Vale Dicere- Season 2- Capítulo 11: “Quem Morreu?”

Em algum lugar, uma celebração está sendo realizada e ao que podemos ver, trata-se de um evento de luxo, pois todos estão com roupas elegantes e finíssimas, vemos ali algumas pessoas tomando champanhe e outras conversando com um sorriso estampado no rosto.

Minutos depois, as pessoas daquele recinto pareciam que estavam assistindo a algum tipo de apresentação e de repente percebem que algo de errado aconteceu, podemos ouvir uma voz conhecida por nós, é a voz de Cristhian.

— Lisa! Lisa!

Pelo ponto de vista de alguém, esta pessoa parece ter caído no chão e sua visão meio turva está apontando para o teto, até que vemos Cristhian (todo arrumado de terno preto) se aproximar e ele fica bem perto dessa figura tentando reanimá-la.

— Você precisa ser forte! Não pode morrer assim, entendeu? Não agora!

A figura está olhando para Cristhian e vemos que há outra pessoa de pé do lado dele, porém com sua visão embaçada, não conseguimos identificar quem seja, e o mais intrigante que também não sabemos quem está por trás dessa visão. Cristhian está entrando em desespero.

— O que vocês estão fazendo? Chamem ajuda! Depressa! Aguenta firme, por favor, aguenta!

A visão dessa pessoa começa a escurecer lentamente até que vemos somente a escuridão e um grito atordoante de outra direção.

— NÃAAAAAAAAAAO!!

Quem morreu?

Mansão Maximilion, 03:30 AM- 3 dias antes…

Vemos Trevor em seu quarto dormindo, mas o tanto inquieto, o garoto parecia está tendo um pesadelo terrível, os seus olhos começam a ficar incômodos e de repente entramos para dentro do sonho de Trevor.

Ele está em um gramado e observa várias covas alinhadas uma do lado da outra, ele se aproxima e vê que todos os caixões ali estão fechados. Ele vai andando até a ponta e percebe que o último caixão está aberto, ele ouve a voz de alguém no sonho.

— Diga a eles para estarem prontos, Trevor!

— Quem… Quem é você? Onde você está?

— Eu sou a tua consciência, Trevor. E vim aqui apenas para dar um aviso.

— O quê?

— Um de vocês vai ocupar este último caixão.

— Não, não, é mentira!

— Hahahahahaha, sim, Trevor. Veja quantas mortes já tivemos, está na hora de ceifar mais alguns de vocês e eu espero vê-los aqui ocupando esse caixão. Hahahahahahahaha!

— Não! Não! Sai da minha cabeça!

— Morte! Morte! Morte! Morte! Morte! Hahahahaha! Vem brincar de morrer, Trevor!

— Não, pára!

— Um, dois, a morte vai te pegar… Três, quatro, feche a porta do quarto…

De repente aquela imagem se dissolve e vemos Trevor dando um salto da cama desesperado arrancando o cobertor e jogando-se ao chão e batendo na cabeça várias vezes.

— Não! Não! Sai daqui! Sai daqui!

Brian ouve os gritos do garoto e corre para acudi-lo, a gritaria acabou despertando os outros, o Capitão Dan imediatamente pega uma arma no gaveteiro e corre até o quarto de Trevor. Ao chegar lá, Brian está tentando acalmá-lo.

— O que aconteceu, Trevor? Me fala!

— Não, não! Isso não pode acontecer!

— O que foi, irmãozinho? Teve um pesadelo?

— Não era apenas um pesadelo!

Lisa chega até a porta desesperada.

— O que aconteceu?

— Eu… Eu vi… Eu vi várias covas prontas e vários caixões fechados, mas tinha um aberto.

Brian segura nos ombros de Trevor tentando acalmá-lo.

— Tá tudo bem, o que mais você viu?

— Tinha uma voz na minha cabeça falando que… Um de nós vai ocupar aquele caixão.

Brian olha para os demais, todos estão ali boquiabertos testemunhando aquela situação.

— Trevor, você tem certeza disso?

— Tenho, Brian! Eu não mentiria sobre isso!

Victor questiona:

— Espera, Trevor. Quem você viu?

— Eu, eu não sei, mas… Alguém estava prestes a ocupar aquele caixão e era um de nós. Por favor, vocês precisam acreditar em mim! Nós vamos morrer, façam alguma coisa, por favor!

Trevor se destrói em lágrimas e Brian o abraça fortemente, desde que o jovem integrou o grupo, nunca algo desse tipo havia acontecido. Poderia ter sido apenas um sonho ruim? Ou uma espécie de presságio do que está por vir?

Campo de Treinamento da Mansão, 09:30.

Passaram-se alguns dias depois da reunião parlamentar onde o Duque Washington acabou sendo preso por tentar matar a Rainha Elizabeth e incriminar o Príncipe Henry. Agora Julian está ensinando os garotos a atirar e pelo jeito eles estão bem “afiados” desde que começaram.

— Olha, vocês três estão de parabéns! Estão pegando o jeito com as pistolas comuns, mas logo, logo vocês vão pegar em artilharia mais pesada. No mais é isso, até o próximo treinamento, garotos!

Julian recolhe as pistolas das mãos de Lisa, Cristhian e Dylan. Ao sair, Cristhian olha para os dois e com um olhar de preocupação indaga.

— Gente, vocês viram aquilo que o Trevor falou? Do sonho dele? Vocês acham que é verdade?

Dylan o responde:

— Claro que é verdade, irmão. Pelo menos o sonho eu sei que é verdade, agora resta saber se isso de fato tem alguma ligação com a gente ou com o que vai acontecer.

Lisa ressalta.

— Olha, não é querendo ser pessimista, mas… Não creio que isso do Trevor tenha sido um simples sonho… Nós Sul Coreanos acreditamos muito no poder do nosso pensamento, significa que talvez isso que o Trevor teve foi um aviso. Precisamos tomar cuidado, gente.

Cristhian responde.

— Sim, creio que o Dr. Addan também não está brincando de ser ruim.

— Ainda me dói em saber que este monstro é meu tio-avô. Coitado do meu pai, teve que conviver todo esse tempo naquela ilha como um escravo, bom… Eu preciso entrar, tenho que começar a ensaiar pra cantar no casamento da Claire, não quero pagar mico.

Dylan em tom cômico fala:

— Olha, olha! E não é que ela vai mostrar os seus dotes artísticos?

— Não é pra tanto, Dylan. Acho que vai ser bom pra mim também, eu preciso por pra fora tudo o que eu estou sentindo. Bom, preciso ir, até mais, garotos!

Minutos depois vemos Brian saindo do quarto de Trevor. Hillary o avista no corredor e o chama.

— Brian!

— O que foi?

— Eu queria saber como tá o Trevor?

— Um pouco assustado, mas ele tá bem.

— É que ontem, eu…

— … Olha, Hillary, não precisa fingir que tá preocupada, tá?

— Mas eu…

— … Não! Você nunca nem gostou do Trevor, se ele tá aqui hoje foi graças aos cuidados da May que é muito melhor ser humano que você.

— Brian, por favor, já faz dias que você não fala comigo, não tem motivos pra me tratar desse jeito.

— Olha só como o mundo dá voltas! Eu também não entendia o motivo de você sempre me tratar mal. Dói né? Dói ser maltratado por alguém que você gos…

Ele se detém por alguns segundos, respira e depois continua a falar.

— Olha, eu tenho mais coisas pra fazer (ele vira de costas e depois vira pra Hillary novamente). Ah e acho que pode ser verdade esse sonho do Trevor, sobre um de nós morrer… Porque pra mim você já tá morta há muito tempo.

Hillary fica baqueada com as palavras de Brian, ele se retira deixando-a completamente intrigada. Jennifer vem do corredor e parece ter escutado a discussão.

— Xiiiii, não me diga que já tá brigando com o boy? Vocês nem se pegaram e já estão discutindo?

— Ah me deixa, Jennifer!

Hillary sai irritada, Jennifer fica olhando ela se afastar.

— Ah não, gente! Não vamos transformar isso aqui numa novela mexicana, pelo amor de Deus!

Minutos depois, May e Lisa estão no quarto conversando.

— Ai, Lisa! Que bom que você vai cantar no casamento real! Faz tanto tempo que eu não a escuto cantar, amiga.

— É, eu confesso que estou empolgada.

— Sabe o que é engraçado?

— O quê?

— O mundo tá se acabando e o príncipe ainda quer realizar esse casamento real? Não é muita viagem? Seria cômico se não fosse trágico.

— Só vão realizar porque conseguiram reerguer a barreira de contenção na entrada de Londres pras criaturas não entrarem e também porque aquele carinha misterioso que você viu acabou com a metade deles tudo sozinho.

— É verdade, precisava de ver ele, Lisa! Era astuto, ágil, não tinha medo de absolutamente nada, eu nunca vi alguém daquele jeito, parecia que nem era humano.

— Olha, a essa altura do campeonato, eu não duvido de mais nada, se eu tenho uma irmã mutante, o que mais pode acontecer?

— Eu já vi uma história parecida de um matador de aluguel que aparecia em determinadas regiões pra executar ações, acho que vi isso em um conto, tanto que o homem se parecia muito com o cara do conto que eu li.

— Vai me dizer que alguém veio da literatura pra salvar a pátria? Amiga, isso já é ficção demais pro meu gosto.

— É, acho que eu estou falando muita besteira.

— Não tá não. Então… E como vai você e o… Você sabe? O Scott.

— O quê? Mas… Eu não acredito que estou ouvindo isso de você.

— E você acha que consegue me enganar, May? Eu percebo o jeito que ele te olha e o jeito que você olha pra ele, não sou boba e nem nada.

— É, talvez possa estar nascendo algo em mim em relação ao Scott, mas… Ainda é cedo pra tomar qualquer decisão precipitada. No momento eu ando preocupada com tudo e… Com o Trevor após o ocorrido na noite passada.

— O pobrezinho anda bem assustado, mas é assim mesmo. Por isso que precisamos estar fortes, May. Para enfrentarmos os nossos inimigos. Ei! Por que você não treina um pouco comigo?

— Ah, Lisa! Já vai começar?

— Pelo menos defesa pessoal, amiga. Toda mulher hoje em dia precisa ter uma noção de defesa pessoal, o que tem de marmanjo safado por aí. Vamos?

— Tá bom, tá bom. Eu aceito!

Minutos depois Lisa está ensinando May um pouco do que ela aprendeu esses dias de defesa pessoal, porém o que ela não imaginava era que May em minutos já estava pegando todos os “macetes”.

May acaba derrubando Lisa no chão e deixa seu braço torcido pra trás.

— Ok, ok, já chega!

— Eu fiz certo?

— O quê? Você ainda pergunta? May, você não se transformou em uma Girl Power ainda porque não quis, porque preparo você tem de sobra.

— Talvez eu tenha um pouco.

Horas depois…

Victor e o Capitão Dan estão no gabinete do General Maximilion conversando. Dan está contando o ocorrido da noite anterior.

— Temos que nos preparar, General. Confesso que esse pesadelo do garoto Trevor me deixou preocupado, sei que pode ser bobagem da minha parte, mas estamos todos correndo perigo de um certo modo.

— Eu entendo perfeitamente a tua posição, Capitão. Mas obviamente asseguro a vocês que aqui em minha casa estão todos em segurança, mas claro que falarei para os meus guardas redobrarem a vigilância, pois não sabemos a hora que um infectado pode surgir do nada.

Victor indaga.

— Vocês não estão achando estranho essa paz? Desde o dia da reunião parlamentar, não vimos mais nenhum sinal do Dr. Addan ou até mesmo dos ataques das criaturas, claro que elas ainda estão por aí, mas sequer conseguiram chegar ao ponto de se expandir em Londres.

— Isso é um ponto positivo, pois minha filha queria muito esse casamento, e eu sei que pode parecer até imprudente realizar um casamento na corte sabendo do que está acontecendo, mas se as criaturas não chegaram até aqui, não temos motivo para nos preocupar.

Dan responde.

— O vírus se espalhou rápido na Grã-Bretanha por causa dos cães, eles eram mais rápidos e espalhavam-se fácil, agora que eles não existem mais, ficou mais difícil dos humanos infectados alcançarem lugares mais longínquos.

— Isso não significa que devemos baixar a guarda,vamos continuar de olho, principalmente no Dr. Addan. Não sabemos do que esse monstro é capaz de fazer.

Neste momento o celular de Victor toca.

— Que estranho! Há muito tempo ninguém nunca me ligou pra absolutamente nada.

Ele se afasta um pouco dos dois e atende.

— Alô?

Ele fica por alguns segundos paralisado.

O Capitão Dan e Maximilion ficam olhando pra ele intrigados.

Victor continua a escutar e seus olhos ficam pesados.

— Mamãe?

Horas depois, na mansão Maximilion, está presente a mãe do Agente Victor, a Dona Matilde, ela é uma senhora de mais de 60 anos, baixa, cabelos só um pouco grisalhos e parece ter um temperamento forte. Ela está em um canto da casa dando um baita sermão em Victor enquanto os demais estão um pouco distantes observando aquela cena.

O Capitão Dan argumenta com Ellie.

— Nunca na minha vida achei que viveria pra ver uma cena como essas.

— Gente, o que a mãe do Victor tá fazendo aqui?

— Eu nem sabia que ele tinha mãe.

Lisa se aproxima deles.

— A mãe dele parece ser tão fofa, né?

No mesmo instante, a dona Matilde vem em direção a eles como um raio, Victor vem atrás tentando impedi-la.

— Mãe, espera!

— O senhor é o capitão Dan?

— Sim, sim, muito prazer, senhora…

— … Não me venha com desculpas, rapaz! Sei muito bem o que você e esses delinquentes estão fazendo com o meu filhinho. Não tem vergonha de deixá-lo assim?

— Desculpa, assim como?

— Com essa cara de cachorro morto! Vejam ele, tá tão magrinho, não deve nem tá se alimentando direito.

— Mãe, por favor…

— … Cale-se! Agora toda essa pocilga vai me escutar, estão deixando o meu filho feio e desnutrido.

Ellie cochicha com Lisa.

— Se assim ele tá feio, imagine estando bonito, porque esse Victor é um gato!

— Shh, Ellie?

— E eu estou errada?

Dona Matilde vira as costas e abre passagem no meio dos demais que estão por ali.

— Não vou permitir que maltratem o meu filhinho, saiam da frente, amadores!

Todos ficam observando aquela cena completamente espantados. Victor vai atrás dela e tenta convencê-la.

— Mãe, o que pensa que tá fazendo?

— Como assim “O que eu estou fazendo”, Victor? Você é meu filho e eu prezo pela tua saúde e bem estar.

— Mãe, eu estou muito bem aqui. Acredite ou não, estou bem melhor que antes.

— O quê? Melhor que antes? Imagine se tivesse pior. Pra mim já deu!

— Espera, onde você vai?

— Como assim? Vou voltar.

— Não, mãe. Para! Você mal chegou aqui, fica uns dias aí, eu peço ao General Maximilion pra senhora ficar um pouco. Qualquer coisa a senhora divide o quarto comigo.

— Você acha que eu sou otária? Você já tem 27 anos, Victor. Já está na hora de dividir o quarto é com outras mulheres e não dormir com a mamãe como se tivesse 8 anos.

— Mãe?

— Me diz se eu contei alguma mentira? Sabe lá se você não tá dormindo com uma dessas periguetes que moram nessa casa.

— Mãe, claro que não! Eu não sou assim! E as moças daqui não são periguetes, e mesmo se fossem eu não iria ficar me engraçando com elas.

Matilde se aproxima dele e toca em seu rosto.

— Eu sei, meu filho… Você não é como o teu pai. Por isso eu me orgulho de você… O dia que estiver em um relacionamento, Victor… Trate sua mulher como uma princesa, não a traia, não seja como a maioria dos homens que eu conheço. Ou melhor… Não seja como o teu pai.

Victor beija a mão de sua mãe.

— Claro, mãe. Eu jamais farei isso com uma mulher. Eu sempre serei o filho que você sempre quis ter… Eu prometo.

— Eu sabia que podia contar com você. Você é meu orgulho!

— Então, vai ficar? Haverá um casamento aqui dentro de 3 dias?

— Você disse casamento?

Central da Ilha da Phoenix, 17h10.

Fionna está conversando com Emily.

— Você deve tá muito cansada,né Emily? Por tudo o que está acontecendo.

— Um pouco. Eu não entendo, doutora. Já era pro Neon ter tido algum tipo de contato, mas até agora nada.

— Pelo visto vamos ter que de fato esperar o momento do capitão Dan vim aqui pra nos tirar desse lugar, creio que não teremos nenhum resultado com o Neon.

— Quando o capitão e a minha irmã vão vim?

— Creio que assim que o casamento real for concretizado. Depois disso temos que esperar para o que está por vir.

Mansão Maximilion, 19h00.

Todos estão ali reunidos na mesa de jantar, inclusive a mãe de Victor. Claire pede licença para dar um recado a todos. O Príncipe Henry também está ali presente, Claire se levanta da cadeira e se pronuncia.

— Pessoal, eu queria tão somente agradecer por tudo o que vocês estão fazendo por nós. Sério, e pensar que uma tragédia tenha unido a gente dessa forma. Sempre achei essa casa tão solitária e tão vazia, mas a chegada de vocês alegraram muito o ambiente e eu me orgulho por isso. Obrigada por serem muito mais que minha companhia, obrigada por serem meus amigos. Proponho um brinde a todos!

Todos pegam suas taças e começam a brindar. No meio da comemoração, Claire avista alguém em comum chegando à sala de jantar acompanhada pelo mordomo Cassius. O General Maximilion olha pra trás e se assusta com o que vê, os demais não estão entendendo absolutamente nada. Claire quebra o silêncio.

— Mamãe?

Duas horas depois…

O Capitão Dan e o agente Victor estão conversando com o general. Este primeiro indaga.

— Achei que o senhor fosse viúvo, general.

— Eu bem que queria.

— Então…

— … Estamos separados há muito tempo, nem sei por que ela está aqui.

Victor o responde.

— Talvez pela lógica, veio pra ver o casamento da filha.

— É isso que me preocupa.

No quarto de Claire, ela está conversando com sua mãe. Seu nome é Charlote, mulher alta, cerca de 50 anos, usa roupas finas e cabelos amarrados em um coque deixando-a com uma expressão de mulher da extrema alta sociedade.

— Mãe, por que não avisou que viria?

— Justamente pra não olhar pra aquela cara de rabugento do teu pai, preferi vim de surpresa.

— Poderia ter pelo menos me avisado, você sabe que eu iria guardar segredo.

— Sim, mas eu queria fazer uma surpresa pra você, querida. Tá chegando o grande dia hein?

— Sim, mãe, eu estou tão nervosa. Faltam menos de 3 dias.

— Estou orgulhosa de você, querida! Que bom que encontrou um homem de bem como o Henry.

— Ele é maravilhoso! Tem me feito muito bem.

— Agora sem querer ser intrometida, mas já sendo. Quem essa gente que tá aqui? Isso aqui virou uma colônia de férias agora?

— Mãe? Por favor, não diga isso. Essa gente passou por maus bocados lá na Grã-Bretanha. Eles estão sem um lugar pra ficar, então meu pai trouxe eles pra cá, e eu estou gostando muito!

— No mínimo ele se interessou por uma daquelas moças, certeza.

— Mãe? Não diga isso. Olha, eles são todos muito legais, inclusive a Lisa, aquela oriental, ela vai cantar no casamento.

— Ouvi dizer que as asiáticas cantam muito bem.

— Sim, tenho certeza que a Lisa vai arrasar.

— Bom, o que me resta? Esperar esse grande momento, onde eu ponho minha mala?

— Vai mesmo ficar aqui?

— Hellow! Você é minha filha, é o teu casamento e querendo ou não, eu já fui mais dona dessa casa do que teu pai, então…

Claire pula nos braços de sua mãe.

— … Ai que bom!

— Ei, calma, garota! Você não tem mais 7 anos.

— Desculpa, acabei me empolgando.

— Não tem problema, filha. Ah! Minha menininha cresceu! Estou tão orgulhosa!

Central da Ilha da Phoenix, 21h30.

Na sala do Dr. Addan, Hilda e Naraj estão ali reunidos, até que Petter Krueger aparece por ali.

— Milordes, Miladie? Prazer em vê-los.

— Ora, ora, ora, jovem Krueger. Enfim viestes à ilha.

— Peço perdão pela demora, Dr. Addan. Mas precisava de mais tempo para coletar todas as informações que eu precisava.

— Claro, sendo assim vejo que já tem o que precisamos, não é?

— Claro, se me permitem, posso utilizar o retroprojetor de vocês? Estou com todos os dados no pen-drive.

— Claro, jovem.

Enquanto Petter vai colocando o pen-drive no dispositivo, Hilda e Naraj o olham com perspicácia sedentos para saber o que ele trouxe.

— Bem, senhores. Estão prontos?

Petter liga o dispositivo e mostra no telão uma imagem com a mansão Maximilion.

— Como vocês sabem, aquela é a mansão Maximilion onde se encontra todos os jovens aliados do capitão Dan, a casa é chefiada pelo general Maximilion (mostra-se uma foto dele na tela). Depois de muita investigação e pesquisa, consegui descobrir os dados de todas as pessoas que estão ali residindo na casa dele. Vamos começar pelas patentes mais altas, claro.

Ele mostra a foto de todos os militares que estão residindo na casa.

— Bom, a tropa está sendo liderada pelo capitão Dan e pelo agente Victor Evans, que creio eu, vocês já conhecem muito bem.

Hilda fala entre os dentes.

— Esse desgraçado do meu ex-marido merece uma morte lenta.

— Hilda, deixe o rapaz terminar. Continue, Krueger.

— Bom, além deles dois, temos outros agentes de menor porte como a Agente Hillary e o Agente Brian, ambos são jovens, mas pelo visto já estão há um tempo trabalhando para o capitão Dan.

Naraj responde.

— Dr. Addan, aquela agente não é a que estava naquela casa em que encontramos a Fionna e a pirralha?

— É verdade… Como ela pode ainda estar viva? Eu vi o meu agente atirar nela naquele dia.

— Pelo visto, o senhor está tendo muitas surpresas, Dr. Addan.

— Não importa! Continue!

— Bom, esses aqui são os oficias da força aérea britânica que também estão presentes naquela casa. Os oficiais Marco e Ellie.

Hilda se aproxima da tela.

— Aquela prostituta desgraçada! Quero que ela seja a primeira a ser morta! Maldita!

— Hilda, minha querida. Se ela morrer primeiro, que graça vai ter pra você? Vamos dar uma olhada nos outros primeiro.

Petter continua.

— Bom, talvez isso seja uma baita surpresa para a senhora Hilda, mas o teu filho Scott também está ali presente.

A foto de Scott é mostrada na tela.

— O quê? O que o meu filho está fazendo aqui? Era pra ele estar nos Estados Unidos!

— Exatamente isso, senhora. Ao que parece, ele veio à Inglaterra e agora está alojado na mansão juntamente com os outros. Imagino que queira deixar ele de fora, levando em consideração que é o teu filho, não é?

Hilda olha por instantes a tela e em seguida argumenta.

— Não! Não precisam ter pena. Se ele está ali, é um traidor como todos os outros. Merece morrer.

— Acho que a senhora não entendeu quando eu digo que ele é teu filho.

— Acho que o senhor não entendeu quando eu digo, que mate todos!

— Uau! Tudo bem, não está mais aqui quem falou.

— Hilda, querida. Não seja tão dura com o rapaz, deve agradecer a ele por saber disso tudo.

— Não me importa, Addan! Continue!

— Bom, temos também outros agentes trabalhando para eles, a senhorita Jennifer Hills, conhecida como “A Rainha do Disfarce”.

Addan interrompe.

— Foi essa maldita que se disfarçou da Fionna pra nos fazer pensar que ela estava na prisão. E ela fez a mesma coisa na reunião parlamentar. Essa mulher é um problema, ela tem a habilidade de se disfarçar em qualquer pessoa sem que percebamos, uma pessoa assim do lado do capitão Dan é perigosa. Tem que ser uma das primeiras a serem eliminadas.

— Claro, Dr. Addan. Ah e também temos o conhecido como “O Senhor das Armas”, Julian, ele veio do País de Gales e pelo visto trouxe artilharia pesada com ele.

— Intrigante.

— Bom, esse é o esquadrão completo do Capitão Dan. Mas lá nessa casa estão vivendo alguns civis também, consegui coletar todas as informações possíveis deles.

Uma foto de May e Trevor são mostradas na tela.

— Temos aqui essas pessoas totalmente aleatórias. May Green tem 21 anos e pelo visto entrou no meio dessa gente sem querer, também tem esse garoto aqui, Trevor Baskin, ele tem 14 anos.

Naraj pergunta.

— O que um adolescente tá fazendo no meio desse povo?

— Confesso que fiquei surpreso também com isso. Bom, temos aqui também os irmãos Turner. Cristhian e Dylan.

As fotos de Cristhian e Dylan são mostradas na tela.

— Eles tem em torno de 20 e 18 anos e até agora estou querendo saber o motivo deles estarem ali juntamente com o capitão Dan, só sei que eles passaram por toda a perseguição na Grã-Bretanha.

— Eu me lembro deles, mas… Eu atirei naquele garoto ali, o tal Cristhian. Essa gente não morre nunca.

Hilda o responde.

— Talvez precisa se certificar antes, Dr. Addan. Pelo visto essa já é a terceira pessoa que você manda matar, e continua viva.

— Não questione os meus métodos, Hilda. Sabes bem que você está aprendendo comigo aqui.

— Pelo visto eu já até superei o professor.

— Poupe-me de suas piadinhas sarcásticas, Hilda. O que mais temos aí, jovem Krueger?

— Bom, entre eles também está uma outra moça, Lisa Ishihida, ela é sul coreana e tem 20 anos.

A foto de Lisa é mostrada na tela.

— Me lembro dessa maldita lá no…

O Dr. Addan começa a ficar nervoso.

— Como disse que ela se chama?

— Lisa, Dr. Addan.

— Não, o sobrenome!

— Ishihida, Lisa Ishihida.

Hilda começa a associar as coisas, Naraj também percebe e argumenta.

— Esse não é o sobrenome do doutor Makoto?

Addan começa a se enfurecer.

— Não, não pode ser!

= = FLASHBACK = = MINUTOS ANTES DA EXPLOSÃO NO C.E.P.

Lisa se ajoelha perante o Dr. Addan e implora.

— Por favor, Dr. Addan! Faça qualquer coisa, mas não machuque a minha irmã, por favor!

= = FIM DE FLASHBACK = =

— Não pode ser… Essa é a filha mais velha do Ishihida.

Naraj o questiona.

— Tem certeza, Dr. Addan? Mas como…

— Então aquela garotinha que está aqui conosco é irmã dela! Aquele mentiroso! As filhas dele nunca foram para a Coreia, estiveram aqui o tempo todo.

Petter pergunta.

— O que supõe que devemos fazer?

— Ah Makoto! Você vai me pagar caro por essa traição! Por conta disso, a sua filhinha será a primeira. Vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho… Lisa Ishihida.

= = FLASHFORWARD= = DAQUI A 2 DIAS…

May entra em um quarto juntamente com a Rainha Elizabeth, ela fecha a porta, tranca e ambas parecem estar meio ofegantes. May está usando um vestido elegante e a Rainha Elizabeth de igual modo, esta última se assenta em uma poltrona que está ali e começa a se abanar com as mãos.

May se certifica se a porta está bem trancada e depois se dirige até a rainha, ela se agacha em frente à poltrona e segura nas mãos dela.

— Não se preocupe, majestade. Aqui a senhora estará protegida, não vou deixar nenhum deles entrar aqui, eu juro!

Alguém bate na porta.

— Quem é?

May escuta a voz de alguém conhecido, ela abre a porta, a figura entra, porém não sabemos quem é.

— Ai, graças a Deus! Entra! Como está lá fora?

Vemos as mãos da figura manchadas de sangue.

— O que aconteceu? De quem é esse sangue?

A figura diz algo pra May sem que possamos escutar.

— O que aconteceu? Cadê o Scott?

A figura diz outra palavra pra May, ela começa a ficar com os olhos lacrimejando ao ouvir aquilo. Ela coloca as mãos na boca, se afasta da figura e fica desesperada.

— Ai meu Deus! Não pode ser!

O que poderia ter acontecido?

 

 

 

 

Próximo Capítulo:

Sexta- 6 de Dezembro.

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