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PSI – EPISÓDIO 2 (Recôndito)

EPISÓDIO 2: RECÔNDITO 

CENA 1. INT. CEMITÉRIO. MANHÃ.

SONOPLASTIA: I´ll never fall in love again – TOM JONES. Aglomerado de pessoas caminhando vestidos de preto. Estela segue apoiada em Aline e Lyris.

                                   CORTE DESCONTÍNUO:

O caixão desce numa corda. Estela se joga no chão, desesperada. O coveiro joga a terra sob o caixão, tampando-o.

                                   CORTE DESCONTÍNUO:

Conrado joga flores na tumba. Estela desmaia no colo de Aline.

CORTE DESCONTÍNUO:

CENA 2. INT. CASA DE ALINE. SALA. MEIO-DIA.

Estela abre os olhos, atordoada.

ESTELA: O que houve?

Aline entrega um copo para Estela.

ALINE: Você desmaiou no enterro.

Estela chorando debruça sobre a mesa. Aline a abraça.

ESTELA (Desesperada): Ele estava bem, Line. Anteontem mesmo saímos, ele estava sorrindo. Ele estava muito bem. A gente flertou tanto, ele brincou comigo. Ele me beijou, Line. Aaaaah! Eu não tenho forças para enfrentar isso não.

ALINE: Oh nega, às vezes as pessoas riem assim, sabe, mas por dentro tá tudo desmantelado.

ESTELA: Se eu tivesse em casa, isso não aconteceria.

Aline acaricia o rosto de Estela.

ALINE: Cê fez o que pode. Lembre-se que tu marcou o negócio lá com o sogro da Lyris. Ele te amava demais, fia. A gente via o amor no olho dele. A culpa não é sua não.

Aline abraça Estela.

ALINE: Quer comer alguma coisinha? Tu precisa se alimentar, fia.

Estela olha para Aline.

ESTELA: Me leva lá em casa, Line.

ALINE: Agora não. Coma alguma coisa, descansa. É forte demais voltar assim, Estela.

ESTELA: Agora mais do que nunca, eu quero descobrir o passado do Anthony e eu sei que deve ter algo lá em casa. Tem que ter!

ALINE: Depois, você pensa nisso. Descansa um pouco, durma, coma alguma coisa. Eu faço uma sopinha pra tu.

ESTELA: Não! Eu quero ir agora.

ALINE: A perícia deve tá lá.

ESTELA: Eu convenço eles mas bora comigo, Line. Por favor.

ALINE: Ah! Bora de uma vez.

Estela sorri discretamente para Aline.

CENA 3. INT. CONSULTÓRIO. ESCRITÓRIO. MANHÃ.

Conrado entra, desanimado.

(O.S de LYRIS): O esposo da minha amiga se suicidou, o senhor conheceu ele (T) é o Anthony.

Conrado senta na poltrona e gira, pensativo.

(O.S de LYRIS): O pobre se jogou do quarto andar.

Conrado põe a mão na cabeça.

CONRADO (Pensando/Decepcionado): Mais um em minha conta. Mais um! Não tenho mais condição.

Conrado abaixa a cabeça, desolado. O celular vibra. Conrado pressiona o ecrã e o aproxima do ouvido.

CONRADO (Ao celular): Bom dia, querida. Estava pensando em você agorinha.

(O.S de LYRIS): Seu Conrado, o Rafa tá aí?

CONRADO (Ao celular/Confuso): E ele vinha aqui?

(O.S de LYRIS): Ele disse que ia na sua casa entregar o convite à Dona Rachel e depois passaria aí.

CONRADO (Ao celular): Ah! Ele deve está lá ainda. Quando ele chegar (T) Não! Não se preocupe, querida. Quando ele chegar eu aviso sim (T) Sim! Não é incômodo algum. (T) Outro. Até mais!

Conrado põe o celular na mesa.

CONRADO (Pensando): Tomara que a Rachel esteja lúcida. Tomara!   

CENA 4. INT. APÊ DE CONRADO. SALA. MEIO-DIA.

Rachel apoia a boneca no colo e segura um envelope. Rafael a observa, ansioso.

RAFAEL: E então? O que achou do designer?

RACHEL: Eu ainda não acabei de ler. Que mania irritante, garoto, isso só pode ter sido herdado de seu pai. Eu, hein.

Rafael constrangido, olha para os lados.

RACHEL: Paraty? Eu é que não vou. Detesto!

RAFAEL: Mas a senhora não gosta de praia? Escolhi por causa disso! A senhora sempre dizia que gostava de lugares paradisíacos, abertos.

Rachel fecha o envelope e põe no criado-mudo.

RACHEL: Pois, não gosto mais. Prefiro Havana, Acapulco, agora, Paraty? Eu, hein. Modesto demais! Seu avô que era assim.

RAFAEL (Revoltado): Para de me comparar com os outros. Eu sou eu, eles que se danem. 

Rachel arregala os olhos.

RACHEL: O que deu em você? Você não tem sangue pra me enfrentar, Rafael.

RAFAEL: Eu cansei de tudo isso. Cansei de seus insultos, dessa cara amarrada, eu cansei de você. Cansei!

RACHEL: Então, suma daqui! Não precisa vim mais não. Você gosta mais do seu pai mesmo.

RAFAEL: Claro! A senhora sempre se importava mais com a Luísa do que comigo.

RACHEL: Invejoso! Se você estivesse em Nova Jersey, eu juraria que você estava envolvido no sumiço dela.

Rafael observa, abismado.

RAFAEL: A senhora não está falando isso de coração, não é? Eu jamais faria isso com minha irmã, você sabe disso, não sabe?

RACHEL: Do jeito que o mundo está hoje, eu não duvido de mais nada.

Rafael enxuga as lágrimas e pega o envelope.

RACHEL: Deixa o convite aí. Seu pai deve se interessar.

RAFAEL: Não! Pra ele, eu não precisaria fazer convite. Ele se importa comigo! Ele iria nesse casamento até se fosse debaixo d´água.

RACHEL: Você me acha um monstro, não é? A questão é que…

RAFAEL (Interrompendo): Nada justifica o que aconteceu aqui nessa sala. Nada, mãe. Eu já vou, tá? Tenho uns negócios pra resolver. Espero do fundo do meu coração que você esteja no meu casamento, te esperarei até o último minuto.

Rafael olha para Rachel e sai. Graciosa se aproxima, revoltada.

GRACIOSA: Você não sente remorsos não, senhora?

RACHEL: Era só o que faltava. Até você, Graciosa, dando pitaco na minha vida. Ah! Faça-me um favor viu. (TEMPO/ Ela pega a boneca) Vamos, Lu.

Rachel se levanta e se afasta. Graciosa põe a mão na cabeça, preocupada.

CENA 5. INT. CONSULTÓRIO. ESCRITÓRIO. MEIO-DIA.

Conrado desatento, passa folha por folha num portfólio. Beatriz entra. Conrado levanta os olhos e a observa, sóbrio.

BEATRIZ: Seu Conrado, O Rafael chegou aqui.

CONRADO: Oh sim. Peça para ele entrar.

Conrado fecha o portfólio e põe na gaveta.

BEATRIZ: Okay. E já vou indo tá? 

Conrado acena. Beatriz se afasta. Rafael entra, chorando.

CONRADO: Mas o que houve?

RAFAEL (Chorando): Eu me cansei, pai.

Conrado se aproxima, abraçando-o.

RAFAEL (Soluçando): Eu faço tudo, sempre fiz, nada agrada ela. Absolutamente nada!

CONRADO: Sua mãe está em êxtase, filho. 

RAFAEL: Até o senhor, meu pai? Eu sempre defendi ela mas depois do que ela me disse.

Conrado encara Rafael.

RAFAEL: O senhor acha que eu teria coragem de matar a Luísa?

CONRADO (Estranhando): Ela levantou essa hipótese?

Rafael acena, desolado.

CONRADO (Revoltado): Cheguei no meu limite. Acabou!

Conrado se afasta de Rafael.

RAFAEL (Chorando): Foi só um desabafo, pai.

Conrado pega o chaveiro em cima da mesa e olha para Rafael.

CONRADO: O que você fez foi uma queixa.

Conrado sai, revoltado.

                                          CORTA PARA:

CENA 6. INT. APÊ DE CONRADO. SALA DE ESTAR. TARDE.

Conrado entra, ofegante. Graciosa o vê.

GRACIOSA: O que houve, senhor? Pra quê tanta pressa?

CONRADO: Onde está a Rachel?

GRACIOSA: No quarto, como sempre. Ela vive encafifada lá dentro.

Conrado sobe as escadas, apressado.

GRACIOSA: O que o senhor vai fazer, seu Conrado?

CONRADO (Subindo as escadas/Ofegante): Fazer o que era pra mim ter feito á muito tempo.

Conrado se afasta. Graciosa põe a mão na cabeça, preocupada.

                                          CORTA PARA:

INT. APÊ DE CONRADO. QUARTO. TARDE.

Rachel brinca com a boneca. Conrado entra abruptamente. Rachel arregala os olhos. Conrado se aproxima.

CONRADO (Revoltado): O que foi que você insinuou ao Rafael?

RACHEL (Despreocupada/Penteando o cabelo da boneca): Ele se magoou foi? Se a carapuça serviu, o que posso fazer?

Conrado põe a mão no rosto de Rachel, erguendo-o. Ambos se entreolham.

CONRADO: Como você insinuou uma atrocidade dessas ao nosso filho? Você é louca? Doente? Você quer que eu a interne num hospício, é isso?

Rachel beija a boneca, a encosta na parede e se levanta. 

RACHEL: Você sempre ver o lado bom das coisas, eu não sou assim. Sou pessimista mesmo! Pé no chão que fala né? Pois, essa sou eu.

CONRADO: Isso te torna uma autêntica infeliz.

RACHEL: A vida não é um conto de fadas. Há lobinhos pela floresta, Conrado. Há lobinhos até dentro de casa.

CONRADO: Infantil! Sua imaturidade me dá asco, Rachel. (T) E eu não vou permitir que você destrate meu filho novamente.

RACHEL (Cínica): Seu filho?

CONRADO: sim, o meu filho. Eu fui o único que me preocupei com a educação desse menino, sua egoísta. Infame! 

RACHEL: Você tem uma facilidade de fazer isso. Eu não! Eu sempre fui profunda, Conrado. Sempre fui!

CONRADO: Sua profundidade é inexistente. É mais falsa que essa boneca que você carrega como se fosse a Luísa.

RACHEL: Você fala da Luísa como se ela fosse um objeto. Ela é nossa filha. Há memórias que não podem ser apagadas, nem você com sua psicanálise vai conseguir esse feito.

CONRADO: Você só pensa na Luísa. Estamos falando do Rafael e você inclui, dá um jeitinho de impor a Luísa na conversa. O que você não sabe é que eu amo a Luísa tanto quanto você.

Rachel gargalha.

CONRADO: E não duvide de meus sentimentos. Duvide de mim, das minhas atitudes mas dos meus sentimentos não, Rachel.

RACHEL: E o que você quer que eu faça?

CONRADO: Eu quero que você viva, Rachel. Saia um pouco! Vá no jardim, leia uma web, a Cesareia é uma ótima opção.

RACHEL: Eu não tenho cabeça para ler. Será que você não entende?

Conrado acaricia o rosto de Rachel.

CONRADO: Rachel, eu quero que você lute. Não é por mim, eu quero que você lute por você.

RACHEL: Eu perdi minha filha e estou me recuperando aos poucos.

CONRADO: Não! As pessoas normais vencem é com garra, lutando, não trancada num quarto conversando com uma boneca.

RACHEL: Eu só vou me sentir bem quando eu descobri o que houve com nossa filha, sabe. (TEMPO/ Rachel abraça Conrado e chora) Saber se ela está bem, se ela (TEMPO/Ela respira fundo) Ah! Só de pensar nessa hipótese é como se triturassem meu coração.

CONRADO: É o que queremos. (TEMPO/Ele coça a cabeça, preocupado) Na verdade, é o que mais quero nessa vida.

Conrado afasta Rachel e olha no olho dela.

CONRADO: Você me promete que se eu descobrir o que houve (TEMPO/ Rachel desvia o olhar) Olha pra mim. (TEMPO/ Rachel o encara) Você me promete que se eu desvendar o que aconteceu com Luísa, você volta á ser a mesma?

Rachel acena. Conrado a abraça fortemente.

CONRADO: Ainda que seja a última coisa que eu faça, eu vou descobri o paradeiro da nossa filha. 

Ele se afasta. Rachel estranha.

RACHEL: E aonde você vai?

CONRADO: Eu já sei por onde começar.

Conrado sai. Rachel olha para a boneca e abre um sorriso.

RACHEL: Fica com ciúme não. Enquanto não descobrirmos a verdade, você continuará sendo minha filhinha.

Rachel pega a boneca e a abraça.

CENA 7. EXT. APÊ DE ANTHONY. TARDE.

Estela se aproxima com Aline. Faixas amarelas interditam o local. Um policial se aproxima.

POLICIAL: A entrada é restrita. 

Estela olha para o policial.

ESTELA: Eu sou a esposa do (t) falecido. Pode abrir uma exceção, senhor?

O policial olha para os lados, desconfiado.

POLICIAL: Só vou deixar porque te vi no jornal. Seja rápida e discreta, por favor. Nem pegue nada, hein?

Estela e Aline passam por debaixo da faixa.

       CORTE DESCONTÍNUO:

INT. APÊ DE ANTHONY. COZINHA/ SUÍTE. TARDE.

Aline estagna. Estela chora.

ALINE: Amiga, eu vou ficar aqui tá?

Estela acena. SONOPLASTIA: I´ll Never Fall In Love Again – TOM JONES. Estela entra.

FLASHBACK. INT. RESTAURANTE A RAVESSA. MESA. NOITE

Anthony beija Estela. Anthony abre o olho e sopra dentro da boca dela. Estela se afasta, enojada.

ESTELA (Enojada): Porco!

ANTHONY (Sarcástico): Sou culto, amor. Foi você que disse.

Estela encara Anthony. Anthony sorri.

                                        VOLTA À CENA:

Estela abre um sorriso. Ela abre uma gaveta e observa um porta-retrato. A CAM mostra a foto, Anthony e Estela abraçados. Ela chora.

ESTELA (Pensando/Chorando): Eu nunca mais vou me apaixonar novamente. 

(O.S do POLICIAL): Moça, por favor. Adiante! 

Estela apressada se levanta e caminha até a porta. Ela olha para trás e observa o porta-retrato.

(O.S do POLICIAL): Senhora?

Estela pega o porta-retrato, esconde na calcinha e se afasta.

                                   CORTE DESCONTÍNUO:

INT. CONDOMÍNIO. ELEVADOR. TARDE. 

Estela pressiona o botão. A porta se fecha. Aline encara Estela.

ALINE: E então?

ESTELA: Peguei um porta-retrato nosso.

ALINE: Só isso?

ESTELA: O notebook eles confiscaram, eu abri a gaveta. 

ALINE: E o que você vai fazer?

ESTELA: Vou para as redes sociais.

ALINE: Se o Anthony fez tanta questão de esconder isso, cê não acha melhor deixar isso pra lá não?

A porta se abre. Estela sai. Aline revira os olhos.

CENA 8. CONSULTÓRIO DO DR. PEGLIARD. ESCRITÓRIO. TARDE.

POV de Dr. Pegliard – Ele ver a porta se abrindo. Conrado entra. Dr. Pegliard fecha o livro e olha para Conrado, sorrindo.

DR. PEGLIARD: Oh meu amigo. Sabe que eu estava pensando em você.

CONRADO (Afobado): Eu preciso de ti, Pegliard. Somos amigos á tanto tempo e eu preciso de sua cumplicidade.

DR. PEGLIARD: Me fala o que está acontecendo, Conrado. Estou à disposição.

CONRADO: Eu não tenho certeza mas eu acho que o Anthony, aquele cliente, ele pode ter tido alguma coisa à ver com o desaparecimento de Luísa. 

DR. PEGLIARD: E de ondes tiraste isso, Conrado? Você está possesso com esse caso. Só porque o rapaz foi para Nova Jersey não significa que ele tenha o dedo nessa história. Isso é coisa da sua cabeça.

CONRADO: Ele veio em agosto de 2013, mês em que a Lu desapareceu. Tenho provas suficientes para incriminá-lo, não tenho?

DR. PEGLIARD: Você não vai fazer isso com o rapaz. Vai? Ele nem tá aqui mais pra se defender.

CONRADO: Se for para ver a minha esposa melhor.

DR. PEGLIARD: Meu Deus! Não seja egoísta, Conrado. Você bebeu antes de vim pra cá? Amigo, você era tão centrado, não deixe essa loucura vencer você.

CONRADO: Você é o meu advogado, meu amigo, eu confio no seu serviço. Ganha essa causa pra mim, Pegliard. Você sabe que eu pago bem. 

DR. PEGLIARD: E a minha honra? E o meu consciente? Você não está regulando bem. Eu não vou fazer um desserviço desses perto da minha aposentadoria. 

CONRADO: Um belo amigo você é. Parabéns, Pegliard. Quando eu mais preciso você faz uma papelada dessa comigo. 

DR. PEGLIARD: Eu vou te dar o contato de um desses advogados em ascensão. Eles aceitam qualquer coisa, eu não. 

CONRADO: Envie pro meu whatsapp. (TEMPO/Ele se levanta) Era só isso mesmo! Tenha um dia agradável, Pegliard.

DR. PEGLIARD (Sarcástico): Obrigado! Tenha sensatez! É isso que eu desejo. Sensatez!

Conrado se afasta.

CENA 9. INT. CASA DE ALINE. QUARTO. TARDE.

Estela mexe no celular. Aline prancha o cabelo. Estela grita, eufórica.

ESTELA (Entusiasmada): Amiga, eu achei.

ALINE: Para de ser doida. Se eu me queimasse, eu dava na tua cara.

ESTELA: Eric Blunt. Chique, né? Já mandei convite, só resta cruzar os dedos agora.

ALINE: Você tá muito agitada.

Estela encara Aline.

ESTELA: Eu fico gritando, entusiasmando, eu tento esquecer ao máximo tudo o que aconteceu.

ALINE: Na verdade, você está sendo sensata, fia. Eu que tô meia crua. Mas afinal tu fala inglês?

ESTELA: Me respeite, querida. Eu conheço Mirrors de cor e salteado.

ALINE: Ui. Sorry, fia. 

Estela sorri.

ESTELA: Mas sabe com quem eu quero dialogar, de verdade?

ALINE: Não me diga que quer ir num centro espírita.

ESTELA: Para, doida. O sogro de Lyris me deve uma explicação.

ALINE: Não tiro sua razão. 

ESTELA: Vou ligar pro consultório dele. Marcar uma hora.

ALINE: Ah! ele deve ter. Se não tiver, a gente dá um jeito.

Aline pisca para Estela.

CENA 10. INT. POSTO DE GASOLINA. TARDE.

Conrado caminha em direção ao balcão.

ATENDENTE: Em que posso ajudar?

CONRADO: Me dá um cafezinho com leite. (TEMPO/Ele olha para a atendente) Com mais café do que leite tá? Tenho intolerância.

O celular vibra. Conrado aproxima do ouvido.

CONRADO (Ao celular): Sim, Bia. (T) Não, não precisa. (T) Qual Estela? (T) Pode marcar pra hoje mesmo (T) Sim, sem falta. (T) Eu pago a hora extra. (T) Até daqui a pouco.

A atendente entrega a xícara para Conrado.

CONRADO: Muito obrigado.

Conrado entrega uma nota para ela.

CONRADO: Pode ficar com o troco.

Conrado sai. A atendente observa, revirando os olhoS.

                                          CORTA PARA: 

CENA 11. INT. CONSULTÓRIO. ESCRITÓRIO. TARDE.

Conrado olha para Estela.

CONRADO: Meus pêsames! Foi uma morte avassaladora.

ESTELA: Realmente. O senhor foi uma das últimas pessoas que ele conversou. Eu achei (TEMPO/Corrige) Eu acho que ele ter deixado escapar qualquer coisa sobre o passado dele.

Conrado respira fundo.

CONRADO: E você não está errada.

ESTELA: Sei que posso estar sendo invasiva. Não é minha pretensão. Mas, como o meu marido já se foi, me sinto no direito de saber a verdade.

Conrado coça a cabeça.

CONRADO: O que houve foi uma das confissões mais pesadas que já ouvi. (TEMPO/Ele olha para a CAM) O seu marido confessou um crime.

CLOSE em Estela decepcionada.

CONTINUA…

POSTADO POR

Samuel Brito

Samuel Brito

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  • Não vou mentir que estou começando a sentir um leve ranço da Rachel, vontade de esfregar essa boneca na cara dela. Tadinho do Rafael, todo entusiasmado com o casamento e ela cagando pra ele.

    Gente, o Conrado tá fazendo tripas coração, quero só ver o que ele vai inventar pra Estela sobre esse suposto crime do Anthony, ou crime mesmo, nunca se sabe hehe.

  • Raquel e a boneca estão rendendo cenas perfeitas!.” A vida não é um conto de fadas. Há lobinhos pela floresta, Conrado. Há lobinhos até dentro de casa.” – perfeita esta fala!
    Ahhhh, adorei o Conrado indicando “Cesareia” para ela ler. Vai lá, Raquel, leia mesmo, é excelente!

    • oh amigo kkk Merchan é tudo né? kk Obrigado pelos elogios s2 A Rachel é uma personagem bem complexa…acho que tô conseguindo transmitir tudo o que quero através dela. Continue acompanhando s2

  • Rachel ridícula humilhando o Rafael dessa maneira! Anthony morreu, não esperava por isso! Estela e Conrad empenhados em descobrir o mistério.

  • >
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