Vale Dicere- Season 2- Capítulo 13: “Bodas de Sangue” (Mid Season Finale)

Boa noite!

Sejam muito bem-vindos!

 

 

 

Imagino que vieram prestigiar o casamento real, certo?

 

 

Posso ver o teu convite?

 

 

 

 

 

Ótimo! Vejo que se preparou muito para esse momento, não é? Entre!

 

 

 

 

A cerimônia já vai começar, fique a vontade para prestigiar.

 

 

Ao sair, não esqueça de deixar o seu feedback.

 

A família real e a equipe Vale Dicere agradece pela tua presença!

 

 

 

 

Episódio 13:

“Bodas de Sangue”

 

 

 

 

O mal não tem hora pra agir…

O mal está em todo o lugar…

O mal somos eu e você…

O mal somos todos nós.

= = FLASHFORWARD = = PALÁCIO REAL, 21H34.

Está chovendo forte e vemos uma situação de caos no pátio do palácio. Em meio ao gramado molhado, vemos duas pessoas correndo por ali. São eles Henry e Claire.

Esta última está tentando segurar o vestido molhado pra tentar correr. Eles estão em direção ao outro lado do palácio, Henry está correndo na frente, quando Claire está quase o alcançando, ela avista algo que chama a atenção dela.

Henry percebe que ela parou no meio do nada.

— Claire! O que você pensa que tá fazendo?

Claire fica paralisada, ela vê algo adiante no meio da chuva.

Vemos a imagem das costas de alguém, porém não sabemos de quem se trata. Claire começa a chorar.

— Não pode ser… Você?

2 HORAS E 33 MINUTOS ANTES… Palácio Real, 19h01.

Na galeria, o atirador está prestes a puxar o gatilho. Victor e Cristhian se desesperam. Cristhian corre em direção à Lisa.

— Lisa! Lisa!

Até que por fim, o atirador pressiona o gatilho.

— NÃAAAAAAAAO!!

Vemos o relógio marcar 19h02, voltamos os ponteiros para 17h05, pois algo aconteceu nesse tempo.

Central da Ilha da Phoenix, 17h05- 2 HORAS ANTES DO ATENTADO.

A noite anterior foi terrível para todos eles, Fionna consegue conversar com Ashley em particular.

— Escuta, Ashley. Não dá mais tempo. A gente precisa tirar a Emily daqui. Ela precisa fugir.

— O quê? Você tá maluca? Não podemos fazer isso com ela.

— A Emily não pode mais ficar aqui, Ashley. O Dr. Addan pode matá-la, ela é nossa única esperança, sem ela não poderemos salvar a humanidade desse vírus.

Ashley hesita a princípio, mas sabe que Fionna tem razão.

— Tudo bem, qual é o plano?

— Em algum momento desse lugar, eles precisam sair ou abrir a porta principal da central, não precisam?

— Na verdade sim. Tem um horário específico que todos os dias um ou dois guardas saem lá fora pra se livrar de alguma coisa, ou até mesmo aqueles que precisam trocar o turno com os sentinelas lá fora.

— Geralmente em que horário isso acontece?

— Na parte da noite acontece às 19h e à 00h00.

— Não podemos esperar até 00h00. Vamos executar o plano às 19h.

— Fionna, você tá maluca? Às 19h está todo mundo acordado, seremos pegas, ou melhor, mortas.

— Talvez nós sim. Mas a Emily precisa escapar. Lembre-se que as nossas vidas aqui é o de menos, Ashley. Você viu o que o Dr. Addan fez com o Makoto, a essa hora ele deve tá acorrentado em algum lugar dessa maldita central.

— O que pensa em fazer?

— Preste muito a atenção.

Enquanto isso, na Catedral todos estão ali apreensivos aguardando a chegada da noiva. Henry se encontra lá na frente, a Rainha sorri enquanto a marcha nupcial dá partida.

Cada um dos heróis estão bastante empolgados com a cerimônia, é possível ver nos olhares de cada um, a emoção, o sentimento de paz que sentem naquele momento.

Enfim as portas se abrem, dois guardas aparecem na porta tocando um clarinete anunciando a entrada da noiva. Eles abrem passagem e ali vem Claire acompanhada pelo General Maximilion.

Ela sorri enquanto passa pelo corredor, mais lá na frente vemos Charlote com um sorriso estampado no rosto e uma lágrima querendo rolar. Enquanto Claire passa, os heróis testemunham aquela cena com muito carinho.

Dylan cutuca Cristhian.

— Casamentos me deixam tão emotivo.

— Você nunca foi a um casamento.

— Por isso mesmo.

O vestido de Claire possui uma grinalda “angelical”, a cauda se estende por 4 metros, há pequenos cristais na borda do vestido deixando- o mais reluzente conforme passa por ali. Com o sol se pondo, os raios solares entram na janela iluminando o corredor deixando aquele cenário ainda mais sublime.

Matilde, a mãe de Victor o cutuca.

— Quando você vai ter um casamento assim, filho?

— Ai, mãe! Não começa!

Enfim, Claire chega ao altar, Henry tenta segurar a emoção. É o momento mais importante de sua vida e também da vida de Claire.

O sacerdote começa a falar sobre os votos de casamento, enquanto isso vemos no olhar de cada um, a alegria, a emoção, um conglomerado de sentimentos em um único lugar.

Claire começa a ler os seus votos.

— Henry… Quando você apareceu na minha vida, eu duvidei não de você, mas de mim mesma. Eu pensei: Ele é o príncipe da Inglaterra! Nunca ele vai me notar, mas aí com o passar do tempo, fomos nos conhecendo melhor e aí percebi que você era o homem que eu pedi a Deus. E hoje… Aqui neste lugar vamos passar para a próxima etapa de nossa jornada, e eu posso dizer que… (lágrimas começam escorrer) A única coisa que eu me arrependo foi não ter te conhecido antes. Muito obrigado por ser meu namorado, meu noivo e agora o meu esposo.

Ela termina de recitar e todos começam a aplaudir. Em seguida é a vez de Henry falar seus votos.

— Claire, eu passei a minha vida toda trabalhando para realizar os meus sonhos, as minhas vontades e conquistas, mas aí você apareceu. E isso mudou tudo em mim, eu pensei: Por que não dividir meu sonho ao lado de alguém? Sempre quis alguém que fosse pura de coração e encontrei isso em você… Onde você passa, o teu sorriso é verdadeiro, a tua doçura encanta a todos e é claro, encanta a mim também. Hoje, neste dia tão especial, eu…

Henry para por instantes, pois não está aguentando o choro, os demais ficam observando e deixando soltar várias lágrimas de emoção. Henry começa a se recompor novamente para terminar de proferir os votos.

— … Eu queria dizer que valeu a pena toda a espera, valeu a pena cada minuto que a gente ficava afastado por semanas e não via a hora de nos vermos de novo, pois a saudade sempre apertava. Obrigado, Claire por ser a minha namorada, a minha noiva e agora a minha esposa.

Todos aplaudem mais uma vez, cada um dos convidados estão se derramando em lágrimas, o sacerdote anuncia o momento mais esperado.

— Príncipe Henry VI, aceita a Claire Maximilion como sua legítima esposa na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?

Henry olha pra Claire, ele sorri e em seguida pronuncia.

— Sim. Aceito.

— Claire Maximilion, aceita o Príncipe Henry VI como seu legítimo esposo na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?

Claire também olha pra ele sorrindo e diz:

— Sim, aceito!

— Majestade! Por gentileza.

Vemos em seguida, as daminhas de honra entregando as alianças de ouro galeu para eles e assim eles colocam no anelar correspondente do outro.

A Rainha Elizabeth se aproxima, é entregue a ela uma espada. Os dois se ajoelham, ela passa a espada perto do ombro de cada um deles, depois dois cavalheiros chegam com a coroa do Príncipe e o coloca nele, em seguida a outra coroa é entregue nas mãos da Rainha Elizabeth.

— O Reino Unido hoje celebra e recebe você Claire, como a nova princesa e futura Rainha da Inglaterra!

Elizabeth coloca a coroa na cabeça de Claire, ela se levanta, vira de frente para o público, dá as mãos para Henry. O Sacerdote anuncia:

— E com o poder investido a mim, eu vos declaro marido e mulher. Salve o Príncipe! Salve a Princesa!

Todos aplaudem emocionados, Claire não pode esconder a emoção ao igual que todos ali presentes.

Dylan mais uma vez cutuca Cristhian.

— Ai meu Deus, eu vou chorar! Sei que você vai me odiar por isso.

— Não, porque eu também vou chorar, irmão.

Os dois se abraçam feito crianças, Lisa e May sorri com eles enquanto aplaudem emocionadas com aquele momento.

Henry e Claire descem do altar e estão saindo pra fora enquanto são ovacionados pelos convidados.

Nos noticiários de todo o mundo, a imprensa informa sobre o grande casamento real. Na penitenciária, um carcereiro se aproxima da cela de Washington.

— Está na hora do seu banho, duque.

Quando ele chega na cela, testemunha o Duque Washington pendurado na parte de cima da parede. Sim, ele se enforcou.

— Mas que?… Alguém me ajuda aqui!

Washington se suicidou enquanto no pequeno televisor da cela, está passando as notícias do casamento real. Talvez ele não aguentou toda a pressão, sabemos que a inveja e a possessão que ele tinha era muito forte pra aceitar que perdeu.

Engraçado, na vida real também é assim.

Na porta da igreja, as pessoas estão jogando pétalas de rosas nos noivos, Henry e Claire estão muito felizes com tudo o que está ocorrendo. Henry pede um minuto para se pronunciar.

— Muito obrigado a todos vocês, meus amigos! Mas a festa só está começando, vamos nos dirigir ao salão real para festejarmos juntos.

E assim aconteceu, cerca de 1 hora se passou e todos estão ali festejando esse evento tão sublime.

Vemos algumas sequências de cenas.

  • Claire e Henry abrem a pista de dança.
  • Cristhian está “roubando” as guloseimas na mesa.
  • O Capitão Dan está conversando com o General.
  • O conde Damian e a condessa Ester estão conversando com os pais de Henry.
  • Trevor está se sentindo entediado e direto olha para o relógio do salão.

Após todas essas sequências de cenas, chega o momento de dançar uma música lenta, muitos já estão ali dançando. May e Lisa estão em um canto vendo tudo aquilo e Scott se aproxima.

— May, você quer dançar?

— Eu… Eu…

Lisa insiste.

— Vai, amiga!

— Tá bom.

Scott segura na mão de May e a leva para a pista de dança. Lisa fica ali sozinha e observa uma cena “fofa” de Victor com a mãe dele. Hillary se aproxima dela.

— O Victor é um fofo, né?

— É, ele é sim. Não conhecia esse lado tão gentil dele.

— Gente, ele tá dançando com a mãe dele!

— Sim. E você? Por que não tá dançando com o Brian?

— O Brian… O Brian tá com raiva de mim.

— Isso é novo pra mim. Por quê?

— Bom, eu… A culpa é toda minha. Eu tenho sido uma mulher egoísta, chata e… Não tenho percebido o quanto o Brian é legal.

— Por que você não tenta fazer as pazes com ele?

— Olha, eu já tentei, mas…

— … Hillary, eu tenho aprendido muito ultimamente. E uma das coisas que eu mais aprendi é que devemos amar quem de fato amamos o quanto antes… Não dá tempo de adiar isso. Se tem algo pra falar, fale agora! Possa ser que você não tenha mais tempo.

— Você… Você tem razão. Eu vou tentar conversar com ele.

— Vai, ele tem um coração bom. Certamente vai te perdoar.

Hillary dá um beijo no rosto de Lisa e sai. Lisa vê que algumas pessoas mais ou menos da idade de Matilde chamam ela para sentar em algum lugar e Victor fica sozinho. Lisa ao vê isso se aproxima dele antes que ele saia da pista de dança.

— Noite longa hoje, agente Victor? (Segurando nas mãos dele pra dançar)

— O que houve, Lisa? Deveria estar se preparando para a apresentação.

— É daqui a pouco, acho que estou pronta.

— Por que veio dançar comigo? Acho que é com outra pessoa que você deveria fazer isso.

— Eu sei, é que… Eu ainda estou um pouco insegura. E você me passou tanta confiança depois daquele dia da nossa conversa na mansão.

— Sei como deve se sentir. Mas não é dançando comigo que você vai conseguir isso. Imagine se o Cristhian de repente ficar ciumento?

— Não, ele não iria pensar isso. Você é um herói pra ele, Victor.

— Eu, um herói? Queria ser qualquer coisa menos isso.

— Talvez você ainda não descobriu isso, mas todos gostamos de você. Eu sei que você é um homem um pouco fechado, mas…

— … Não se preocupe com isso, Lisa. Não sou um homem de rótulos… Acho que o que eu sou hoje reflete muito no que vivi. Sabe, eu luto todos os dias da minha vida para não ser o homem que meu pai foi.

— Por isso que você sempre foi tão certinho.

— Eu não digo “certinho”, mas eu sempre quis fazer as coisas do jeito certo sem querer me vangloriar com isso, afinal de contas não vivo pra buscar glória ou mérito.

— Eu sei. Tanto que até o Scott gostou de você.

— O Scott?

— Sim. Olha, se fosse qualquer um outro sentiria inveja por ver que o seu pai está dando mais funções a um agente do que ao seu próprio filho, e isso só aconteceu porque vocês dois são de boa índole. E pensar que ambos tem um ovelha negra entre eles… A Hilda.

— Você é parente do Dr. Addan e nem por isso se tornou o monstro que ele é. Nem você e nem a Emily.

— Sim, e fico feliz por isso.

Enquanto dançam e conversam, um dos capangas do Dr. Addan passa por ali de tocaia e fala pela escuta.

— Já avistei a garota.

Continuando a conversa deles, Victor indaga.

— Bom, agora chega de enrolação, vai atrás do Cristhian. Ele está ansioso pra dançar com você, tenho certeza.

— Ok, muito obrigada mesmo, agente Victor.

Lisa sai. Ainda na pista vemos Scott e May dançando.

— Então, mudou de ideia em relação ao treinamento, May?

— Talvez eu possa estar pensando melhor a respeito, mas por enquanto não afirmo nada.

— Gosto disso em você. Você é bem sincera.

— É meu ponto forte, e talvez o mais fraco também.

— Não acredito que seja uma fraqueza, você é uma mulher incrível, May.

— Não começa, senão ficarei envergonhada.

Scott sorri, ambos continuam a dançar enquanto trocam olhares e risadas.

Em um canto do grande salão, Brian está ali tomando um champanhe enquanto observa Trevor que parece ter encontrado alguns adolescentes ali no local e começou a conversar com eles. Hillary chega perto dele.

— Brian?

— Ah não, você de novo?

— Espera, por favor antes que você vá embora e diga qualquer outra coisa, deixa eu conversar um pouco contigo. Só dessa vez, por favor…

Brian tenta hesitar, ele ainda está magoado com Hillary.

— Tá bom, pode falar.

— Olha, eu confesso que fui muito tola, muito egoísta e grossa contigo… Pra ser sincera eu acho que… Acho que no fundo eu tinha inveja de você. Você sempre foi tão legal com todo mundo, sempre levou as coisas e até as situações mais difíceis com muito bom humor. E isso estava me impedindo de enxergar o homem que há dentro de você. E é isso, eu… Eu não quero isso, eu não quero continuar olhando pra você e sabendo que você tá me odiando, dói demais!

Brian está com os olhos lacrimejando, ele tenta encontrar palavras pra responder Hillary. Trevor chega no mesmo instante.

— Brian, vamos ali do outro lado comigo? Por favor!

— Ok, campeão… Depois a gente conversa melhor, Hillary.

Brian sai dali de perto juntamente com Trevor. Mas dá a Hillary a esperança de um possível perdão.

Enquanto isso, vemos aos poucos vários agentes disfarçados em vários locais estratégicos do palácio. Todos estão ao comando do Dr. Addan, o que essa gente pretende fazer?

Na ilha, Ashley questiona sobre o plano de Fionna.

— Isso é loucura, Fionna! Certamente morreríamos no primeiro vacilo.

— Por isso que a gente precisa ser bem ágil.

— Mas e se pegarem a Emily?

— Por isso que você precisa atuar nesse plano, do contrário não vamos conseguir.

O que será que elas pretendem fazer?

No casamento, Lisa se aproxima de Cristhian.

— E então, Cristhian? Vai dançar ou ficar só olhando?

— Ah eu queria mesmo era dançar aquelas músicas de arromba, mas já que me sobraram as lentas.

— Não seja bobo. Vem!

Lisa pega na mão de Cristhian e o leva pro meio da pista.

— Você é maluca? Eu nem sei dançar.

— Não precisa fazer nada, só balança o corpo pra lá e pra cá. Na verdade queria ter você mais perto pra poder conversar contigo.

— O que houve?

— Eu queria muito te agradecer por tudo, Cristhian. Te agradecer por ser a pessoa que você é, por estar sempre comigo desde que esse pesadelo começou.

— Não tem nem motivos pra me agradecer de nada, Lisa. Eu é que sou muito feliz por ter te conhecido.

— Eu também. Você lembra do dia que a gente se conheceu? Eu fugindo daquele cachorro nojento e você apareceu do nada com uma placa de trânsito na mão (sorri).

— Aquele dia foi hilário! Depois do cachorro veio aquele guardinha doido lá.

— Eu lembro, do que você chamou ele mesmo?

— Filhote de Nemesis.

— Isso mesmo.

Ambos começam a sorrir.

— Foi muito engraçado, você toda mocinha empoderada e eu um bad boy.

— Mocinha empoderada eu? Estou bem longe disso! Mas concordo com a parte de que você era muito bad boy.

— Eu nem sei porque falei isso. Sabia que você ia concordar.

— Bobo! Foram grandes momentos, né? Tanta coisa a gente passou.

— Aquele surto dos cães na tua casa…

— Os ataques no departamento de polícia…

— O pesadelo que vivemos no C.E.P…

— Falando nisso, naquele dia que você levou aquele tiro, eu fiquei cega de ódio pelo Dr. Addan. Ainda tenho, na verdade. Primeiro ele sequestra minha irmã e depois atira em você. Eu fiquei com medo de te perder, eu… Acabei de descobrir que meu pai está vivo e está naquela ilha e agora só falta…

— … Só falta o quê, Lisa? Um amor?

Lisa fica balançada.

— Eu…  Eu…

Lisa tenta falar alguma coisa e no impulso, Cristhian a “cala” com um beijo.

Essa é a primeira vez que vivenciamos essa cena, depois de tanta dor e tanto sofrimento, poderão eles por fim abrirem o seu coração um ao outro e se entregarem ao verdadeiro amor? Com certeza o casamento real não está sendo um momento apenas para celebrar a união matrimonial de Henry e Claire,mas também está sendo um momento em que todos estão com mais sensibilidade de espírito, vulneráveis, talvez? Pode ser, mas não podemos encarar isso como defeito, afinal eles também são humanos e… “Os humanos também amam”.

Não há como negar que Scott e May estão mais próximos do que nunca, dá pra notar na troca de olhares, no sorriso, na forma que se comportam quando estão juntos… Enfim…

— May, eu posso te dizer uma coisa?

— Sim?

— Olha, desde que eu te conheci, percebi que você é uma mulher incrível! Eu nunca na minha vida havia sentido isso em outra mulher. A tua coragem, a tua determinação, isso difere você das outras. Você tem um brilho diferente, May e isso… E isso é o que me conquistou.

— Então… Levando em consideração o que você falou… O que você quis dizer com tudo isso, Scott?

— Como o quê? Quero que você seja a mulher que pegue o buquê da Claire. Eu nem ligo pras outras.

— Meu Deus! (rindo) Essa foi a melhor forma de alguém pedir uma pessoa em namoro.

— A gente tenta usar a criatividade.

— Então senhor Scott. Eu sou uma mulher muito difícil, vai ter que me merecer se quiser ter a mim como sua namorada.

— Vocês mulheres sempre colocando barreiras em tudo.

Claire se aproxima.

— Com licença, desculpa atrapalhar os pombinhos, mas… May, será que você pode fazer companhia pra rainha só um minuto? É que eu tenho que resolver algumas coisas e a Lisa já vai se apresentar daqui a pouco.

— Claro, claro. Por mim sem problemas.

— Bom, enquanto isso eu vou ali pegar um outro champanhe, meninas. Até mais!

Claire puxa May num canto.

— Amiga, não me diga que…

— … Sim,  Claire! Ele me pediu em namoro!

— Ai meu Deus! E você disse sim, claro né?

— Ainda não.

— Como ainda não? Deixa de ser boba, aproveita que esse é o momento mais solene pra isso.

— Vou pensar.

— Deixa pra lá, vou chamar a Lisa, já está quase na hora.

Enquanto isso, na ilha da Phoenix. O Dr. Addan chega ao seu gabinete e Naraj já o estava esperando.

— Milorde, que bom que voltou!

— Fui fazer uma visitinha pro imbecil do Makoto. Alguma novidade?

— Está tudo indo como planejado, há câmeras e agentes nossos espalhados por todos os locais daquele palácio.

— Alguma notícia do Krueger?

— Ele está esperando o momento da tal Lisa fazer uma apresentação. Ela ficará em evidência enquanto o atirador que está na galeria do palácio fará o trabalho. Depois disso… O senhor já sabe o que vai acontecer.

— Com certeza, Naraj. Hoje essa gente vai ter uma surpresa daquelas.

Em algum lugar de Londres, o matador de aluguel Benjamim se encontra encima de um prédio. Ele está com um cartaz na mão, é o cartaz do casamento de Henry e Claire.

— Casamento real, é? Pelo visto essa gente parou no tempo. Tiveram sorte de eu ter vindo pra cá, senão como iriam realizar um casamento com o país sendo devastado?

Ele se levanta e olha pro horizonte.

— É, acho que a nossa conversa ficará pra um outro dia, Sr. Oliveira! (Obs: O Sr. Oliveira é um personagem do conto “A Cobrança”) Vejo que tenho muito o que fazer ainda. Preciso fazer algumas cobranças nesse país.

Minutos depois, Claire prepara Lisa para a sua apresentação. O relógio marca 18h57.

— Gente, quero muito que vocês recebam com carinho, uma pessoa muito especial que eu conheci a pouquíssimo tempo, mas através dela e de seus amigos, eu vim aprender muita coisa, aprendi o verdadeiro conceito de amizade, de companheirismo e para mim, para o meu esposo e toda a família real, é um prazer ter ela conosco. Bom, quero que a rainha faça as honras.

— Tudo bem. E com vocês a nossa grande cantora e convidada não só por mim, mas por toda a nossa família… Lisa!

Todos aplaudem, ela sobe no altar, há um microfone em um pedestal ali, todos os holofotes estão apontados para Lisa, ela olha para os demais um pouco nervosa, mas prefere prosseguir mesmo assim.

Ela pede pra soltar o som, a música começa a ecoar no local. Lisa com seu olhar impactante segura levemente o microfone e começa a soltar as primeiras notas da canção. Sua voz doce e ao mesmo tempo firme encanta a todos que estão ali.

Na ilha, o Dr. Addan recebe uma chamada de Petter.

— Dr. Addan? Está na escuta?

— Olá, jovem Krueger! Que prazer em te ouvir. Novidades?

— Está tudo sob controle. A garota já está cantando, tem um atirador na galeria, ele só está esperando o momento certo para executar a ação.

— Pois que não demore muito. Quero ver essa garota morta.

— Claro que sim, Dr. Addan.

Foi nesse momento que Petter esbarrou no ombro de Victor e passou direto.

— Droga!

— O que houve?

— Eu esbarrei no agente Victor, espero que ele não tenha me reconhecido.

— Pois tome cuidado, me avise qualquer coisa.

Após esbarrar em Krueger, Victor começa a indagar.

— Espera um pouco. Eu conheço esse cara… De onde ele veio? Pensa, Victor. Pensa! Scott, eu…

Ele olha por instantes e vê que Scott não está mais ali perto.

— Scott?

Várias pessoas estão passando por ele enquanto ele procura por Scott.

— Scott, cadê você?

Victor começa a olhar pra cima em direção à galeria.

— Meu Deus… Isso não pode tá acontecendo!

Cristhian está andando na direção oposta de Victor e ele olha pra ele e percebe que o agente não tira os olhos lá de cima, Cristhian olha pro alto e vê que há um atirador ali. Ele olha pra Victor e em seguida olha pra direção onde Lisa está se apresentando e vê que tem uma luz infravermelho apontada para o seu peito.

Do outro lado, o capitão Dan percebe que alguma coisa está errada, Marco um pouco mais distante do capitão estranha o olhar dele e começa a associar as coisas. Julian reconhece que algo está brilhando no peito de Lisa sem ela perceber, enquanto está agradecendo os aplausos do público.

— Essa não!

Lá encima, o atirador esperou esse tempo todo para realizar esse ato.

— Nada pessoal, garota. Mas ordens são ordens. Um…

Victor olha pra Cristhian de longe.

— Dois…

Cristhian começa a correr em direção a Lisa gritando por ela.

— Lisa! Lisa!

— E…

Os outros que estão em cada direção ficam em alerta. Na ilha, Fionna e Ashley vão para o corredor próximo à porta. Fionna fica escondida em um canto e Ashley vai pro meio do corredor e começa a fingir que está engasgando com algo.

— Eu… Eu estou passando mal, alguém me ajuda!

Os guardas que estão na porta percebem isso e vão em direção à moça. No casamento, o atirador dá o seu ultimato.

— Três!

Ele aperta o gatilho, a bala vai da direção da galeria até o palco principal, neste momento Trevor se lembra do sonho que teve.

= = FLASHBACK – PESADELO DE TREVOR = =

— Um de vocês vai ocupar esse caixão, Trevor.

— Não! Sai daqui!

— Morte, Trevor! Morte! Morte!

= = FIM DE FLASHBACK = =

Trevor volta a si e grita no mesmo instante.

— NÃAAAAAAAAAAO!

Todos no palácio ficam impactados, o tiro encontrou o alvo.

Na ilha, Ashley continua fingindo.

— Você está bem, senhorita?

— Me ajude, por favor. Me ajude!

No casamento, os heróis estão boquiabertos com o que acabaram de ver, Cristhian se aproxima e percebe que chegou tarde demais.

— Lisa! Lisa!

E para a surpresa de muitos, a bala realmente encontrou um alvo. Mas não era Lisa. A mesma se encontra com as mãos na boca totalmente perplexa.

— Meu Deus! Marco?

Foi Marco quem se colocou na frente da bala que deveria ter atingido Lisa.

— Marco!

— Eu… Eu…

Marco cai, Cristhian chega correndo e tenta acudi-lo.

— Não! Não! Você precisa ser forte! Não pode morrer assim, entendeu? Não agora!

Marco está olhando pra Cristhian e Lisa está de pé do lado dele, a visão dele começa a embaçar. Cristhian está entrando em desespero.

— O que vocês estão fazendo? Chamem ajuda! Depressa! Aguenta firme, por favor, aguenta!

Buon Giorno,bambinos! Até… A próxima!

A visão de Marco começa a escurecer lentamente até que vemos somente a escuridão e o grito atordoante de Ellie em outra direção.

— NÃAAAAAAAAAAO!!

Cristhian tenta reanimar Marco.

— Marco? Marco, por favor, acorda! Marco!

Petter avisa ao Dr. Addan.

— Dr. Addan, o atirador errou o alvo, acertou outro membro da tropa do Capitão Dan.

— Quem?

— Marco, o italiano.

— Maldição!

— Qual a ordem agora?

— Comecem a espalhar o caos, Krueger. Mate todos!

— Entendido, doutor.

Krueger avisa a todos os agentes disfarçados.

— Senhores, execução total! Repito: Execução total!

Um dos agentes aplica uma seringa no pescoço de um convidado, em outra direção vemos outros agentes fazendo a mesma coisa com outras pessoas. Ao sentirem a “picada” da agulha, eles começam a cair no chão se retorcendo como se estivessem tendo uma convulsão.

Todos começaram a ficar eufóricos sem entender o que estava acontecendo. Até que um deles que recebeu a seringa desperta com um semblante totalmente deformado e ataca a sua suposta esposa. O Capitão Dan olha aquela cena e questiona.

— Mas que porcaria é essa?

Os outros que foram atingidos pela seringa também foram se transformando em criaturas incontroláveis e começam a atacar uns aos outros. Começa a gritaria e agora a sobrevivência de todos eles está em jogo.

Na ilha, Fionna vem no corredor junto com Emily atrás dos dois guardas, um deles olha pra trás e as vê.

— Ei, vocês! O que estão fazendo? Não podem ficar aqui.

Quando o guarda se aproxima delas, Fionna agarra o braço dele e morde sua mão.

— Aaaaai! Sua desgraçada!

— Foge, Emily! Foge!

O outro guarda que estava com Ashley se levanta pra tentar impedir Emily de fugir, e Ashley acerta uma seringa na perna dele.

— Ahhhhhhh!

— Emily, saia daqui agora!

Emily hesita, mas depois sai correndo em direção à saída. Quando ela passa da porta, vê um outro guarda ali, ela não pensa duas vezes e dá um chute nas genitais do guarda, este se retorce de dor, enquanto a menina foge daquela central.

Pela vista de cima, vemos Emily correndo sem hesitar até chegar ao interior daquela densa floresta.

Dentro da central, Ashley vê que os guardas estão abatidos e tem uma ideia.

— Fionna! Por que a gente não sai também e tenta alcançar a Emily?

— Eu queria, mas precisamos encontrar o Dr. Makoto. Foi uma promessa que eu fiz à Lisa, não vamos sair daqui sem ele.

O guarda que havia sido golpeado por Emily está começando a entrar, as duas percebem e correm imediatamente dali até virarem o corredor. Ele pega um walkie-talkie e se comunica com outro agente.

— Aqui é o recruta 033, avise ao Dr. Addan. A pirralha fugiu!

No Palácio real, a confusão está a solta, Dylan está em uma parte do salão procurando os outros.

— Cristhian! Lisa! Cadê vocês?

Neste momento, um dos capangas do Dr. Addan aparece na frente dele.

— Dylan Turner? Sinto te dizer, mas você vai morrer.

O guarda está prestes a atirar em Dylan, então Cristhian chega por trás e segura o seu braço pra tentar impedi-lo. Enquanto isso acontece, as pessoas tentam sair do salão principal e dois guardas do Dr. Addan fecham todas as portas, as pessoas ficam em desespero sem entender o que está acontecendo. Dentre as pessoas, Jennifer está ali juntamente com Julian.

— O que eles estão fazendo, Julian?

— Não faço a menor ideia.

Ao fechar as portas, um dos guardas que está com uma metralhadora na mão declama.

— Daqui vocês só saem mortos ou infectados.

Ele e o outro começam a atirar pra todos os lados. Jennifer e Julian tentam se desvencilhar.

— Puta que pariu! Abaixa, Jennifer!

— Meu Deus! Por que isso tá acontecendo?

Mais lá ao fundo, Cristhian continua tentando impedir o guarda forcejando com ele, Dylan entra em ação e soca seu estômago.

Mesmo com dor, o guarda consegue arremessar Cristhian no chão, a arma dele cai, mas Dylan é mais rápido e consegue pegá-la a tempo.

— No meu irmão você não toca.

Dylan atira na cabeça do guarda, em seguida ele levanta Cristhian do chão.

— Você está bem, irmão?

— Valeu!

Jennifer e Julian alcançam os garotos.

— Meninos, vocês estão bem?

— Julian? O que tá acontecendo aqui?

— Não sabemos, Cristhian. Tem guardas assassinos por todos os lados. Olha, eu me cansei disso!

Julian abre o terno e tem várias pistolas ali penduradas, ele distribui uma pra cada um.

— A gente não pode ficar vulnerável nesse momento.

Jennifer concordando responde:

— Você tem razão, Julian.

Cristhian indaga.

— Espera um pouco, por que está nos dando essas armas? Você disse que a gente não está apto ainda pra usá-las.

Julian coloca o pente, carrega a arma e em seguida olha pra ele e proclama:

— Foda-se o sistema!

O céu começa a indicar sinais de chuva, na catedral de Londres vemos Benjamim em cima da torre vendo o céu trovejar. Ele sabe que algo está acontecendo.

— Já vi que teremos uma noite divertida hoje.

Na ilha, o Dr. Addan, Hilda e Naraj estão no gabinete deste primeiro e um de seus guardas entram na sala bruscamente.

— Dr. Addan!

— Como se atreve a entrar aqui sem permissão?

— Eu sinto muito! Mas é uma emergência. A garotinha… Ela fugiu da central!

— O quê?

— Não sabemos como aconteceu, os guardas que estavam tomando conta do turno foram abatidos de maneira misteriosa.

— Como assim, misteriosa? Malditos!

— O que quer que façamos agora?

— Como assim? Vão agora mesmo atrás dela!

— Sim, senhor!

O guarda sai, Hilda também furiosa argumenta.

— Isso só pode ser coisa da desgraçada da Fionna.

— Espere, onde você vai?

— Vou até lá tirar a prova dos 9. Se foi ela, Addan… Você terá que me dá um bom motivo para não mata-la dessa vez.

Hilda sai, o Dr. Addan grita para Naraj.

— Naraj! Acione o alerta! Ordene a todos que busquem essa menininha. Chamem helicópteros, cães farejadores, ou o próprio demônio, mas ENCONTREM ESSA BASTARDA!

No palácio real, Lisa está sozinha tentando encontrar os outros, até que o atirador que tentou mata-la lá de cima aparece próximo a ela.

— Lisa Ishihida.

— O quê?

— Era pra você ter recebido aquele tiro e não o italiano.

— O que disse?

— A ordem era que você fosse a primeira a ser morta. Mas não se preocupe, farei com que o teu tio-avô fique feliz por mim.

O guarda está prestes a atirar em Lisa, quando Julian chega e atira na sua testa antes dele tentar fazer qualquer coisa.

— Covarde!

— Julian? Pessoal?

— Lisa, você está bem?

— O Marco, ele morreu no meu lugar.

— Não temos tempo pra isso, Lisa. Pegue.

Ele entrega uma pistola nas mãos de Lisa.

— Mas…

Jennifer responde.

— O treinamento acabou, querida! Agora é guerra!

Na porta principal, os atiradores não conseguem manter o ritmo e as pessoas que foram infectadas vão se juntando para ir atrás deles.

Eles abrem as portas, mas ao tentarem sair, são facilmente abatidos pelos infectados. No andar de cima Henry e Claire estão subindo as escadas juntamente com os condes Damian e Ester.

— Rápido! Vamos procurar um lugar pra nos escondermos!

— Henry, eles estão vindo!

Dois humanos infectados estão subindo as escadas, o conde Damian coloca sua esposa Ester à frente pra que ela suba as escadas primeiro.

— Depressa, meu bem. Vá!

Eles continuam subindo, o sapato do conde solta do pé, ele para por instantes pra tentar arrumar, Henry que está a frente percebe e olha pra trás.

— Conde Damian, cuidado!

Um dos infectados o alcança e morde o ombro dele.

— Aaaaaaahhhhhhh!!

Ester grita desesperada.

— Ai meu Deus! Damian!

Damian fica completamente vulnerável ao ataque da criatura, ele começa a marear e se desequilibra do vão da escada e cai em cima do corrimão do andar de baixo envergando a sua coluna com a queda causando sua morte instantânea.

— Não! Damian! Damian!

Henry tenta puxá-la.

— Vamos, condessa! A gente não pode continuar aqui.

— Me soltem! Me soltem!

— Henry, eles estão vindo!

— Corre, Claire!

Os dois sobem as escadas, as demais criaturas alcançam Ester e já é tarde demais para ela.

Lá em cima, o capitão Dan está juntamente com Victor, Matilde e o General Maximilion.

— Depressa! Precisamos fugir daqui!

Victor vendo que Matilde está cansada, ele se agacha e diz a ela.

— Vamos, mãe! Sobe nas minhas costas. Eu te levo!

— Não, filho. Eu…

— … Deixa de frescura e sobe logo!

Matilde sobe nas costas de Victor e ambos continuam a correr pra mais acima do palácio.

Na ilha, a tensão só aumenta, vemos vários guardas armados até os dentes saindo da central para a floresta atrás de Emily. Não demorou muito para que alguns helicópteros já começassem a sobrevoar a floresta.

Emily continua a correr sem parar sabendo que não tem para onde ir, um dos helicópteros se aproxima e começa a iluminar a floresta, Emily tenta se esconder atrás de uma árvore, um relâmpago corta o céu e a chuva começa a cair severamente.

Lá de cima, um dos guardas que está na porta do helicóptero consegue enxergar um “vulto branco”atrás de uma árvore, ele pede para o piloto iluminar aquele local e consegue enxergar Emily ali agachada.

— A garota está ali!

Emily olha pro clarão e percebe que foi vista, ela se levanta e corre dali.

— Não vamos deixar que ela escape!

Os guardas começam a atirar pra dentro da floresta. Emily tenta se esconder no meio das folhagens.

— Ahh! Socorro! Lisa!!!!!!

No palácio, Lisa está ali juntamente com os outros em um canto de uma das escadas observando o caos.

— Como o Dr. Addan sabia que estávamos aqui? Isso não faz o menor sentido.

Cristhian responde.

— Acho que realmente tinha um infiltrado aqui do Dr. Addan, senão não teria como ele saber que precisamente nós seríamos convidados para o casamento.

Dylan argumenta.

— Pessoal, ainda falta muitos de nós aqui. Onde estão o capitão? Victor? E todos os demais?

Ouve-se uma voz.

— Gente!

Todos: Ellie?

— Cadê o capitão Dan?

Julian a responde.

— Não sabemos ainda.

— Mataram o Marco, como essa gente é cruel!

— Ellie, não se preocupe. O Julian se vingou dele por nós e acabou com a raça daquele desgraçado. Era para o tiro ter acertado em mim e ele se colocou no meu lugar.

— O Dr. Addan está por trás disso, não é?

Julian responde.

— Sim, Ellie. Mas agora precisamos ir atrás dos outros, eles devem estar precisando da nossa ajuda. Mas infelizmente temos que nos separar, com certeza tem alguém lá em cima. Lisa e Dylan! Vocês vem comigo lá pra cima. Cristhian, Jennifer e Ellie, vocês vão lá pra fora e procurem pelos outros e por favor… Sobrevivam!

Todos respondem:

— Sim!

Eles se separam, antes disso, Cristhian olha pra trás e grita para Lisa.

— Lisa!

— Oi?

— Eu te amo!

Lisa olha pra ele confiante e responde.

— Eu também te amo, Cristhian!

Ambos se dividem para o lado que lhes corresponde.

Na ilha, Hilda entra no salão dos cientistas com a pistola na mão ameaçando a todos.

— Onde está a Fionna?

Todos levantam as mãos temerosos, nenhum deles sabe de fato onde a Fionna está.

— Eu lhes fiz uma pergunta: Onde aquela maldita se encontra?

Ninguém responde e isso deixa Hilda ainda mais furiosa.

— Ahhh maldição!

Pelos corredores da central, Fionna e Ashley estão correndo tentando encontrar o Dr. Makoto a qualquer custo.

— Escuta, Ashley! Se não encontrarmos o Sr. Makoto, cedo ou tarde o Dr. Addan vai nos encontrar e dessa vez ele não vai nos perdoar.

— Eu sei, acho que no fundo eu sabia que isso ia acontecer.

— Então faremos isso juntas!

— Certo!

Ambas dão as mãos e começam a percorrer por outros lugares da central tentando despistar a todos em busca do Dr. Makoto.

No palácio, May está juntamente com a Rainha Elizabeth no andar de cima, a rainha não pode correr muito, então May procura um local para permanecer segura.

— Calma, majestade. Eu vou protegê-la a qualquer custo.

Em um dos quartos, Henry e Claire percebem que estão encurralados.

— Henry, eles vão entrar aqui dentro. Essa porta não vai segurar por muito tempo.

— Eu sei, mas… Não podemos fazer mais nada.

Claire olha pra janela.

— Talvez há um jeito.

Ela se aproxima da janela, verifica a altura e fala com Henry.

— A gente precisa pular dessa janela.

— Você tá louca, Claire? A gente não pode pular daqui.

— Use a cauda do meu vestido.

Claire começa a rasgar toda a cauda do vestido pra fazê-lo de corda.

— Mas amor, é o teu vestido de casamento.

— Sim e é ele que vai nos tirar daqui. É só a cauda, Henry, o vestido vai continuar intacto, assim espero.

— Tem razão, vamos!

Eles começam a fazer uma amarra na janela com a cauda do vestido, lá fora uma forte chuva está começando.

Após alguns minutos, eles conseguem amarrar a cauda do vestido e jogam a ponta pra fora da janela, Claire desce primeiro e em seguida Henry a acompanha.

Eles terminam de descer e partem para outro rumo.

Do lado de fora em meio à confusão, Trevor está perdido procurando por Brian.

— Brian, Brian, cadê você?

Brian também está procurando por Trevor em outro lugar do pátio.

— Trevor! Cadê você, irmãozinho?

Atrás de uma das árvores do pátio, Petter Krueger avista Brian procurando por Trevor.

— Humm, aquele ali é o tal Brian, um dos agentes mais jovens do capitão Dan. Bom, acho que vou dar os meus cumprimentos a ele.

Ainda do lado de fora do pátio, Hillary está sozinha buscando os outros em meio à incessante chuva.

— Gente! Cadê Vocês? Capitão! Brian! Jennifer!

Neste momento, uma agente contratada pelo Dr. Addan aparece.

— Ora, ora, ora, você deve ser a agente Hillary.

— Quem é você?

A agente faz um comunicado pelo walkie talkie preso ao seu uniforme.

— Eu estou aqui com a agente Hillary na minha frente. O que supõe que eu deva fazer?… Ok, obrigada! Foi mal, gata! Mas ordens são ordens e você precisa morrer (mirando uma arma pra ela).

— Mas nem a pau!

Hillary chuta o braço da agente fazendo com que a arma caísse no gramado, em seguida ela gira outro chute no estômago dela.

— Ah! Então a vadia quer brigar?

A agente também habilidosa parte pra cima de Hillary distribuindo socos e chutes. Hillary tenta se esquivar de todos eles, ela rasga o vestido na parte da perna pra lhe dar mobilidade na hora do combate. A agente contratada tenta soca-la de baixo pra cima e Hillary dá um salto mortal pra trás se esquivando do ataque da mulher.

Em seguida, Hillary corre em direção a ela e ambas começam a trocar quatro sequências de socos, três sequências de chutes… A chuva caía e a luta entre as duas mulheres continuava em ascensão. Hillary se agacha no gramado, chuta as pernas da agente fazendo-a cair no chão, antes de permitir que ela se levante de novo, Hillary vai pra trás dela e lhe aplica um “mata-leão”.

A agente tenta de tudo se esquivar dos braços de Hillary, então essa última vendo que não tinha outra saída, acaba quebrando o pescoço dela matando-a na hora.

Após mata-la, Hillary se levanta e vai em direção à arma da agente que se encontra caída no gramado.

— Me desculpa, mas eu vou ficar com isso.

Na ilha, o Dr. Addan continua em fúria.

— Eu não acredito que deixaram que aquela garotinha escapasse, isso só pode ser um pesadelo!

As horas vão passando e o caos tanto no palácio quanto na ilha só aumentam.

Fionna e Ashley continuam a procurar por Makoto em todos os lugares, quando viram em um corredor, Fionna é surpreendida por um dos guardas que a agarra pelo pescoço.

— Ashley, corre! Corre, Ashley!

Ashley hesita, mas decide correr.

Fionna tenta se esquivar do guarda a tudo qualquer custo.

No palácio, May entra em um quarto juntamente com a Rainha Elizabeth, ela fecha a porta, tranca e ambas estão ofegantes. A Rainha Elizabeth se assenta em uma poltrona que está ali e começa a se abanar com as mãos.

May se certifica se a porta está bem trancada e depois se dirige até a rainha, ela se agacha em frente à poltrona e segura nas mãos dela.

— Não se preocupe, majestade. Aqui a senhora estará protegida, não vou deixar nenhum deles entrar aqui, eu juro!

Alguém bate na porta.

— Quem é?

— May, sou eu, o Dylan! Eu vi você entrando.

May abre a porta, Dylan entra.

— Ai, graças a Deus! Entra! Como está lá fora?

Vemos as mãos de Dylan manchadas de sangue.

— O que aconteceu? De quem é esse sangue?

— Foi horrível, May. A Lisa e o Julian estão ali fora, precisamos sair.

— O que aconteceu? Cadê o Scott?

— Não sei, mas esse sangue é do conde Damian, vimos ele com a coluna dobrada que nem um papel no corrimão, todos estão morrendo, May. Marco, os condes… E não sabemos onde Scott e os outros podem estar.

Ela começa a ficar com os olhos lacrimejando ao ouvir aquilo. Ela coloca as mãos na boca, se afasta de Dylan e fica desesperada.

— Ai meu Deus! Não pode ser!

O relógio marca 21h25.

“Na vida, nunca estamos suficiente preparados para enfrentar o perigo”…

Ashley continua nos corredores da central procurando por Makoto a qualquer custo.

— Sr. Makoto,cadê o senhor?

“… Achamos que nunca vai acontecer com a gente”…

Trevor está sozinho no meio da chuva no pátio e está prestes a ser atacado por alguém.

“… O egoísmo já virou rotina”…

Fionna está ainda presa nas garras do guarda, quando ela olha pra trás percebe que é alguém conhecido por ela.

— Edward?

— Achou que seria fácil, Fionna?  Agora é que a brincadeira vai começar.

“… Até quando achamos que finalmente encontramos uma luz”…

O Capitão Dan, Victor, Maximilion e dona Matilde estão dentro de um quarto trancado, o ministro Robert também se encontra ali com eles, eles estão em um canto da parede até que viram uma luz forte alumiar a janela do quarto. Robert vai até lá pra ver do que se trata.

— É um helicóptero, Sir. Vieram salvar a gente!

“… As trevas nos consomem”.

Quando Robert olha novamente em direção à janela acenando ao piloto, vários tiros são disparados contra ele. O capitão Dan grita:

— Abaixem-se!

Victor e os outros se abaixam enquanto testemunham Robert sendo metralhado na sua frente. Matilde grita:

— Nãaaaao!

“A maldade humana nos cerca em todos os lugares”…

Emily continua a correr pela densa floresta, helicópteros sobrevoam para tentar encontra-la a qualquer custo. No meio da fuga, Emily tropeça em uma pedra e cai deslizando uma ribanceira chão a abaixo.

— Ahhh!

Ela cai rolando pelo barro e folhas até chegar ao chão totalmente inconsciente.

“Até que ponto a soberba pode nos dominar?”

Benjamim continua na torre de Londres e está terminando de tragar um cigarro, ele joga-o fora e em seguida fica de pé, segura sua arma e diz:

— Está na hora de eu fazer a minha cobrança.

“Ah, mas não pense que estamos falando somente do mundo fictício”…

Algumas pessoas infectadas começam a ir pra fora do palácio e em breve vão tomar conta das ruas.

“… Ou você acha que isso não acontece no nosso dia a dia? Acha mesmo que estamos isentos de tudo?”

Na ilha, Makoto está no calabouço sofrendo e percebe que algo está acontecendo na central.

“Você também erra, você também já foi egoísta, você também já foi hipócrita”…

Makoto olha na penumbra do calabouço alguma coisa.

 “… Você também já matou alguém com palavras, já pensou o quão criminoso você pode se tornar ao tentar matar os sonhos de alguém?”

Makoto observa bem e percebe que tem alguém do outro lado da cela.

“Ah mas é claro! Não é contigo, não é mesmo? Não é com a tua família, então pra você está tudo bem”…

Makoto continua intrigado e vê uma mão suja e bem maltratada segurando a barra da cela do outro lado.

— Mas… Quem é você?

“Hoje em dia só vemos amantes de si mesmo, os valores estão sendo invertidos e só gostamos de alguém quando bem nos convém. Eu te pergunto: O que tem na tua cabeça? Já se perguntou hoje mesmo se você é a pessoa mais apropriada para ser o exemplo de alguém? Faça um autoexame de si mesmo”.

PALÁCIO REAL, 21H34.

Ainda está chovendo forte e o caos está dominando o pátio do palácio. Em meio ao gramado molhado, vemos Henry e Claire correndo por ali.

Esta última está tentando segurar o vestido molhado pra tentar correr. Eles estão em direção ao outro lado do palácio, Henry está correndo na frente, quando Claire está quase o alcançando, ela avista algo que chama a atenção dela.

Henry percebe que ela parou no meio do nada.

— Claire! O que você pensa que tá fazendo?

Claire fica paralisada, ela vê algo adiante no meio da chuva.

Vemos a imagem das costas de alguém, porém não sabemos de quem se trata. Claire começa a chorar.

— Não pode ser… Você?… Mamãe?

Charlote já não é mais a mesma, está completamente transformada em uma das criaturas, ela olha para a filha com um sorriso diabólico, vemos em uma visão mais aberta a imagem de mãe e filha olhando uma pra outra enquanto a chuva castigava sem parar.

                                                                   

Para Henry e Claire, o momento mais feliz de suas vidas se transformou em uma terrível tragédia. O que fazer agora? Como lidar com essa situação?

Uma coisa é certa: Se tiver que fazer algo por alguém ou por um propósito em específico, faça agora! Pois não sabemos o dia de amanhã. Engraçado que é muito fácil proclamarmos que amamos a Deus e sequer temos empatia para com o próximo.

Declaramos sermos puros, isentos de erros, mas no fundo somos sepulcro caiado com teias de aranha por todas as partes. E o nosso coração? Tão duro quanto o aço que somente o calor de um amor verdadeiro poderia derreter esse ódio e essa amargura.

A vida é muito curta, caro leitor! Um dia você é caça e outro dia você é caçador, pense bem nas tuas escolhas, pode ser a última coisa que você faça na vida.

 

 

 

 

 

                                                                  “AME… ANTES QUE O MUNDO SE ACABE”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Realização:

 

 

Co-Produção Internacional:

 

 

Direção Administrativa:

Wellyngton Vianna.

Revisão:

Marcelo Delpkin.

Produtor Executivo:

Melqui Rodrigues.

 

 

                                                                                                 © Copyright 2019.

 

 

 

 

 

 

Retornamos em 2020!

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