Vale Dicere- Season 2 – Capítulo 10: “Penitência”

O que fazer quando a ganância e o desespero pelo poder o afeta? O que fazer quando aquilo que é certo você faz errado e o que é errado você faz certo? O que leva uma pessoa à loucura? Traumas? Dificuldades? Há justificativa pra isso? Talvez sim ou talvez não. Mas para o Duque Washington, talvez ele tenha chegado ao limite da sua própria loucura.

— É melhor começar a rezar, majestade. Um… Dois e…

24 horas antes…

O Duque Washington se encontra em seu quarto e começa a se lembrar de todas as vezes que bateu de frente com o príncipe Henry, ele está com uma taça de whisky e começa a maquinar coisas em sua mente.

— A monarca merece alguém com muito mais preparo e inteligência pra comandar do que o príncipe Henry, aquele moleque maldito é uma mancha pra realeza. Preciso fazer alguma coisa… Espera! Há uma solução.

Washington pega o seu celular.

— Alô? Aqui é o Duque Washington de Sussex. Preciso de um favor.

3 horas depois…

Washington se encontra em um pub sentado em uma das mesas. Um homem entra no local e se senta na cadeira de frente a ele. O Duque apenas olha pra ele e pergunta:

— Você trouxe?

— Aqui está.

O homem entrega algo em suas mãos, ele guarda no bolso do casaco. O homem sai discretamente do pub.

Mais tarde o Duque Washington chega ao palácio, ele entra em seu quarto e tira do bolso de seu casaco o objeto que aquele homem o entregou. O objeto está embrulhado em um tecido marrom, ele tira o embrulho e ali está um revólver.

— Essa será a minha oportunidade. No dia da reunião parlamentar… A rainha será assassinada.

Agora…

A Rainha pede clemência ao Duque Washington.

— Por favor, Duque!

— Adeus, majestade!

Washington dá dois tiros na rainha Elizabeth, ele está de luvas pra não deixar impressões digitais na arma, a rainha cai agonizando, ele vê aquela cena com um olhar maquiavélico. No mesmo instante, o príncipe Henry chega ao corredor e se depara com aquela assustadora cena.

— Vo… Vovó. O que você fez, seu maldito?

— “O que eu fiz”, príncipe? O que você fez… Socorro! O príncipe Henry assassinou a rainha! Prenda-o! Seguranças!

Washington joga a arma na direção de Henry, o conde Damian e o ministro Robert chegam no exato momento.

— O que tá acontecendo aqui?

— O príncipe Henry assassinou a rainha!

— Como pode falar uma coisa dessas sobre mim?

— Foi sim! E eu posso provar.

2 horas antes…

O Príncipe Henry está conversando com o capitão Dan e com o agente Victor no corredor.

— Não se preocupem, só não permitam que as coisas partam pro lado da ofensa. Sabem bem que a monarca é bem séria né? Eles analisam tudo isso, comportamento e etc.

— Ok, Príncipe Henry. Obrigado!

Ao fundo do corredor, atrás de uma pilastra, o Duque Washington os está observando. Ele vira de frente e está com um celular na mão pronto para discar. Ao colocar o celular no ouvido, não demora muito pra alguém atender.

— E então… Fez o que te pedi? … Ótimo! Não pode passar de hoje, é o momento perfeito pra executarmos esse plano. Vai dar certo, tem que dar certo.

Minutos depois, uma cena que não vimos no capítulo 8 é que um pouco antes da segunda parte da audiência começar, o príncipe Henry está passando pelo corredor e um garçom está servindo vinho.

— Aceita uma taça, majestade?

— Ah, melhor não. Eu preciso estar concentrado nessa reunião.

— Eu insisto, pelo menos para degustação.

— Tudo bem, não vou fazer essa desfeita.

O Príncipe Henry pega a taça de vinho, toma um gole, em seguida o conde Damian se aproxima.

— Príncipe, Henry! Estão te chamando lá dentro.

— Claro, Conde. Estou indo. Muito obrigado pelo vinho, senhor.

Henry coloca a taça de volta na bandeja do garçom, mal sabia ele que era tudo o que ele queria.

Minutos depois o garçom chega discretamente em uma das cozinhas e pega a taça pelo qual o príncipe tomou o vinho, ele cuidadosamente e usando luvas pega uma espécie de “band-aid”,ou uma fita, não se sabe ao certo que tipo de acessório é aquele, mas ele passa em todos os lugares da taça onde o príncipe encostou os dedos. Ao fazer isso, ele coloca o acessório dentro de um envelope plástico.

Cerca de 20 minutos depois, o Duque Washington se encontra no banheiro e imediatamente o garçom chega até lá.

— Senhor!

— Fez o que te pedi?

— Foi mais fácil do que imaginei, sir.

Ele tira do bolso o envelope onde está a fita com a impressão digital do príncipe.

— Onde está a arma?

— Está aqui comigo.

— Permita-me.

O garçom pega a arma das mãos de Washington e primeiramente limpa ela com um pano até não deixar nenhum rastro. Em seguida, cuidadosamente ele pega a fita e vai passando em todas as partes estratégicas do revólver, após isso ele joga a fita na lixeira e pega um par de luvas de seu bolso.

— A arma está cheia das impressões digitais do príncipe Henry, o senhor precisa usar essas luvas quando for executar o ato. Até lá deixe ela dentro do envelope plástico para não corremos o risco de perder a digital.

— Creio que isso não vai ocorrer, porque hoje mesmo farei que isso se concretize. Vou esperar um momento em que a rainha esteja sozinha e aí… E aí você já sabe o que vai acontecer.

Agora…

— Vocês precisam acreditar em mim, o príncipe Henry assassinou a rainha.

No mesmo instante, o capitão Dan, Victor e o general Maximilion chegam ao corredor. Este último questiona.

— Mas o que tá acontecendo aqui?

— General, não permita que a tua filha se case com este homem, ele acaba de assassinar a rainha, a sua própria avó!

— O quê? Meu Deus… Ma… Majestade?

— Não! Não! Já chega,Washington! Chega de suas mentiras!

— Segurem ele, ele pode me matar também e a todos nós. Eu ouvi ele dizer que queria assumir o trono sozinho e sua avó poderia atrapalhar nos planos dele.

Todos estão boquiabertos diante das acusações que o Duque Washington está fazendo.

— Sim, senhores. Essa é a realidade… Ele matou a rainha!

O Capitão Dan se aproxima do Duque Washington como se fosse concordar com ele.

— Se o príncipe assassinou a Rainha… Por que então ela está viva?

— O quê?

O Duque Washington olha pra trás e a rainha está se levantando, o ministro Robert também fica boquiaberto diante do que está vendo.

— Mas… Mas… Como?

A Rainha Elizabeth olha para o Duque e diz:

— Talvez funcionaria se eu fosse de fato a Rainha Elizabeth.

Ela pega na parte de trás do cabelo como se estivesse arrancando o coro cabeludo, o Duque Washington começa a ficar com as pernas bambas. Quando observamos, aquilo que a rainha estava tirando era na verdade uma máscara e quem estava por trás dela era…

— Excelente trabalho, Jennifer!

— Obrigada, capitão Dan!

O Duque Washington fica gaguejando tentando entender o que está acontecendo.

— O… O quê? Não, não pode ser.

Jennifer começa a tirar todo o seu disfarce enquanto conversa.

— De todos os disfarces que eu já fiz, confesso que esse da rainha foi o mais difícil, como a estatura dela é bem mais baixa que a minha, tive que ficar o tempo todo com a coluna envergada pra dar a ilusão que eu estava com menos de 1,60. Ufa! Que trabalhão o senhor me deu, Duque Washington. Ah e a respeito dos tiros, eu estava com coletes, claro. E mesmo se você tivesse atirado no meu rosto, essa máscara sintética tem uma blindagem à prova de balas bem sutil, dói um pouco no começo, mas depois você se acostuma, estava até me sentindo a rainha de verdade. Então… (sacando uma arma) Acho que temos muito o que conversar, não é mesmo?

— Mas… O que tá acontecendo aqui? Isso não tem a menor lógica.

— É, de fato não teria lógica, Duque. Mas com esse esquadrão a gente faz com que tudo se torne realidade.

O príncipe Henry se manifesta.

— Você achou que estava há um passo na nossa frente, porém mal sabia que estávamos a milhas de distância a frente de você.

— Não! Como você…?

— Quer saber como? Confesso que se não fosse a ajuda do Conde Damian, ainda estaríamos aqui acreditando nas tuas mentiras.

— O quê?

O Conde Damian o encara e diz.

— Você apenas confirmou aquilo que já suspeitávamos de você desde o princípio.

24 horas antes…

O Duque Washington se encontra em seu quarto e começa a se lembrar de todas as vezes que bateu de frente com o príncipe Henry, ele está com uma taça de whisky e começa a maquinar coisas em sua mente.

Neste momento, o Conde Damian está passando pelo corredor e vê a porta do quarto do Duque semiaberta. Ele iria ignorar quando começa a escutar algumas palavras vindas de Washington.

— A monarca merece alguém com muito mais preparo e inteligência pra comandar do que o príncipe Henry, aquele moleque maldito é uma mancha pra realeza. Preciso fazer alguma coisa… Espera! Há uma solução.

Washington pega o seu celular e faz uma ligação.

— Alô? Aqui é o Duque Washington de Sussex. Preciso de um favor.

O Conde Damian continua no canto da porta atentamente escutando tudo.

— Preciso que você me consiga uma arma. Sim, exatamente… Eu estou cansado de ver tudo sendo voltado a esse maldito do príncipe Henry. Por isso… Vamos arruinar a vida dele, mas calma, não é matá-lo. Faremos pior… Vamos incriminá-lo pela morte de sua própria avó… A Rainha Elizabeth.

O Conde Damian fica em choque.

— Ok, ok, quero executar o plano no dia da Reunião Parlamentar, será o melhor momento pra isso. Então… Onde você acha que seria melhor de nos encontrarmos? Ok, vou anotar o endereço, pode falar.

O Conde Damian sai imediatamente do local e vai até o seu quarto. Lá está a sua esposa, a Condessa Ester.

— Meu bem, onde você estava?

— Ester, a gente precisa fazer alguma coisa. O Duque Washington vai fazer uma coisa horrível!

— O quê? Mas… O que você tá dizendo, meu bem?

— Ele está planejando um atentado contra a Rainha e incriminar o Príncipe Henry.

Baque em Ester.

— Meu… Meu Deus! Como o Duque Washington pôde chegar a esse ponto?

— Eu escutei tudo ele conversando no quarto com alguém no telefone. Pelo visto a amargura dele pelo o que aconteceu com a Duquesa Verónica tá mexendo com todo o psicológico dele.

— A morte da Verônica não é desculpa para ele ser assim.

— Ele desde o começo queria assumir o trono, sempre quis derrubar o príncipe Henry e agora está mais perto de fazer isso.

— Damian, você precisa avisar ao príncipe Henry agora mesmo. Ligue pra ele.

O Conde Damian não demora muito pra fazer uma ligação ao príncipe.

Em seus aposentos, Henry atende a ligação.

— Alô?

— Me desculpe, majestade. Mas o senhor está ocupado agora?

— Conde Damian, claro que não. Pode falar.

— Majestade, preciso te contar algo terrível que o Duque Washington está planejando fazer.

(VOZ EM OFF: HENRY)

— Naquele momento eu soube que a tua inveja era muito pior do que um simples capricho…

Agora…

O Príncipe Henry continua a falar.

— … Então eu pensei bem e tive que pedir ajuda ao Capitão Dan pra isso.

Mansão Maximilion – 23 horas antes…

O capitão Dan havia acabado de encerrar o treinamento com os agentes e somente Victor está com ele naquele instante. O celular do capitão toca.

— Sim?

— Capitão Dan, aqui é o príncipe Henry.

— Majestade, a que devo a honra da tua ligação?

— Me desculpe parecer ser tão invasivo, mas pedi o seu contato ao General Maximilion, porém não quero envolvê-lo nisso ainda.

— O que aconteceu?

— Preciso que me ajude em algo…

(VOZ EM OFF: DAN)

Eu sabia que não poderia fazer nada daquilo sozinho,então deixei o agente Victor a par de tudo, mas precisávamos de algo muito mais sutil e profissional, então falamos com a Jennifer.

Cerca de 1 hora depois da ligação do príncipe Henry, o capitão Dan e o agente Victor chamaram Jennifer em particular.

— Jennifer, precisamos que nos ajude em algo, essa missão será quase um “golpe de estado”.

— O que tenho que fazer, capitão?

(VOZ EM OFF: JENNIFER)

Então eu comecei a trabalhar duro no disfarce, porque sabia que a rainha Elizabeth era alguém completamente fora do meu padrão proporcional ao meu corpo, então busquei alguns contatos sem que ninguém da casa soubesse, levamos a ideia ao príncipe Henry e ele aprovou.

Em algum lugar de Londres -18 horas antes…

O capitão Dan, Victor, o príncipe Henry e Jennifer estão reunidos próximos a um pub.

— Majestade, essa é a única solução. Vou me disfarçar da tua avó e assim precisaremos seguir o rastro desse duque maldito.

O agente Victor o questiona:

— Quando esse doente planeja fazer isso, majestade?

— Na reunião parlamentar.

— Então precisamos agir.

Agora…

O general Maximilion indaga.

— Então foi por isso que hoje quando cheguei em minha casa, uma de suas agentes estavam perguntando pela Jennifer.

= = FLASHBACK= =

O General havia acabado de receber a ligação de Claire que estava no supermercado correndo perigo até que Hillary sai na porta.

— Gente, algum de vocês viram a Jennifer?

Ellie: Não, achei que tivesse com vocês.

Brian: Ela não estava contigo, Lisa?

Lisa: Comigo não.

Hillary: Onde essa mulher foi se meter?

= = FIM DE FLASHBACK= =

O General começa a entender o que está havendo.

— Então tudo faz sentido, por isso naquele momento estavam procurando pela Jennifer.

O Duque Washington tenta se sobressair.

— Tudo isso que vocês estão falando é pura bobagem para me incriminarem.

Henry o responde.

— Depois disso tudo, Washington, começamos a seguir cada um de seus passos.

= = SEQUÊNCIA DE CENAS EM FLASHBACK = =

CENA 01:

Os contratados pelo Capitão Dan entram no quarto do Duque Washington.

(VOZ EM OFF: HENRY)

Começamos a seguir todo o seu rastro e colocamos escutas no seu quarto, e câmeras indetectáveis.

A equipe da inteligência termina de instalar os microfones e as câmeras no quarto do Duque Washington.

CENA 02:

(VOZ EM OFF: DAMIAN)

Mas isso não era o suficiente, precisávamos clonar o teu celular, então passei o teu número para a Equipe de Inteligência e de um modo peculiar, eles conseguiram ter acesso a todas as tuas ligações, mensagens de texto e até mesmo redes sociais.

A Equipe da Inteligência está em uma sala de monitoramento escutando todas as ligações que Washington fez e até mesmo os seus pontos de encontro.

— Capitão Dan, temos tudo sob controle, daremos continuidade ao processo.

= = FIM DE SEQUÊNCIA DE CENAS = =

O ministro Robert, confuso, questiona.

— Mas espera um pouco, se ela estava disfarçada da Rainha, então quem é que estava na reunião parlamentar?

Ouve-se uma voz.

— Ela mesma.

O Duque olha pra trás e se assusta ao ver a autêntica Rainha Elizabeth.

— Mas… Como?

— Eu de imediato concordei com o plano do meu neto juntamente ao capitão Dan e sua equipe. Então obviamente Jennifer e eu precisávamos trocar de lugar.

= = FLASHBACK = =

Jennifer e a Rainha Elizabeth estão juntamente com o príncipe Henry conversando.

— Majestade, a senhora vai colocar essa escuta debaixo do teu cabelo no dia da reunião parlamentar. Eu estarei com outro e vou poder te ouvir e a senhora também poderá me ouvir e falar comigo através disso. Dentro da reunião não pode ser mais a senhora, tem que ser eu.

— Tudo bem, filha. O que for preciso pra tentar desmascarar o Duque Washington…

— E pode ser que consigamos desmascarar um inimigo muito pior… O Dr. Addan.

= = FIM DE FLASHBACK = =

— Então durante a reunião parlamentar, eu ficava em uma sala com uns monitores, havia uma câmera que dava pra ver claramente a Jennifer e toda a tribuna. Eu conseguia ouvir absolutamente tudo o que era dito na reunião, então tecnicamente eu participei dela. Por isso que sempre eu passava para a Jennifer através da escuta o que ela precisava falar nos momentos oportunos.

— Não! Vocês não podem fazer isso! Não podem!

Victor o responde.

— É tarde demais, Duque.

Alguns policiais chegam naquele momento.

— Duque Washington? O senhor está preso por conspiração e tentativa de homicídio.

— Não, não podem fazer isso comigo!

Jennifer o responde.

— É melhor ir se acostumando. Por falar nisso, tenho que colocar meu outro disfarce para o veredito, não é mesmo, majestade?

— Que cabeça a minha, filha. Havia me esquecido que o recesso do conselho vai acabar em breve, será que consegue mudar o disfarce a tempo?

— Se eu me atrasar um pouco, não me levem a mal, mas eu adoro fazer um pouco de charme. Com licença, queridos!

Cerca de 15 minutos depois, a rainha chega com os demais na reunião e Washington está algemado pelos policiais.

— Senhoras e senhores, pedimos perdão pelo atraso. Mas acabamos de descobrir quem é de fato o culpado por todas as desgraças que está acontecendo, e é na verdade o Duque Washington de Sussex, ele arquitetou um plano para me matar e acusar o príncipe Henry.

Todos ficam completamente horrorizados, eles não podiam acreditar no que estão ouvindo.

— E não é só isso, ele também é o responsável pelo sumiço da Dra. Fionna. Descobrimos que ele a sequestrou e a deixou como refém em seus aposentos em troca de informações para executar o seu plano para matar a mim e talvez o próprio príncipe Henry.

Baque em todos, o Dr. Addan, inclusive, fica balançado.

— Mas… Como assim?

— Por favor, tragam a senhorita.

Jennifer, disfarçada de Dra. Fionna entra na sala, as pessoas até se levantam completamente chocadas, o Dr. Addan tem a mesma reação ao lado de Edward.

— Mas… Como? Fionna?

— Agora que tudo foi esclarecido, acho que não temos mais motivos de dar continuidade a esta reunião, o Duque Washington será preso por conspiração, sequestro e tentativa de assassinato. Dr. Addan, obrigada por nos mostrar o seu antídoto, mas no momento não temos interesse em veicular nada disso no mercado. Porém seguiremos com as investigações, então gostaria que não saísse da cidade ou do país em hipótese nenhuma até segunda ordem. Precisamos reforçar a equipe de segurança de Londres, porque houve os primeiros ataques aqui das criaturas, ainda é pouco, mas se não tomarmos cuidado, vamos acabar transformando tudo isso em uma pandemia. Capitão Dan, Agente Victor, obrigada a todos pela disposição, Dr. Addan… Espero vê-lo novamente.

O Dr. Addan cerra o punho. Elizabeth continua.

— Sendo assim, senhores, declaro essa audiência encerrada!

O plano do capitão Dan mais uma vez foi perfeito e eficaz para ambos os lados, e claro que o interesse deles agora não é de cara enfrentar o Dr. Addan, porque sabem que Fionna e Emily continuam a mercer desse monstro e ele tem poder para fazer qualquer coisa com elas. Mas com isso, o Dr. Addan percebeu que com essa equipe, não se pode subestimar, do contrário terá que estar um passo a frente deles.

Mansão Maximilion, 4 horas depois…

Foi um dia longo pra todos eles, mas parece que eles vão poder ter uns momentos de paz até segunda ordem. A Rainha Elizabeth se encontra ali juntamente com o príncipe Henry. O General Maximilion a está agradecendo por tudo.

— Fico feliz com tua visita em minha casa, majestade. Espero que tudo isso tenha uma solução.

— Eu é que sou grata pela ajuda de todos vocês. Se não fosse o Capitão Dan e a sua equipe, eu estaria morta e o meu neto estaria na prisão.

O Capitão Dan, questiona.

— Não precisa agradecer, majestade. E aproveitando a ocasião, desculpe ser inconveniente, mas onde estão os teus pais, príncipe Henry?

— Ah, eles estão passando um tempo na Irlanda, por isso que vocês até agora não puderam conhecê-los.

— Entendi.

Maximilion conversa com Claire.

— Claire,minha filha. Você está bem? Soube do que aconteceu com você.

— Estou bem, papai. Sorte que a May e o Scott estavam lá comigo, senão eu teria sido a primeira a morrer.

— Você foi corajosa, Claire.

— Não mais que você, May. Gente, a May possui ideias brilhantes, ela salvou a minha vida.

— Calma, gente. Não é pra tanto.

Scott argumenta.

— É pra tanto sim. Pai, a maioria das ideias pra a gente escapar dali foi da May, meu trabalho foi apenas braçal.

— Sério mesmo? Vejo que você tem potencial, May. Ainda não entendo porque não quis se juntar aos outros no treinamento.

— Eu já falei isso, não sou muito a favor de guerras, mas eu sei que o que vocês estão fazendo é por uma boa causa. Mas tem uma coisa que não deixa de perturbar a minha mente.

Todos perguntam em uníssono:

— O quê?

— Quem é aquele cara que entrou no mercado e acabou com todas as criaturas? O tal do Benjamin.

Maximilion pergunta:

— Quem?

— Sim, papai. Estávamos encurralados e esse homem apareceu do nada e acabou com todos eles em questão de minutos e não sofreu nenhum arranhão.

Scott prossegue.

— E ele não parecia ter medo. Quando o Marco, a Ellie e o Julian chegaram lá, já havia tudo acabado. Foi estranho.

Ellie, pensativa, começa a falar.

— Gente, por falar nisso, tem uma coisa que não contamos a vocês… Quando o Marco, o Julian e eu estávamos indo salvar a May e os outros, nós encontramos aquele monstro Aragon.

Hillary se levanta assustada.

— O quê? Vocês encontraram ele?

— Sim, só que o mais “engraçado” é que ele estava completamente imóvel um uma rodovia. Como se estivesse dormindo.

A rainha, confusa, questiona.

— Desculpem, mas do que vocês estão falando?

O capitão responde.

— É uma criatura gigantesca criada pelo Dr. Addan, majestade. Ele o apelidou de Aragon, tem quase 4 metros de altura. Foi o responsável pela morte de uma de nossas agentes, a Leonor.

— Mas há ciência para criar um tipo de criatura como essas?

Scott é quem responde.

— Se há ciência, eu não sei, mas eu lembro claramente do rosto daquela criatura quando perseguiu a gente pela ponte, foi horrível! Eu pensava que transformar as pessoas nessas coisas já era o limite, mas quando vi aquela criatura, percebi que ainda não tinha visto nada.

O capitão Dan argumenta.

— É por isso que temos que ir até aquela ilha, vamos ensinar aos garotos tudo o que eles precisam para irmos até lá. A verdadeira Doutora Fionna se encontra lá, majestade. E agradeço a senhora por ter camuflado isso no conselho.

— Certas coisas não precisam ser levadas a cabo. Por enquanto vamos pedir reforços a toda a guarda real para impedir que essas criaturas tomem conta da capital, pois dentro de uns dias haverá o casamento real do meu neto e da filha do general. Sei o que devem estar pensando… O mundo desabando e a gente ainda quer fazer esse casamento, mas pensem comigo: Se todos vamos morrer um dia, por que não aproveitar todos os dias intensamente?

Henry concordando com a rainha pergunta aos demais.

— Exatamente isso. A propósito, vocês irão ao casamento, não é? Por favor, não aceito um “não” como resposta.

Claire completa.

— É, gente. Por favor, eu vou amar ver todos vocês lá.

May opina.

— Claro, por falar nisso, a Lisa canta muito bem, Claire. Se quiser…

— May, cala a boca!

— Qual é, Lisa? Estou apenas falando a verdade.

— É verdade que você canta, Lisa?

— Bom, um pouquinho.

— Um pouquinho nada, ela arrasa.

— Lisa, gostaria de cantar no nosso casamento? Eu ficaria muito honrada em ter alguém que eu gosto e que seja tão talentosa nos dando essa honra.

— Nossa, eu… Me sinto honrada, eu…

Cristhian dá um “empurrão”.

— Vamos, Lisa! Aproveita este momento, sei que é o teu maior sonho. Como diz a rainha Elizabeth… Viva intensamente!

— Tudo bem, eu aceito.

— Perfeito!

O capitão Dan observa Victor o tanto pensativo.

— Algum problema, agente Victor?

— Sim, é que… Tem uma coisa que eu ainda não consegui entender.

— O que foi?

— Lá na reunião o Dr. Addan levou um homem infectado e usou aquele antídoto nele e depois ele se transformou em uma pessoa “normal”. Como ele fez aquilo?

Todos ficam pensativos.

Em algum lugar de Londres, um helicóptero está prestes a levantar voo, o Dr. Addan e Edward se encontram do lado de fora e um homem se aproxima deles. Addan entrega um pacote pra ele.

— Muito obrigado por prestar os nossos serviços, agora para o teu bem é melhor ir pra bem longe daqui e não se atreva a contar pra ninguém o que viu.

— Pode ficar tranquilo, Dr. Addan.

O homem em questão era nada menos que o mesmo que o Dr. Addan aplicou aquela injeção, mas assim como o agente Victor questionou. Como isso aconteceu?

= = FLASHBACK = =

O Dr. Addan está conversando com o homem e explicando todas as coordenadas pra ele.

— Vamos colocar uma maquiagem falsa em você e é preciso que se comporte como uma dessas criaturas, de fato. Você vai saber o momento certo, estamos entendidos?

— Sim, Dr. Addan. Conte comigo!

= = FIM DE FLASHBACK = =

O Dr. Addan já se encontra dentro do helicóptero. Seu celular toca.

— Alô? Sim, Hilda? Não… A operação fracassou. O Capitão Dan e seus vermes são muito mais espertos do que eu pensei. Vejo que não terei outra alternativa, vamos para o Plano B, avise ao nosso informante para me passar a relação que eu pedi e comparecer a ilha em no máximo três dias. Vamos acabar com toda essa festinha.

Qual será o próximo plano do Dr. Addan?

 

 

 

 

 

Próximo Capítulo: 

Terça- 3 de Dezembro.

padrao


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