Segredos De Um Crime – Capítulo 6( O que você fez, Júlio?)

Capítulo 6.               (O que você fez, Júlio?)

Participações especiais.

Sargento: Homem rigido e sério, esta a frente  do exército. Eles esconde alguns segredos do passado um tanto sombrio.

Ítalo: Jovem soldado que sobre com bullying de Pedro, por ele ser gay.

Cena 1/Rio de Janeiro/ Noite.

Rua

Noite chuvosa, Anderson dentro do carro dirige até entrar no estacionamento do prédio. Anderson estaciona o carro em uma das vagas. No outro lado do estacionamento, Júlio encostado na pilastra, caminha até o carro e entra no carona. Os dois se encaram.

Anderson: Eu tô cansado de você tentar fazer a Mag ficar contra mim. Chega. 

Júlio: Você fez tudo o que fez e quer colocar a culpa em mim? Ela não flagrou uma traição minha, foi sua.

Anderson: Isso eu já resolvi com ela e você não tem que se meter. Nossos problema aqui é você ficar inventando mentiras. Para de falar pra ela que eu matei alguém. 

Júlio: E não matou? Porque me ligou de madrugada querendo ajuda pra desaparecer com um corpo.

Anderson: Eu estava protegendo um cliente. E  isso você e ninguém tem que se intrometer. 

Júlio: Quer dizer que agora defende criminosos. 

Anderson: Já defendi você. Então a resposta é sim. Eu defendo criminosos.

Júlio: Agora vai jogar isso já minha cara. 

Anderson: Se for preciso sim. Se você não parar com isso. Eu revelo pra sua irmã o que você fez. 

Os dois se encaram.

https://youtu.be/252xw68s2Co

Cena 2/ Leblon/ Noite.

Casa dos Norton.

Na mesa do jantar, Eduardo,Gabriela e Pedro jantam juntos. Todos em silêncio. O clima fica cada vez mais estranho entre eles.

Eduardo: Me admira você conseguir jantar sem ter nenhum remorso. Sem peso na consciência. 

Gabriela: Você não vai me atingir mais Eduardo. Eu tô farta das suas indiretas. Eu já disse e repito. Eu não matei a vagabunda. Se eu fosse matar alguém, seria você.

Eduardo: Nada me tira da cabeça que foi você. E eu juro que vou fazer você pagar muito por isso. 

Gabriela: Você que tinha motivos pra isso. Já que sua amante tinha um amante. Motivos você tinha demais. 

Pedro: Meu Deus. Eu não aguento mais isso. Vocês são loucos. Eu não aguento mais essa acusações de vocês. Já está feito. Estamos até o pescoço atolados nessa. Então parem com isso antes que prejudiquem todos.

Eduardo: Não precisa estressar assim. Se for pensar bem. Você está estressado assim já há um tempo. Típico comportamento de quem aprontou. Você fez algo de errado?

Pedro: Eu não vou entrar nesse seu jogo pai. Eu não vou entrar na sua loucura. 

Pedro se levanta e sai. 

Eduardo: Você entendeu isso?

Gabriela: Não entendi. E não faço questão de entender. Eu estou de saída. 

Eduardo: Onde você vai?

Gabriela: Não é da sua conta.

Gabriela se levanta e sai.

Cena 3/ Niterói / Noite.

Apartamento de Anderson.

Na sala, Mário abre a porta e Mag entra no apartamento.

Mag: O anderson tá aí?

Mário: Não está não. Saiu e eu não sei pra onde. Antes que você me pergunte. 

Mag: Nossa, não me precisa me responder assim. Nem parece que somos amigos. 

Mário: Somos amigos sim. Eu só quero que você pare de colocar o Anderson na frente de tudo que você vai fazer. Você precisa seguir em frente.

Mag: Pra você ficar com ele só pra você?

Mário: Eu não sou obrigado a ouvir isso. Eu vou deitar, quando sair bate a porta. 

Mag: Espera. Desculpe. Eu sei que não é isso. Eu falei uma besteira. Eu sempre faço isso. Eu sei que você não quer me afastar. Só quer meu bem. Eu vim aqui pra falar com você sobre o Andy mesmo. Mas não é nesse sentido. Só preciso que você me diga a verdade. Ele matou alguém?

Mário: Jura?

Mag: Eu não sei como o Júlio consegue. Mas ele entrou na minha mente. Eu não consigo nem dormir direito.

Mário: Você vai acreditar em algo que o Júlio fala do Andy? Seu irmão odeia o Andy e eu. Qualquer coisa que ele falar é mentira. Agora realmente eu vou deitar. Procura conhecer pessoas novas e esquecer o Andy. Isso está ficando tóxico para você. 

Cena 4 / Ipanema/ noite. 

Restaurante japonês.

Sentados a mesa e comendo sushi, Gabriela e Frank conversam. 

Gabriela: Eu estou realmente curiosa com que você pode me propor. Confesso que nunca me imaginei me aliando a você. 

Frank: Eu acho que eu que estou me aliando a você. Eu preciso mais de você do que você de mim. Para sermos bem sincero.

Gabriela: Me bajulando? Realmente precisa de mim. Mas até agora você só enrolou e não disse qual é a sua ideia.

Frank: Você sabe que a minha carreira política está em ascensão. Sou deputado, mas quero ir cada vez mais longe. Governador, pra ser mais exato.

Gabriela: Você sabe que o meu marido vai ser seu principal adversário. Provavelmente ele vai ganhar. 

Frank: Meu principal adversário eu tenho certeza. Agora sobre ganhar… Se você se aliar a mim, nós juntos podemos tirar ele do jogo fácil.

Gabriela: Por que eu iria contra o Eduardo. Ele como governador só teria vantagens para mim. Eu vou ser a primeira dama do Rio de Janeiro.

Frank: Você não acha que depois de tudo que ele fez com você, não é hora dele pagar por tudo. As humilhações, a Verônica sempre desfrutando do que era seu. Eu estou te dando a oportunidade perfeita para colocar o Júlio no devido lugar dele. Você é secretária na câmara. Sabe de muita coisa lá dentro e o melhor de tudo. Sabe de tudo que pode me ajudar a derrotar o Eduardo.

Gabriela: E o que eu ganho com isso?

Frank: A gente se casa e você se torna a primeira dama real. Além do doce sabor de vingança contra o homem que te humilhou desde sempre. 

Os dois se olham e Gabriela dá um leve sorriso.

Cena 5 / Rio de Janeiro/ Noite.

Dentro do carro.

Anderson e Júlio se encaram dentro do carro.

Júlio: Não me ameace Anderson. Principalmente envolvendo a minha irmã nisso. Eu seria capaz de qualquer coisa para defendê-la.

Anderson: Que bom. Porque eu também faço de tudo pra ficar bem com a Mag e eu não vou deixar você colocar isso tudo a perder.

Júlio: Quer saber. Você me ajudou. Justo. Eu te ajudei. E acabou. Estamos quites. Zero a zero.

Anderson: Acho bom assim. Porque se tem alguém a perder aqui é você.

Flash back

(Rio de janeiro/  Dois anos atrás)

No pátio do quartel do exército Júlio no meio do batalha marcha junto com os outros soldados. Sendo comandado pelo sargento. Julio caminha encarando o outro soldado que está a duas fileiras à direita da dele. Ítalo percebe que Júlio está o encarando, mas não faz nada. 

No pátio, os soldados fazem flexões e Júlio continua encarando Italo. Ítalo para a flexão e vai até Júlio. 

Ítalo: Qual o seu problema Júlio? Tanto você me olha?

Júlio tá louco? Eu nem sabia da sua existência aqui. 

Os outros soldados param pra assistir.

Ítalo: Não parece. Não é de hoje que eu vejo você me encarando. Tem alguma problema comigo?

Júlio: Quer saber? Eu te acho muito estranho. Seu jeitinho é muito estranho. Não é de soldado. Está mais pra dona de casa.

Ítalo: Você é um otário. Eu não vou ficar aqui te dando atenção. 

Ítalo sai caminhando.

Noite. 

No pátio do lado da sala do sargento, quatro soldados em formação esperam pelo sargento. Entre esses soldados, Júlio e Ítalo estão lá.

Júlio: Sabe o que eu descobri, Ítalo?

Ítalo: Não sei e não quero saber. 

Soldado: Dá um tempo Júlio. Vamos acabar encrencados com o sargento por sua causa. 

Júlio: Fica na sua que a conversa não é com você.

Júlio tira o celular do bolso e mostra uma foto de Ítalo do lado de outro cara. 

Júlio: Belo casal vocês formam.

Ítalo: Não viaja. Esse é meu primo. 

Júlio: Você quer enganar quem? Seu viadinho de merda. Agora tudo faz sentido. Você não me desce porque é uma bichona. Seu lugar não é aqui. E pode ter certeza que vamos te tirar daqui. 

Ítalo: Cala a boca. Eu sou um dos melhores soldados aqui. Eu não vou deixar um babaca feito você atrapalhar minha carreira militar. 

Júlio: A mulherzinha falou grosso agora. 

Ítalo empurra Júlio que bate na parede.

Ítalo: Não tenho medo de você não. 

Júlio: Você perdeu a noção do perigo mesmo. 

Sargento chega ao pátio e vê a confusão.

Sargento: O que tá acontecendo aqui? Vocês estão achando que estão onde? Isso aqui é um quartel. Lugar para homens. Não moleques. Deixa eu adivinhar. Júlio causando problema de novo?

Os três soldados respondem juntos: Sim senhor.

Sargento: Como sempre. Eu vou ter que dobrar seu turno de novo né, soldado Júlio? Eu já tô cansado desse seu comportamento. Eu quero conversar com você na minha sala. E vocês entrem em formação para o plantão de vigilância. Vocês vão pegar da primeira hora até a terceira. O resto que com nosso soldado Júlio. 

Na madrugada, Ítalo com o fuzil nos braços faz a patrulha pela quadra no quartel. Julio se aproxima.

Júlio: Hora de trocar. 

Ítalo entrega o fuzil para Júlio.

Ítalo: Boa sorte com o dobro das horas de plantão. Otário.

Na madrugada, Júlio anda de uma lado para o outro com ódio.

Júlio: Esse viado vai me pagar caro por isso. Ele não vai manchar a imagem do exército. Ninguém aceita essa aberração aqui. 

Julio segura o fuzil com força.

Julio: Eu vou resolver isso. 

No vestiário, Ítalo tira a farda e vai pra debaixo do chuveiro. Ítalo se ensaboa e deixa a água enxaguar seu corpo. Com os olhos fechados Ítalo ouve chamarem seu nome. Ítalo olha pra trás e Júlio segurando o fuzil o acerta no rosto com a coronha da arma. Ítalo cai desmaiado no chão e Júlio o acerta mais 4 vezes com a coronha do fuzil. O sangue de Ítalo sai pelo ralo do banheiro levado pela água do chuveiro.

Apartamento de Anderson.

Anderson caminha do corredor para a sala e olha no celular e vê que são 03:48.

Anderson: Quem será a essa hora?

Anderson abre a porta e vê Júlio parado na porta em estado de choque. 

Anderson: O que você quer a essa hora Júlio?

Júlio entra no apê: Você precisa me ajudar. Aconteceu um problema e…

Anderson: Não. Eu não tenho que te ajudar. Olha a hora. São quase quatro da manhã. Nada que você tenha pra me falar me interessa. Vai embora. 

Júlio: Não. É assunto sério. De vida ou morte. Eu preciso da sua ajuda. Eu preciso de uma solução. 

Anderson: Você não gosto de mim. Eu não gosto de você. Eu não vou te ajudar. Pronto. Acabou. Vai embora.

Júlio: Por favor. Pela Mag. Porque tudo que acontecer agora, envolve diretamente a ela. Vocês namoram. Qual é? Me ajuda.

Anderson: Um namoro que você nunca foi a favor. 

Júlio: Por favor.

Anderson: O que aconteceu?

Júlio: Uma briga. Acabei me desentendendo com um soldado no quartel e as coisas saíram do controle. Eu juro que eu não tive culpa. Eu não tive a intenção. Mas quando eu vi as coisas já tinham saído do controle.

Anderson: O que você fez Júlio?

Os dois se encaram.

No hospital.

No corredor do lado de fora do quarto de Ítalo. Anderson e o sargento conversam. 

Sargento: É um absurdo que o Júlio tenha mandado você aqui. Nem pra assumir as consequências dos atos dele ele tem coragem. Eu tô cansado daquele moleque na minha guarnição. Ele vai ser expulso e preso. Ele quase matou um soldado. 

Anderson: O Júlio tem alguns problemas com explosões de raiva e controlar os impulsos. 

Sargento: Eu sei muito bem disso. Acampamento de pescaria é prova disso.

Anderson: Do que você está falando?

Sargento: Pergunte pra ele. 

Anderson: As coisas saíram do controle no quartel. Ele não brigou sozinho. Não podem punir apenas uma das partes envolvidas.

Sargento: Olha como o Ítalo está. Acho que uma das partes já foi punida. Até mais do que devia.

Sargento sai andando. Anderson olha pela janela de vidro do quarto e vê Ítalo deitado na cama com o rosto inchado, cheio de pontos, até mesmo um pouco desfigurado.

Apartamento de Anderson.

Na sala, Júlio sentado no sofá observa Anderson andando de um lado para o outro.

Anderson: Eu não sei onde eu estava com a cabeça de te ajudar. O outro soldado está desfigurado. 

Mário: Ainda dá tempo de desistir. Eu pularia fora dessa muito fácil. 

Júlio: Por favor, não pule fora. Pensa na Mag. 

Anderson: Para de usar a Mag nisso. E me ajude a descobrir algo pra usar contra o sargento. É a única solução. Chantagem.

Mário: Não teve um boato com ele sobre um homem que desapareceu em uma pescaria com ele?

Júlio: O homem foi assassinado e desaparecem com o corpo. Por isso nenhum inquérito foi feito na época.

Mário: Podemos usar isso. 

Júlio: Não. Não podem. Eu estava no meio da confusão. 

Anderson se aproxima de Júlio.

Anderson: Foi você quem matou o cara e sumiu com o corpo não foi? Esse é o tal acampamento de pescaria que ele me disse.

Júlio: Sim. Mas foi legítima defesa. Eram assaltantes e renderam todos. Mas eu não estava lá. Quando eu cheguei as coisas aconteceram. Isso já está resolvido. Não precisamos nos preocupar com o acampamento. O problema é o Ítalo. Eu sei o que pode te ajudar. O julgamento da ex mulher dele. Ela cometeu suicídio por causa dele.

Anderson: Mário, você olha isso por favor. 

No hospital.

No corredor do hospital. Sargento e Anderson conversam novamente.

Sargento: Você pare de vir aqui. Isso é um hospital e um dos meus melhores soldados está ali gravemente ferido por causa do cara que você está defendendo. Eu não sei quais são os seus valores pessoais, mas defender o indefensável é burrice. 

Anderson: Meus valores não interessam a você. Eu só quero um acordo. Tentarmos resolver isso sem envolver o Júlio nessa. 

Sargento: Você quer me subornar? Chantagear? Lembre-se que eu sou autoridade aqui e as coisas podem ficar bem ruins pra você.

Anderson: Eu tô tentando fazer as coisas da forma mais amigável possível. Sem ter que envolver o suicídio da sua ex mulher. 

Sargento: O que minha ex mulher tem a ver com isso?

Anderson: O fato dela ter cometido suicídio por não aguentar mais suas torturas. Sabe o que descobri uns vídeos diário da Susi. Sua ex enteada. Que você mandou estudar fora. Como era mesmo as palavras que ela disse? " Ele bateu na minha mãe de novo. Eu achei que dessa vez ela fosse morrer. Quanto mais eu pedia pra ele parar, mais ele batia. Eu não pude pedir ajuda porque ele me ameaçou também. Espero que alguém veja essas filmagens antes que ela ou eu estejamos mortas." " Hoje ele ameaçou minha mãe com uma faca durante o jantar. Pensei que ele fosse esfaqueá la. Ele me fez assistir tudo."

Sargento: Esse inquérito já foi encerrado.

Anderson: Porque você conseguiu sumir essas imagens das provas. Mas pode tudo vir à tona.  Seria péssimo pra você. 

Sargento: Você vai se arrepender de me ameaçar. Você está defendendo a pessoa errada. O cara lá dentro daquele quarto que precisava ser defendido.

Anderson: Tenho certeza de que vou me arrepender.

A equipe de investigações chega ao corredor.

Investigador: Sargento, você pode nos dizer o que aconteceu?

Sargento e Anderson se encaram.

Sargento: Durante um dos plantões de vigilância da guarnição, nós fomos invadidos. Bandidos querendo munição. Seria meu primeiro palpite…

Anderson percebe uma movimentação de medidos para dentro do quarto de Ítalo, que está tendo uma parada cardíaca. Os médicos se juntam tentando reanimá-lo com o desfibrilador. Anderson no corredor vê um dos medido dizendo que Ítalo morreu e fica em choque.

Cena 6/ Leblon / Noite.

Casa dos Norton.

Na sala. Pedro sentado no sofá fica pensativo. Com o olhar fixo para o horizonte. Eduardo chega à sala.

Eduardo: Vou dar uma corrida pelo condômino. Tá afim?

Pedro se assusta: Que susto pai. Precisa chegar assim, de repente?

Eduardo: Vou começar a anunciar quando eu estiver mudando de cômodo na minha própria casa. Vai querer correr comigo ou não?

Pedro: Não. Não tô com cabeça pra isso.

Eduardo: Ultimamente você não está com cabeça pra nada. Na verdade, você está estranho demais. O que só me faz levantar suspeitas sobre você.

Pedro: Para de me acusar. Tô cansado discos já. Você foi o traído da história. Você estava naquela casa quando todo mundo chegou. Então se é pra desconfiar de alguém, esse alguém é você.

Gabriela entra em casa. 

Gabriela: Parem o que vocês estão conversando que o que eu tenho pra falar é mais importante.

Pedro: O que foi mãe?

Gabriela: Eu quero o divórcio. 

Eduardo: Você está completamente doida. Eu não aceito isso. As eleições estão quase chegando. Não vou deixar você atrapalhar meus planos assim. Não tem divórcio nenhum.

Gabriela: Ou você aceita esse divórcio por bem ou eu vou ter que ir na justiça. Aí vamos ser investigados e os maiores podres dessa família vai ser jogado no vento. Até a Verônica vai entrar nessa. E aí, qual vai ser?

Cena 7/ Rio de Janeiro/ Noite.

Estacionamento do prédio.

Júlio e Anderson conversam no carro.

Anderson: Essa conversa já foi longe demais. Você já pode sair do meu carro.

Júlio: Com muito prazer.

Anderson: Já que estamos entendidos. Zero a zero. Faça o favor de tirar essa história da cabeça da Mag. Você tem mais a perder com isso.

Júlio sai do carro e escora na janela da porta.

Júlio: Você acha mesmo? Eu posso fazer vim à tona a história desse seu cliente que precisou consumir um corpo. Registro telefônicos vão levar direto a você. Não me ameace. É pior pra você. 

Júlio sai andando e deixa Anderson com muita raiva dentro do carro.

padrao


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