o. – O que aconteceu com ele foi obra sua e nao minha.

– Eu nao sei o que fiz, nem como fiz, como posso mudar este mundo? – Jonas observava a chama a sua frente. – Nao posso ser o que voce diz.

– Voce é o nasceu para ser, Luz ou Sombra, só voce pode escolher seu caminho. – Yon desenhara na grama o simbolo do Yin Yang.

– Mas se eu escolher o caminho errado?

– Nao ha caminho certo ou errado, apenas o seu caminho, aquele que voce escolher seguir, sem perguntas ou culpa. – Respondeu Yon, relembrando as palavras ditas pela mulher em um passado longincuo. – Podemos apresentar as opçoes, mas no fim você, e apenas voce fará sua escolha.

– Mas… – Jonas pensou em suas palavras por um breve momento antes de questionar seu mestre. – Pandora faz parte desse caminho?

– Todos fazemos parte de nossas escolhas, ela assim como voce foi posta em um caminho e escolheu segui-lo livremente, mesmo sem entender o proposito.

– Temos de resgata-las!

– Sim… – Respondeu Yon encarando o garoto com ternura. – Venha, estamos sem tempo, temos de resgatar Pandora e Alfea o mais depressa possivel, ou sera tarde demais.

– Tarde demais para que? – Questionou Jonas tentando entender o que se passava.

– Isto esta alem de mim, ou de voce, ou dela, isto é para o bem comum. Para salvar a todos nós! – Yon levantou-se depressa e retirando do pescoço a propria chave girou-a no ar novamente, ouve-se um estralo abafado, um portal se abre instantaneamente.

– Eu aceito meu destino. – Jonas encarava Yon com bravura.

Puchando o garoto pelo braço sem dar nenhuma explicação. O brilho arrocheado do portal os pucha para dentro e os dois atravessam a passagem, um segundo depois os dois estavam diante de uma caverna, na base de uma montanha, ohando em volta Yon encara um dos muitos dutos de descarte de dejetos do castelo, com sorte poderiam adentrar o castelo sem ser vistos. O lugar fedia a enxofre, fezes e urina, corpos em acelerado estado de decomposição completavam o cenario grotesco encontrados por eles.

– Que mal cheiro é este? – Jonas levou uma das maos ao nariz esperando amenizar o cheiro podre que exalava do duto.

– O que esperava, flores silvestres! – Yon se divertia com a reação do menino. – Aqui nao é Luminus entao acostume-se.

– Por que aqui e nao dentro do castelo? – Quis saber Jonas.

– Delfian quer impedir que cheguemos ao castelo, a todo custo por isso deve ter implementado barreiras misticas para os portadores das chaves, aqui é onde eu consigo chegar com segurança. – Respondeu Yon tentando observar o cenario a sua volta.

– O que faremos agora? – Perguntou Jonas.

– Precisamos de um plano, afinal vamos ser atacados assim que pusermos os pes la dentro. Nossa prioridade é resgatarmos Alfea e Pandora das masmorras para so entao irmos ao encontro de Delfian. Os dutos sao nossa melhor aposta, mas antes voce deve aprender a controlar suas emoçoes, ou sera vencido por elas.

– Como eu faço isso? – Jonas estava ancioso.

Yon olhou por alguns segundos a saida de esgoto antes de forçar a grade para abri-la, o lobsomem jamais consideraria quebrar a promessa feita a si mesmo de jamais voltar aquele lugar. Infelizmente era preciso, sua esposa precisava dele. O homem lobo saltou para dentro do duto sem pensar duas vezes, caminhou com cautela tentando nao esbarrar em nada, para nao piorar o cheiro ate entao impregnado nele. Jonas vinha logo atras praguejando aos deuses pela ma sorte.

– Deixe seu instinto guiar voce, agora venha!

– Eu mereço! – Jonas tapou o nariz antes de entrar pelo duto e se esgueirar pela podridao espelida por ele.

– É só agua suja. – Yon nao pode deixar de rir ouvindo o gatoro atras dele.

Pensativo Yon guiou o pupilo ate a saida pensando na grande responsabilidade que Jonas e Pandora tinham nas maos. Um erro e o preço a ser pago seria caro demais para eles. Mesmo que ele nao pudesse acreditar aquela era a melhor saida., se a profecia fosse verdadeira aquele era o momento certo para tentar. Forjar a chave mestra era a unica saida e Jonas era o unico que conseguiria.

– O que acontece se a gente nao conseguir deter Delfian? – Jonas interrompera seus devaneios.

– As sombras vencem a luz e aqueles que se opuserem a ela serao dizimados. É isso que Delfian deseja.

– Nao tem outro jeito, tem?

– Luz e sombras ja conviveram juntos, assim como era o desejo dos deuses, antigos, os regentes de Luminus e Darkhus deveriam trabalhar juntos para marter o equilibrio. Cada regente tem a posse de tres chaves que os possibilita a viajar entre os reinos livremente, ensinando uns aos outros sobre as faces da luz e da sombra, mas esse desejo se tornou corrompido pela vontade de Delfian ha muito tempo.

Relembrar a historia fez Yon encher os olhos de lagrimas, temendo talvez por um futuro incerto.

– E a setima chave? – Jonas tentou retomar o assunto.

-A setima chave é dada ao protetor do reino, o melhor guerreiro entre todos, aquele escolhido em um torneio que deveria ocorrer a cada tres anos, para lembrar da uniao dos dois continentes.

– Deveria acontecer a cada tres anos?

– O ultimo vencedor foi o seu pai. a onze anos, depois que venceu o ultimo torneio ele simplesmente sumiu, o torneio nao acontece desde entao. Delfian culpa o seu pai pelo que aconteceu.

– O que meu pai fez? -Jonas estava em choque.

– Seu pai era um campeao da luz, o desaparecimento dele fez Delfian acreditar que a regente da luz nao queria honrar a tradição querendo para si o poder da ultima chave. – Continuou Yon – Com a chave o homem levou tambem o brilho dos olhos de Delfian. Tomado pela raiva ele desfez o pacto entre as tribos e desde entao trava uma batalha para retomar o poder. ha algum tempo ele estava aprisionado e era o dever de pandora fortalecer essa prisao.

– O brilho dos olhos de Delfian?

– Sua mae, é isso que o torna tao importante para ele.

Por um instante Jonas tentou absorver a informação que acabara de receber. Ele fazia parte dos dois mundos e estava destinado a eles de alguma forma

– Eu sou…

– Isso nao tem importancia, agora nao mais. – Yon o interrompeu.

– O que essa chave tem de tao especial? – Jonas fez a pergunta mais importante ate entao.

– A sua chave possibilita a união das seis restantes a ela. tornando seu possuidor dono de um poder infinito. não que ele fosse ser usado, era apenas um modo de manter a paz.

– Ate meu pai sumir com ela.

– Isso mesmo, mas apenas você é capaz de forja-la.

POSTADO POR

Apollo Souza

Apollo Souza

Hélio Soares de Souza, desenhista e escritor, sob o pseudônimo de Apollo Souza, nasceu em 09 de dezembro de 1986 na cidade de Natal— RN. Formou— se em pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú no ano de 2012 na cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, onde mora desde os 09 anos de idade. Leitor assíduo prefere temas que envolvam mitologia, magia e desenhos animados, sempre gostou de criar suas próprias histórias e desenhar os personagens que fizeram parte de sua infância. Decidiu escrever seu primeiro romance/ ficção após ler A arma Escarlate de Renata Ventura e se apaixonar por muitos de seus personagens cativantes e incertos.

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