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Se Não For Você, Não Será Mais Ninguém – Capítulo 9 – Wei WuXian – Parte 2 – Isa Miranda

Capítulo 9 – Wei WuXian – Parte 2


O som estridente do metal mais nobre ecoava na madrugada fria, os urros das criaturas faziam até as almas mais corajosas tremerem assustadas. Durante a caçada noturna, os cultivadores de diversas famílias vagavam pelas ruas a caça de seus prêmios além de purificar a região afetada por espíritos e entidades sobrenaturais.

Desde a década de 40 o governo Chinês implantou a política de crematório, no entanto, muitas famílias tradicionalista mantinham os costumes antigos de enterrar seus mortos, atualmente 100% dos falecimentos o corpo é cremado, somente na zonas rurais e interior do país ainda se mantinham o costume de ter cemitérios e enterrarem seus mortos em cerimoniais fúnebres tradicionais.

A região da periferia onde as moradas antigas estavam sendo demolidas foi encontrado diversos cemitérios clandestinos, por ordem do governo os corpos eram retirados dos locais e enviados para serem cremados, eis um dos grandes atritos com os moradores da região, procurar por seus mortos era quase impossível, por ser algo clandestino havia o medo de serem presos pelo governo Chinês.

Os cultivadores da família Mo ficaram encarregados da limpeza espiritual da região a qual dominavam, no entanto, devido ao fato de Mo ZiYuan ter recebido a punição de 50 golpes da régua disciplinadora que originalmente era um dos meios usados somente pela seita GusuLan, mas depois foi adotado em regime geral, além dessa punição o primogênito Mo teve selado seus poderes espirituais por 2 anos. A senhora Mo acreditou ser uma punição severa demais e desgostosa afastou-se das demais famílias renomadas do mundo do cultivo. Ela não se esforçou e muito menos encaminhou seus discípulos para executar a purificação, com isso diversos cadáveres começaram a sair dos túmulos recém descobertos com forte energia ressentida, atacando na madrugada por vielas e becos escuros moradores da região.

Começaram a surgir diversos relatos entre as pessoas comuns dizendo que a região da demolição se tornou assombrada, estes relatos chegaram ao cultivador chefe LianFang-Zun que solicitou liberação da área para que todos os cultivadores de diversas famílias caçassem sem a necessidade de uma autorização da família Mo.

As noites frias da periferia não eram mais seguras, assustados, os moradores trancavam suas casas e faziam rituais de proteção ensinados pelos seus ancestrais para expulsar as entidades e assombrações.

Wei Ying estava ao lado da avó ouvindo-a relatar o que os vizinhos falavam das assombrações enquanto preparava um amuleto para por no portão de entrada. Curiosamente o garoto pegou um e começou a rabiscar símbolos que nem ele mesmo entendia, alguns eram até incompreensíveis para senhora Su.

— O que está fazendo meu neto?

— Amuletos, esses são para evitar que os maus espíritos entrem na casa. – Mostrou para avó, depois pegou outro e ficou olhando um tempo. – Vó Su, seria melhor se tivesse sangue em vez de tinta.

— Hum? De onde tirou isso? Fazemos com tinta de plantas naturais, sangue é algo mais perigoso, onde você tirou essa ideia, Wei Ying? – A senhora olhava-o preocupada.

Wei Ying olhou o papel em branco e pincelou com tinta vermelha outros caracteres estranhos.

— Não sei, mas algo me diz que com sangue é mais forte a proteção. – Deu de ombros e sorriu para a senhora. – Devo ter lido na internet.

— Internet, sei… – A senhora Su resmungou. – Internet só ensina bobagens, pare de ler essas coisas e se preocupe em estudar para ser um homem responsável com bom emprego e encaminhado na vida.

— Wei Ying está levando novamente puxão de orelha da vó Su? – YanLi entrou na sala acompanhada de ZiXuan.

— O dia que Wei Ying não levar bronca pode ter certeza que vai ocorrer um terremoto. – ZiXuan colocou a sua pasta no sofá e caminhou despreocupado para a cozinha quando uma almofada voou em sua direção acertando a cabeça. – Aii… – Virou e olhou torto colocando a almofada no sofá.

— Wei Ying!!! – YanLi colocou a mão sobre a boca para segurar o riso e não dá corda a provocativa do garoto.

— Hahahahahahahahaha…

— Wei Ying, não começa. – YanLi balançou a cabeça negando e repreendendo o garoto.

— ZiXuan começou. – O garoto virou para avó e apontou. – Ele começou, certo? Eu estava aqui quieto, bem quieto como sempre.

ZiXuan retornou da cozinha com o copo de suco.

— A-Li contou a ele a novidade? – Sentou no sofá com leve sorriso para o garoto.

— Novidade? Que novidade? – Wei Ying levantou agitado e parou ao lado da irmã. – Conta, quero saber.

— Claro, a partir de amanhã você irá para uma nova escola, Nanjing International School uma das melhores. – YanLi sorria feliz por isso.

— Ah?! Escola… – Wei Ying foi murchando e sentou no sofá pegando novamente um dos papéis para ajudar avó a fazer os amuletos de proteção. – Escolas são chatas.

— Começou. – ZiXuan rolhou os olhos. – Querendo ou não você vai, Senhor WangJi vai pagar uma escola cara para você fazer como sempre, fingir que vai e pelo caminho até a escola desviar o rumo para ficar por aí atoa.

— ZiXuan nem vou te ouvir. – Wei Ying tapou os ouvidos emburrado.

— Wei Ying, sei que acha chato estudar, mas é para seu futuro e acredite essa escola você irá gostar, fomos lá conhecer.

Wei Ying abaixou as mãos e olhou-a.

— Lan Zhan está pagando?

— Sim, ele quer que você tenha a melhor educação.

— Só porque está pagando, eu vou. – Wei Ying pegou seu smartphone e olhou a tela. – Lan Zhan não me mandou mensagem.

— Senhor WangJi deve está ocupado agora, mais tarde você liga e agradece.

Wei Ying inspirou fundo, já havia alguns dias que não falava com WangJi. Enviava mensagens que sempre eram respondidas, mas respostas curtas e sem serem prolongadas. O que Wei Ying não sabia era que YanLi e ZiXuan se encontraram com WangJi para conversarem sobre ele.

 O que Wei Ying não sabia era que YanLi e ZiXuan se encontraram com WangJi para conversarem sobre ele

— Obrigada por nos receber senhor WangJi, não pretendemos tomar muito o seu tempo.

WangJi abriu a porta do seu escritório para que YanLi e ZiXuan entrasse e pudessem conversar.

— Não precisam se preocuparem, receberei sempre que precisarem.

— Acredito que o assunto possa ser um tanto delicado, mas precisa ser dito. – YanLi sentou na cadeira de frente a mesa de WangJi.

WangJi sentou e ficou observando ambos, pressentindo que o assunto delicado era Wei Ying e/ou ao fato dele está ajudando-os.

— Senhor WangJi, é muito generoso com nosso orfanato, as doações tem sido de grande ajuda e melhoramos todo o local e estrutura para as crianças. – ZiXuan iniciou a conversa formalmente. – No entanto, sobre Wei Ying que YanLi quer conversar com o senhor. – Sentado na cadeira do lado ele olhou-a fazendo um sinal com a cabeça para encoraja-la.

YanLi inspirou fundo e sorriu sem jeito, pensando nas palavras certas para serem ditas sem soar ofensivo ou desrespeitoso.

— Senhor WangJi, eu cuido de Wei Ying desde que ele tinha dias de vida, quando foi deixado no orfanato, eu tinha uns 5 anos. Eu o vi falar as primeiras palavras. – Soltou um sorriso tímido. – O que até hoje não parou mais, eu o vi dá os primeiros passos e ser esse menino agitado que sobre em árvores e muros, caindo e nos deixando com o coração na boca. – YanLi era doce e emotiva quando falava do garoto. – Eu tenho muitas preocupações com ele, quero que ele seja feliz, que cresça e seja um homem honrado e bom no futuro.

WangJi apenas ouvia as palavras da jovem a sua frente, imaginando os momentos do garoto na infância, o tocou profundamente ao ponto de sua expressão suavizar nitidamente.

YanLi notou e tomando coragem para continuar a tocar nesse assunto delicado, porém como seu noivo havia dito, era necessário para evitar um mal maior. Lógico que ela considerava as observações de ZiXuan exageradas, mas a cada vez que notava a expressão diferente de WangJi seu coração palpitava de preocupação.

— Wei Ying é muito inocente, apesar de se achar esperto, ainda assim é muito inocente, ele não consegue perceber certas, como direi, malícias nas pessoas. – Fez uma breve pausa. – Ele acredita que todos são amigos de alguma forma, por isso ele se tornou amigo do rapaz com problemas mentais da família Mo, porém, sabemos que XuanYu tem preferências e com amizade de ambos começaram a falar que Wei Ying também tinha essas preferências.

— Entendo. – WangJi começou a compreender o real motivo daquela conversa, afinal ele mesmo não conseguia mais esconder suas emoções quando se tratava de Wei Ying e com as palavras da jovem YanLi ficou claro o que ela estava pensando sobre ele.

— Senhor WangJi, ele é muito jovem, está fascinado com tudo que vem acontecendo desde que lhe conheceu. – Ela ficou corada. – Não me interprete mal, somente quero dizer que um garoto como ele que não tinha nada e de repente começa a ter tudo pode criar ilusões e sentimentos confusos.

WangJi fechou os olhos por uns segundos, precisava pensar em algo para tirar as preocupações da jovem e garantir que ele só deseja que Wei Ying continue sua vida e cresça em segurança.

— Senhorita YanLi, compreendo suas palavras.

— Senhor WangJi em nenhum momento pensamos que não quisesse o bem de Wei Ying, mas me preocupa o zelo e exagero de sua atenção para ele, meu receio é que isso o magoe um dia.

ZiXuan estava atento e ao mesmo tempo apreensivo, a noiva fazia rodeios demais para chegar ao ponto daquela conversa, porém ele acreditava que o homem ali sentado já percebera, por isso tomou a iniciativa de abrir o jogo com WangJi.

— Senhor WangJi o que minha noiva teme é que tenha interesses íntimos, sabemos bem que nesse país ser homossexual é praticamente proibido. – ZiXuan estava sério, porém suas palavras diretas não eram ofensivas e sim preocupadas. – Wei Ying é praticamente uma criança, não tem noção sequer do que deseja para si mesmo.

WangJi ainda mantinha o semblante calmo, mas seu coração batia forte, realmente o garoto era ainda uma criança, e em nenhum momento pensou ser além do que já estava sendo, um amigo e protetor. Gostava dele, amava-o e esperaria ser tornar adulto e talvez ter uma chance com Wei Ying. O silêncio durou alguns segundo, não era a primeira vez que quebraria regras por causa de Wei WuXian, com isso ele escolheu palavras que não fosse de todo mentira.

— Senhorita YanLi, quando Wei Ying me salvou do atropelamento, eu estava passando por uma dificuldade emocional muito difícil. – Ele olhou para o noivo da jovem e continuou. – Wei Ying trouxe algo que eu havia perdido a muito tempo e mudou tudo.

YanLi estava atenta e recordou da história que o garoto lhe contara de Wei WuXian e o fato dele ser parecido com o falecido amigo de WangJi, ela inspirou baixo e continuou silenciosa ouvindo-o.

— Quero fazer tudo que puder por ele, por esse motivo e por gostar muito de sua alegria. Fiquem despreocupados, não há nenhuma outra intensão em meus atos para Wei Ying, a não ser querer a sua felicidade e segurança.

YanLi sentiu-se comovida e um alivio ao ouvir aquelas palavras, sorridente, ela balançou a cabeça concordando.

— Acredito que todos nós queremos, até ZiXuan a qual Wei Ying vive implicando.

ZiXuan parecia satisfeito e concordou igualmente com a noiva.

— E quem não consegue não gostar de Wei Ying, devo confessar… – Fez um gesto para a noiva com a mão. – Não conte para ele, se não, será a eternidade de implicâncias comigo.

YanLi sorriu apoiando o noivo.

WangJi sentiu um alívio por aceitarem seus argumentos, prontamente desviou o assunto para os estudos do garoto e ofereceu para custeá-los até a faculdade.

WangJi sentiu um alívio por aceitarem seus argumentos, prontamente desviou o assunto para os estudos do garoto e ofereceu para custeá-los até a faculdade

À noite, Wei Ying terminou de ajudar a irmã a por as crianças para dormir e foi para seu quarto depois de se despedindo de todos. Quando entrou, trancou a porta e se jogou na cama com o smartphone na mão deslizava o dedo na tela vendo aleatoriamente as notícias. Estava tentando se controlar e não enviar mensagens a WangJi, mas a tentativa foi frustrada e ele abriu o Wechat enviando uma foto dele. Percebeu que foi visualizado e sorriu sentando rapidamente na cama. Esperou pela mensagem de WangJi ansioso.

 Esperou pela mensagem de WangJi ansioso

Wei Ying se deitou com o coração batendo forte, o fim de semana estava próximo, era só aguentar mais 2 dias e eles iriam se ver

Wei Ying se deitou com o coração batendo forte, o fim de semana estava próximo, era só aguentar mais 2 dias e eles iriam se ver. Agarrado no travesseiro ficou pensando em o que iriam fazer, estava ansioso e demorou um tempo para pegar no sono.

Como sempre todas as noites eles se encontravam, era somente dormir para entrar naquele local sombrio e sem vida. Wei Ying já havia se habituado aqueles sonhos com seu outro “eu”, dessa vez estavam sentados fora da caverna, havia diversos pedaços de papéis no chão e na mão do outro.

— Ei, são amuletos.

O rapaz que era idêntico a ele ergueu o rosto e sorriu balançando a cabeça, pegou um pincel e estendeu a Wei Ying.

— O que é? Quer que eu escreva nos amuletos?

Novamente o sorriso de confirmação.

Wei Ying coçou a cabeça e andou até ele sentando ao seu lado, pegou os pedaços de papéis do chão e começou a pincelar um a um. O seu outro “eu” vez ou outra apontava com o dedo e algumas vezes orientava qual caráter que ele tinha que fazer nos amuletos. Wei Ying ficou um bom tempo concentrado na tarefa e quando terminou o último, sorriu satisfeito. Virou o rosto e se assustou ao ver sua irmã.

— A-Ying!? – Ela estava de pé ao seu lado, assustada com a cena.

Wei Ying olhou em volta e notou que estavam na sala de sua casa, baixou o olhar e viu seus dedos vermelhos e todos os amuletos pintados de vermelho. Tinha feito eles com seu sangue.

— O que aconteceu? – Wei Ying levantou assustado e olhou para os dedos indicador e médio que estavam com cortes. – O que é isso?

YanLi nervosa segurou o braço dele e levou para o banheiro e lá molhou a mão com água para limpar a ferida.

— Eu ouvi um barulho na sala e vim ver o que era, A-Ying estava sentado no sofá e pintando com os dedos os pedaços de papéis. – Ela falava enquanto tratava os dedos feridos do garoto. – Você não me respondia, ao que parece estava ainda dormindo. – Ela pegou a caixa de curativos de dentro do armário e tirou algumas ataduras e pomada que aplicou nos dedos.

Wei Ying ouvia tudo assustado, porque ele lembrava nitidamente de seu sonho e que estava pintando os amuletos com tinta vermelha, mas na verdade usou seu sangue para a tarefa. Engoliu seco e não conseguia responder a irmã.

YanLi finalizou e o ajudou a voltar para o quarto. Ela estava apreensiva, e se depois do coma, Wei Ying tivesse se tornado sonambulo? Seria perigoso, ele poderia fazer algo ruim contra si, como foi com os dedos feridos para escrever nos pedaços de papéis.

— Lembra de algo que o fez chegar à sala?

— Não. – Wei Ying olhava para os dedos e suspirou. – Não me lembro nem do que estava sonhando.

YanLi sorriu e ajeitou-o para se deitar.

— Durma, amanhã vamos a escola nova e depois podemos passar no hospital e procurar o Dr. SiZhui para ver se é algo que possa ser constante.

— Tudo bem. – Wei Ying se deitou e ainda intrigado lembrava de cada detalhe de seu sonho.

“Esse meu outro “eu” tinha ferido dois dedos igual aos meus. Estranho.”

Wei Ying adormeceu na esperança de voltar ao sonho, mas dessa vez não houve o encontro naquele lugar sombrio, embarcou em um sono sem sonho.

Na manhã seguinte, WangJi levantara como sempre as 5 h, após suas meditações matinais, tomou um banho e se arrumou, pouco depois desceu o elevador para ir ao andar onde ficava seu escritório. Quando a porta do mesmo se abriu, deparou-se com seu Tio QiRen que estava acompanhado de um casal e uma bela jovem. XiChen estava com eles e todos olharam para WangJi.

— WangJi, pontualmente na hora. – QiRen acenou o chamando. – Vamos para o escritório.

WangJi olhou todos e cumprimentou-os voltando a face para o tio, concordou. Quando seu irmão se aproximou, ele somente esboçou suas palavras curtas e frias.

— Nova tentativa?

— Ele não irá desistir.

— A resposta é a mesma.

XiChen e WangJi caminhavam logo atrás de QiRen e aquele casal de uma renomada família de cultivadores. A bela jovem era a primogênita e possivelmente estava ali para ser apresentada a WangJi como pretendente.

Alguns anos que QiRen insiste que os irmãos Lan busquem um casamento e dê herdeiros ao clã, a família não havia mais jovens e os demais anciões já cobravam novos herdeiros.

XiChen já havia negado posicionando-se de forma mais ortodoxa e seguindo como líder da seita e abdicando de uma vida famíliar. WangJi por sua vez, dizia que viveria para cultivação e não pretendia se casar. QiRen ainda tinha esperança que seu sobrinho mais novo se encantasse por uma boa jovem cultivadora e pudesse aceitar o casamento, com isso insistia em apresentar as filhas das mais renomadas famílias de cultivadores.

— WangJi, não se preocupe, uma hora ele desiste.

WangJi não desejava nada além de está com Wei Ying, negar qualquer pretendente a noiva era praticamente automático. Ele não conseguia nem sequer conversar com as cultivadoras que lhe eram apresentadas. E como esperado o encontro que QiRen preparou não surtiu nenhum resultado.

 WangJi voltou ao seu apartamento no final da tarde escoltado por XiChen e QiRen. O tio ficou horas repreendendo e falando que a família Lan não teria mais continuidade se nenhum dos dois realizasse um bom casamento e trouxessem herdeiros.

XiChen tentava inutilmente dissuadir o tio, dizendo que havia muitos discípulos e que o clã Lan não acabaria só porque não havia um herdeiro para dá continuidade. WangJi não respondia ao tio, ficava ouvindo-o e por fim foi irredutível ao dizer que não iria se casar. Frustrado QiRen encerrou aquela conversa sem vitória, mas ainda não parecia demonstrar que desistiu da empreitada. Pouco depois da janta, ele se despediu dos sobrinhos e voltou para sua residência que ficava no interior.

— WangJi ao menos por um bom tempo o tio não voltará com nova pretendente.

— Hn.

XiChen tomou um gole do chá e viu o smartphone de WangJi piscar duas vezes. WangJi pegou de imediato e olhou a tela, seus olhos oscilaram com um tenro brilho de felicidade.

— Presumo ser o jovem mestre Wei.

— Wei Ying. – WangJi virou a tela do smartphone e mostrou ao irmão.

XiChen pegou o aparelho e sorriu olhando o garoto de uniforme na escola nova, estava rodeado de jovens que faziam pose para a foto.

— Mestre Wei sempre foi muito social.

A foto vinha acompanhada de uma mensagem em caixa alta.

“LAN ZHAN, VC TINHA RAZÃO, EU ADOREI A ESCOLA!”

Continua…



 

POSTADO POR

Isa Miranda

Isa Miranda

Escritora, design digital, editora de vídeos, assessora e divulga autores iniciantes. Publica em plataformas digitais, participa de antologias, escreve para o Cyber TV, mãe de Rafael e Yasmin e não gosta de café.

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