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Segredos De Um Crime – Capítulo 12 (Um dry martinni.)

  Capítulo 12       (Um dry martinni)

Hugo: Delegado responsável e honesto.

Elizabeth: Mãe de Mário, e está desolada pela morte do filho.

Flávio: Pai de Mário. Ele está tentando ser forte pra dar apoio a Elizabeth.

Cena 1/Rio de Janeiro/Manhã.

Delegacia. 

Na sala do delegado, Hugo conversa com Anderson. 

Hugo: E quando você chegou em casa ele já estava morto?

Anderson: Sim senhor. Dois tiros no peito e um na cabeça. Foi à cena mais difícil de ver em toda a minha vida. 

Hugo: Eu sinto muito por você. 

Anderson: Vocês conseguiram alguma pista de quem fez isso? Eu quero essa pessoa presa. Eu sou muito bom no meu trabalho e eu posso ajudar vocês.

Hugo: Senhor Norton, deixa a policia faz o trabalho dela. 

Anderson: Claro. Me desculpe. Mas eu quero muito que quem matou o Mario pague. Vocês olharam as imagens das cameras de segurança do prédio? Com certeza a câmera pegou alguma coisa. 

Hugo: Senhor Norton.

Anderson: Eu preciso saber Hugo. Era o melhor amigo. Ele foi morto na minha casa. Pode ter sido um engano e aqueles tiros podiam ser pra mim. O senhor conhece o meu trabalho. 

Hugo: As imagens foram apagadas. Quando pegamos a imagens ela já tinha sido apagadas.

Anderson: Droga. Quem fez isso foi profissional. Mas quem?

Hugo: Estamos trabalhando para descobrir isso. 

Anderson: Por favor, me mantenha informado. Eu preciso ir pro velório agora. 

Anderson sai da delegacia. 

https://youtu.be/252xw68s2Co

Cena 2/ Ipanema/ Manhã.

Casa de Mag e Júlio.

Na sala, Júlio lê um livro sentado no sofá, Mag chega à sala. 

Mag: Você realmente não vai ao velório do Mário?

Júlio: Não. Não gostava dele. Não faz sentido.

Mag: Tenha mais empatia pelo outros, Júlio. Quando as coisas envolve o Anderson você exagera no máximo. Até mente. 

Júlio: Não entendi.

Mag: Eu acho que você mentiu pra mim. E você fez de propósito. Pra me deixar mal.

Júlio: Do que você está falando?

Mag: Eu estou falando do fato que você disse que o Andy era um assassino. E isso é mentira. Ele não matou ninguém. 

Júlio: Você acha mesmo? 

Mag: Claro que sim. Eu o conheço. Ele não é assassino.

Júlio: Como que você consegue ser tão burra? Esse cara de traiu e com um homem. O homem que está morto e agora você quer ir velar ele. Para de correr atrás do Anderson. Reage pra vida. Você não precisa disso. 

Mag: E você não precisa mentir pra mim. Eu conheço o Andy.

Júlio: Sabe o que me deixa mais puto. Que você fica do lado dele depois de tudo que eu fiz. Depois de tudo que eu fiz por você.

Mag: Tudo que você fez? O que você fez Julio?

Júlio: Já se esqueceu do que eu fiz. Quando você entrou em depressão. Das vezes que você se entupiu de remédios tentando suicídio. Quem ficou do seu lado foi eu. Quem sempre esteve lá pra te dar a mão foi. Quem disse que as coisas iam melhor foi eu. E mesmo assim você dá valor em quem? No viadinho que dorme com homens.

Mag: Tá bom, desculpe. Eu jamais deveria ter questionando o tanto que você fez e faz por mim. Mas o Mário está morto e o Anderson precisando de toda solidariedade. Faça isso por mim. Por favor.

Cena 3/ Rio de Janeiro/ Manhã.

Velório. 

Na capela, o corpo de Mário é velado. O caixão arrumado. Muitas coroas de flores pela sala. Anderson do lado do caixão. Mag e Júlio chegam à capela e vão até Anderson. Mag abraça Anderson. 

Mag: Eu sinto Andy. Eu nem sei o que dizer nessa hora. Essa brutalidade. 

Anderson: Até agora eu não consigo acreditar que isso aconteceu. Por que fizeram isso com ele?

Mag: Foi assalto?

Anderson: A polícia não tem as respostas ainda. 

Júlio: Eu sei que não somos amigos, mas eu nunca desejei isso pro Mário. Eu sinto muito.

Anderson: Obrigado, Júlio.

Os pais de Mário entram na capela e vão direto ao caixão. 

Elizabeth: Meu filho. Por que isso foi acontecer? Meu Deus. Por que o senhor permitiu isso?

Flávio: Meu filho…

Elizabeth vai pra cima de Anderson.

Elizabeth: Tudo isso é culpa sua. Sua culpa. Acha que pode brincar de detetive e fazer essas loucuras que você faz e chama de emprego? Você matou meu filho. Sua culpa.

Anderson: Eu não tive culpa dona Elizabeth. 

Elizabeth: Culpa sua sim. O tipo de gente que você se envolve nesse seu trabalho. Pessoas perigosas. Se você queria se ferrar na vida, devia ter feito isso sozinho e não levar meu filho junto. Suas mãos estão sujas de sangue. Sangue do meu filho. 

Flávio: Está bem, Elizabeth. Já chega. Vem, vamos lá pra fora respirar um pouco.

Elizabeth: Eu quero ficar perto do meu filho. 

Flávio: Você vai ficar perto do seu filho, mas antes nós vamos lá fora tomar uma água, respirar um pouco. Pra você se acalmar. 

Elizabeth: Meu filho está morto. Você acha mesmo que eu vou me acalmar?

Flávio: Por favor, Elizabeth. Chega de confusão.

Os dois saem da capela. 

Anderson: Eu sou o culpado do Mário ter morrido? 

Júlio: Talvez.

Mag: Júlio, para de falar besteira. Claro que não Andy. Isso foi uma fatalidade. Você não teve culpa de nada. Não se culpe por isso. 

Cena 4/ Rio de Janeiro/Manhã.

Cemitério.

O caixão de Mário sai da capela com 4 homens segurando as alças. Atrás do caixão, os pais de Mário e os amigos caminham até a cova. Uma caminha triste. Ouvia-se choro e lamentações. Eles chegam até a cova de Mário, o coveiro desse caixão até o fundo da cova. Elizabeth e Flávio jogam flores no caixão. O coveiro começa a enterrar o caixão.

Do lado de fora da capela. Anderson se aproxima de Elizabeth.

Anderson: Dona Elizabeth, a senhora está certa. Talvez o Mário tenha sido assassinado por minha culpa. E eu odeio que isso possa ser verdade. Eu não consigo me perdoar por isso. E eu queria pedir perdão pra senhora e pra você Flávio. Eu lamento muito que isso tenha acontecido com o Mário. Se eu pudesse voltar no tempo eu faria de tudo pra impedir isso. Eu até trocaria de lugar com ele agora se eu pudesse mudar as coisas. 

Elizabeth: Suas desculpas e suas lamentações não vão trazer meu filho de volta. Espero que o remorso te corroa por dentro e não te deixa ter paz um minuto sequer na sua vida.

Elizabeth sai andando. 

Flávio: Ela está sofrendo. Culpando Deus e o mundo. Você não teve culpa. 

Flávio vai atrás de Elizabeth. Mag abraça Anderson.

Mag: Você está bem?

Anderson: Não.

Os amigos e familiares de Mário vão deixando o cemitério aos poucos. Ficando apenas Anderson em frente à cova. Eduardo, Gabriela e Pedro chegam até Anderson. 

Eduardo: Cadê todo mundo? Cadê o caixão?

Gabriela: Já enterrou?

Pedro: Desculpe Andy. Nós tentamos chegar a tempo. Mas você sabe como é o trânsito e…

Anderson: Não faz diferença. Vocês nunca se importaram comigo mesmo, muito menos com o Mário.

Anderson sai andando.

Cena 5/ Niterói/ Tarde.

Apartamento de Anderson.

Na sala, Anderson entra no apartamento, em seguida Eduardo, Gabriela e Pedro entram. 

Gabriela: Você está bem filho? Você quer que eu faça alguma coisa pra você? Um chá pra você se acalmar um pouco. 

Anderson senta no sofá: Eu tô bem. 

Pedro: Você quer alguma coisa? Sei lá. Você quer que tire as coisas do Mario daqui. Não deve ser bom você ficar aqui com as coisas dele. 

Eduardo: Acho que ficar nesse apartamento não é bom. Ele morreu aqui. Onde foi, Anderson? Eu não quero encostar. Eu tenho nojo dessas coisas.

Anderson: Nojo?

Pedro: Pai, para com isso.

Eduardo: Vamos falar de coisa séria. O que você descobriu com o tal de Bruno? Estamos loucos querendo saber o que aconteceu.

Anderson: Agora sim. Agora as coisas estão fazendo sentido. Vocês não vieram aqui me dar o apoio de vocês. Claro que não. Isso nunca aconteceu. Porque isso ia acontecer agora? Vocês nunca se importaram comigo ou gostaram do Mário. 

Gabriela: Você está entendendo errado, filho. 

Anderson: Eu quero vocês fora da minha casa agora. 

Eduardo: Oi?

Anderson: FORA!

Cena 6/ Rio de Janeiro/ Tarde.

Casa de Mag e Júlio.

Na sala, Mag entra em casa e procura por Júlio. Ela vai até a cozinha e não o encontra. Ela volta pra sala.

Mag: Julio? Júlio você está em casa?

Mag caminha em direção ao quarto de Júlio. Quando coloca a mão na maçaneta da porta, Júlio aparece atrás de Mag.

Júlio: O que você quer no meu quarto? Você não tem o direito de entrar aí. Depois de ontem você não tem direito de encostar em nada do meu quarto.

Mag: Eu sei que você está chateado comigo e…

Júlio: Chateado? Eu estou com raiva, com ódio. 

Mag: Desculpe. Eu sei, eu não devia ter feito aquilo. Você sempre esteve do meu lado. Você sempre cuidou de mim. Eu não soube agradecer. 

Júlio: Não soube mesmo. 

Mag: Mas às vezes você exagera. Principalmente em relação ao Anderson. Parece que você sai do controle quando o assunto é ele. 

Júlio: Você veio se desculpar ou brigar mais?

Mag: Eu vim me desculpar Eu não vou falar mais nele. Desculpa por ontem e por ter tentando entrar no seu quarto

Os dois se abraçam.

Cena 7/ Niterói/ Noite.

Apartamento de Anderson.

No quarto de Mário, Anderson entra no quarto e olha as coisas ao redor do quarto. Anderson vai até o guarda-roupa e abre, ele olha as roupas com cuidado e pega uma camisa de moletom. Anderson deita na cama de Mário e abraça o moletom e depois o cheira. 

Flash Back.

Noite chuvosa. Sentados no chão da sala, Anderson e Mário tomam vinho juntos. 

Anderson: Você realmente tinha razão. Esse vinho é muito bom. Qual é o nome mesmo?

Mário: Vinho Catena Cabernet.

Anderson: Maravilhoso.

Os dois se olham.

Anderson: Eu queria te pedir desculpas pelo que aconteceu aquele dia.

Mário: Quem teve o namoro destruído foi você. Acho que eu que devia pedir desculpas. 

Anderson: A gente bebeu além da conta aquele dia e…

Mário: Igual hoje?

Mário passa a mão no rosto de Anderson.

Anderson: Mário… Por favor.

Mário: Por quê? Foi ruim? Eu sei que não foi. Você gostou. 

Anderson se levanta: Aquilo foi um erro. 

Mário se levanta: Um erro? Sua cara não parecia um erro aquele dia. A gente se dá bem juntos.

Anderson: Aquilo foi um erro.  Não existe “a gente”.

Mário: Andy…

Anderson: Eu não sou gay, Mário. Nao sou gay.

Anderson vai pro quarto.

Dias atuais.

Deitado na cama de Mário e perdido nas suas lembranças, Anderson é interrompido pelo som da campainha.

Cena 8/ Niterói/ Noite.

Apartamento de Anderson.

Na sala, sentados no sofá, Mag e Anderson se abraçam.

Mag: Eu fiquei preocupada com você. Eu vi seus pais chegando ao velório. Eu lembrei que você me disse uma vez que eles são péssimos e vocês não se dão bem. Achei que eles estariam aqui. 

Anderson: Já expulsei eles daqui. O que eu menos quero são eles aqui. Bando de urubus sobrevoando a carniça.

Mag: Você já decidiu o que você vai fazer? Eu falo em relação às coisas do Mário.

Anderson: Nem pensei nisso ainda. Mas o que eu pensei foi que eu vou fazer de tudo pra encontrar quem matou o Mário e eu vou fazer essa pessoa pagar muito caro. 

Mag: Você gostava muito do Mário, não é?

Anderson: Mag…

Mag: Não se preocupe. Não vim aqui pra te torturar com assuntos que você não gosta. Até porque, eu estou conhecendo outro cara.

Anderson: Ainda estão juntos?

Mag: Bom, ele sumiu a alguns dias. Então não sei dizer se estamos juntos ainda. Mas também isso não importa agora.

Anderson: Sinto muito.

Mag: Relaxa. Eu vou confessar uma coisa pra você. Depois desse tempo todo. Depois de 1 ano que aquilo aconteceu que eu posso dizer que eu o perdoei de verdade. Você e o Mário.

Anderson: Eu era completamente apaixonado por ele. E não aceitava isso.

Mag: Você demorou um ano pra aceitar.

Anderson: Você demorou um ano pra perdoar. 

Os dois se abraçam. 

Cena 9 / Ipanema/ Noite.

Apartamento de Mag e Julio.

Na sala, Mag e Júlio conversam. 

Mag: Muito estranho essa morte do Mário, você não acha?

Júlio: Estranho não. Acho suspeito. 

Mag: Você acha que foi assalto? Eu acho que pode ter sido, ou até mesmo vingança de algum desses caras que o Andy resolve os problemas. Nem sempre as pessoas são normais. Ele se envolve com pessoas perigosas. Talvez a Elizabeth tenha razão. Credo. 

Júlio: Você acha mesmo? Você consegue desviar os fatos na sua cara assim?

Mag: Do que você está falando?

Júlio: Pra mim, quem matou o Mario foi o Anderson. E agora está fazendo esse joguinho de inocência

Mag: Como que você consegue ser tão estúpido.? Você não consegue respeitar nem o luto das pessoas?

Júlio: Ele não me engana Mag. Ele é um assassino. Ele me perguntou como se livrar de um corpo. E não me falou quem era ou por que. Eu tinha o direito de saber isso. Mas ele não disse. Ele te contou? Você perguntou mais de uma vez.

Mag: Na verdade ele não me explicou. E você também nunca me explicou o por que ele procurou com voce essa informação. Por que voce sabe se livrar de um corpo?

Júlio: No exército acontece coisas que você nem imagina. Eu aprendi as coisas na marra. E ele, qual a justificativa?

Mag: Mas não acredito que ele fez isso. Não acredito. 

Júlio: Ou não quer acreditar? Eu acho que o Mário descobriu algo sério do Anderson e ele o matou para silenciá-lo.

Cena 10/ Leblon/ Noite.

Casa dos Norton.

Na sala, Eduardo, Gabriela e Pedro entram em casa, as luzes estão todas apagadas. Pedro passa a mão na parede pra encontrar o interruptor e acende as luzes. Os três se assustam ao ver Anderson sentado no sofá. 

Eduardo: Que susto. O que você está fazendo aqui?

Anderson: Estão se assustando atoa. Dizem que isso é consciência pesada. 

Gabriela: Aconteceu alguma coisa?

Anderson: Aconteceu sim. O Mário está morto.

Pedro: Você era apaixonado por ele. Agora as coisas fazem sentido. Aquela história de curiosidade com o vizinho era desculpa. Você sempre foi gay. 

Anderson: Meu irmão, confia em mim. Minha sexualidade é o que você menos tem que se importa agora. Vocês têm outra coisa pra se preocuparem. 

Eduardo: Nós devemos nos preocupar com o que?

Anderson se levanta: Comigo. O Mário morreu porque ele descobriu quem matou a Verônica. E ele ia me falar. Eu não sei como fizeram isso, mas descobriram essa informação. Mas eu vou fazer o assassino pagar muito caro. 

Gabriela: E você está nos acusando? Porque o colar que estava na casa da Verônica…

Anderson: Alguém colocou esse colar lá, e foi a mesma pessoa que matou o Mário. Eu vou fazer picadinho de quem fez isso. E eu tenho dó de vocês se tiverem alguma coisa a ver com isso. Eu so vim dar esse aviso mesmo. 

Anderson sai da casa. 

Cena 11/ Niterói/ Noite 

Apartamento de Anderson.

Na sala, Anderson se aproxima da porta e a abre  e vê Bruno.

Anderson: Não, hoje não. 

Bruno: Espera. Eu não vou tomar muito o seu tempo. 

Bruno entra no apartamento.

Bruno: Eu fiquei sabendo o que aconteceu com o seu companheiro.

Anderson: Você não sabe nada de mim ou da minha vida.

Bruno: Eu sei muito mais do que você imagina. Eu só vim aqui te dizer que eu entendo sua dor. Eu perdi a mulher que eu mais amei também. Eu achava que ela estava desaparecida, mas você só me fez ter certeza que ela está morta.

Anderson: Eu não sei da Verônica. 

Bruno: Eu só quero saber do corpo. Eu só quero dar um enterro digno pra ela. Como você pôde dar ao Mário. Eu só quero poder enterrar a mulher que eu amo. Por favor. Me ajuda?

Anderson: Eu sinto muito. Eu não posso te ajudar. 

Bruno: Não é justo. Uma mulher foi morta e ninguém faz nada. Você tem alguma informação, mas não me fala nada. Você e o Júlio quase mutilaram minhas mãos, isso foi tortura. E eu não denuncie vocês. Eu me afastei da Mag, como vocês me pediram. Então porque você não pode pôr a consciência no lugar e me ajudar também?

Anderson: Vai embora. Vai embora antes que eu chamei a polícia por invasão a domicílio. E entende de um vez. Eu não sei ou fiz alguma coisa com a Verônica. Agora vai embora.

Cena 12/ Lapa/ Noite.

Bar.

Anderson entra no bar e vai até o balcão do bar.

Flash back.

No balcão do bar, Anderson sentado no banco com o jornal na mão. Mário entra no bar e vai até o balcão. 

Mário: Anderson?

Anderson: Mário?

Os dois apertam as mãos se cumprimentando. 

Anderson: Tudo bem? Confesso que eu achei estranho você marcar aqui no bar pra olhar o apartamento. 

Mário: Na verdade você me ligou um pouco em cima da hora. Eu só quis aproveitar que meus amigos e eu íamos vir aqui no bar. Eles só estão um pouco atrasados. 

Anderson: Entendi. Então vamos resolver isso rápido, pra não atrapalhar sua noite. Qual o preço? Eu tenho umas economias, mas não to trabalhando ainda.

Mário: Vamos conversar sim. Mas eu vou beber. Você quer pedir alguma coisa?

Anderson: Pode ser. 

Mário: Por favor, um dry martinni.

Anderson: Dois. 

Dias atuais.

O barman chega perto de Anderson e o interrompe nos pensamentos.

Barman: Pra você?

Anderson: Um dry martinni.

Cena 13/ Tijuca/ Noite.

Rua.

Na calçada, Bruno pensativo caminha pela calçada, Frank dirigindo o carro para do lado de Bruno. Ele abaixa o vídeo da janela.

Frank: Você é o Bruno não é isso? Demorei, mas te achei.

Bruno: Frank, você me conhece?

Frank: Conhecer, eu não conheço. Mas eu tenho informações para você que pode te interessar bastante.

Bruno: Com todo respeito. Mas não tem nada que possa me interessar. 

Frank: Mesmo se for sobre a Verônica?

Bruno: O que você sabe sobre a Verônica?

Frank: Eu sei quem matou a Verônica. Temos um inimigo em comum. Entra no carro e podemos conversar melhor sobre isso.

Cena 14/ Niterói/ Manhã.

Apartamento de Anderson.

No quarto, Anderson dorme na cama e acorda com o som da campainha. Anderson acorda assustado. 

Na sala, Anderson abre a porta e vê um oficial da justiça.

Anderson: Oi, eu posso ajudar?

Oficial: Por favor, assine essa confirmação que você recebeu a intimação.

Anderson: Que intimação é essa?

Oficial: Intimação para você comparecer a delegacia e depor no desaparecimento de Verônica Lins.

Anderson se assusta.

padrao


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