Vale Dicere-Season 2- Capítulo 8: “Golpe de Estado”

Supermercado, 15h20.

O atendente da loja que agora está infectado avança pra cima das moças, elas gritam, May imediatamente pega um rodo que está pendurado na prateleira e acerta na cabeça do monstro. Ela começa a bater nele repetidas vezes na cabeça até ele ficar temporariamente desacordado.

— Rápido! Isso não vai segurar ele por muito tempo, vamos sair daqui.

As duas correm até chegarem à porta principal e testemunham uma “grata” surpresa.

— May, não me diga que…

— … Essa não.

Vários humanos infectados estão entrando no mercado gradativamente, mas de onde eles vieram tão rápido? May não pensa duas vezes e decide correr para os fundos do supermercado.

— Vamos! Depressa!

Na contrapartida vemos Scott ainda forcejando com o outro infectado no chão. Ele consegue dar um chute fazendo com que a criatura se afastasse dele dando tempo dele se levantar para buscar a sua arma que ficou debaixo do balcão de frutas. Feito isso, ele consegue pegar a sua arma e o monstro vem em sua direção e ele mira na cabeça e acerta o alvo.

Ouve-se os gritos de May e Claire.

— Scott! Scott!

— Tá tudo bem, eu já matei ele.

— Não, o supermercado foi invadido, tem vários deles aqui dentro!

— O quê?

Cinco infectados estão correndo em direção a eles. Scott se posiciona na frente.

— Cuidado!

Scott começa a atirar neles, outros três vem mais atrás.

— Droga!  Eles não acabam nunca!

May se pronuncia.

— Eu tive uma ideia!

May vai pra trás do balcão de laranjas.

— Scott, sai da frente!

— O que você vai fazer?

— Aprendi isso com uma amiga… A Dona Ru.

May empurra o balcão de laranjas pra frente e elas caem rolando pelo corredor.

— Rápido! Vamos pro outro lado!

Enquanto os três correm para outra direção, os infectados tropeçam nas laranjas e formam um tumulto no corredor. Claire olha pra May impactada.

— May, como você pensou nisso?

—  Eu já disse. Aprendi com uma amiga.

Scott vendo a situação questiona.

— Tem mais deles aqui? A munição que eu tenho não é suficiente.

— Pelo menos mais uns dez.

— A gente pode se esconder lá pra atrás do açougue.

— Não, Claire, é uma péssima ideia, estaríamos encurralados se um deles entrar lá. Esse supermercado é imenso, e é isso que vai ajudar a gente.

— Então o que podemos fazer?

Enquanto isso, no Palácio de Buckinghan, o Dr. Addan está conversando com Edward no corredor e o capitão Dan e Victor se aproximam.

— Eu sei qual é o teu jogo, Dr. Addan. Não vai se safar dessa.

— Capitão Dan, deveria ser menos nervosinho em uma reunião como essas.

— Não me provoque.

— Hahahahahahaha! Achas que vindo aqui conversar comigo vai me convencer de desistir do meu projeto?

— Que projeto? Você tá ficando louco!

O Dr. Addan fica bem próximo do capitão Dan.

— Eu não ia dizer, mas… Como lá dentro será a tua palavra contra a minha, então… Eu tenho aqui comigo uma substância que pode realizar muitas coisas, capitão. Na verdade, uma única coisa… Transforma qualquer ser humano normal em uma daquelas criaturas violentas que você já viu.

O Capitão Dan fala entre os dentes.

— Mas… O que pensa que tá fazendo, seu louco?

— Exatamente isso, capitão. Mas… Eu vou convencer a rainha de que este é o antídoto do vírus e que tenho muitos desses em minha conserva, assim farei com que o governo britânico aprove a comercialização do meu antídoto achando que reverteria a infecção quando na verdade estariam criando um exército de criaturas anômalas e cruéis.

— Seu… Seu desgraçado, eu vou…

—… Tente falar isso lá dentro, capitão. Vamos ver em quem a monarca vai acreditar.

— Isso que você tá fazendo é o pior dos crimes.

— Considere isso um golpe de estado, capitão Dan. Aqui nessa reunião veremos quem sairá vencedor… Você ou eu?

O Dr. Addan se afasta do capitão juntamente com Edward e se retiram do local, o capitão Dan fica completamente perplexo com a frieza e o cinismo do Dr. Addan. Victor tenta animá-lo.

 

— Esse maldito não pode vencer essa audiência, capitão. Então fique firme!

— Estou tentando, agente Victor. Eu juro que estou tentando.

O Príncipe Henry se aproxima de ambos.

— Capitão! Agente! Foram muito bem lá dentro. Mas aconselho que parem um pouco de retrucar o Dr. Addan e comecem a formular seu próprio argumento quando estiverem na tribuna. A Rainha é mais observadora do que vocês possam imaginar.

O capitão o responde.

— Sabemos, príncipe Henry. Espero que nessa segunda parte da reunião, eu possa conseguir me expressar melhor, porque até agora tudo está contra nós.

— Não se preocupem, só não permitam que as coisas partam pro lado da ofensa. Sabem bem que a monarca é bem séria né? Eles analisam tudo isso, comportamento e etc.

— Ok, Príncipe Henry. Obrigado!

Ao fundo do corredor, atrás de uma pilastra, o Duque Washington os está observando. Ele vira de frente e está com um celular na mão pronto para discar. Ao colocar o celular no ouvido, não demora muito pra alguém atender.

— E então… Fez o que te pedi? … Ótimo! Não pode passar de hoje, é o momento perfeito pra executarmos esse plano. Vai dar certo, tem que dar certo.

No supermercado, o clima de tensão continua, eles tentam se esconder por trás das prateleiras para não serem vistos.

Claire: Parece que eles pararam de correr.

May: É porque não estão nos vendo.

Scott: Mas eles sentem nosso cheiro, sabem que estamos aqui.

Claire: Droga! A gente precisa sair daqui, eu estou com muito medo.

Scott: Claire, você tá com o teu celular?

Claire: Estou.

Scott: Liga para o teu pai e pede pra ele mandar reforços, meu pai tá na reunião parlamentar.

Claire: Como eu sou burra! É verdade.

Claire pega o celular e liga para o seu pai.Vemos o General Maximilion chegando na mansão, ele está quase na porta de entrada e Lisa juntamente com Ellie e Marco se aproximam dele.

Lisa: General, precisamos falar uma coisa importante para o senhor!

Maximilion: Só um momento, meu celular está tocando… Mas é a Claire? Por que ela estaria me ligando agora? Alô?

— Papai!

— Claire? O que houve, minha filha?

— Pai, precisa mandar ajuda.

— O que aconteceu?

— Eu estou naquele Supermercado da Rua Strand juntamente com a May e o filho do capitão Dan. Nós estamos cercados por aquelas criaturas que o capitão falou.

— O quê? Mas filha, como vocês foram parar aí?

— Nós íamos na loja de vestidos, mas disseram que o toque de recolher iria começar às 15h e eu não sei o motivo. Então a gente entrou no supermercado e apareceram eles e… Eu estou assustada, eles estão por toda a parte.

— Calma, querida, calma! Vamos mandar ajuda.

Scott pega o celular da mão de Claire.

— Deixa eu falar com ele. Boa tarde, General! Scott falando. Escute, enquanto eu estiver aqui farei de tudo para proteger a tua filha, mas estou com pouca munição na minha arma e não será o suficiente para abater todos eles. Vamos precisar de pelo menos uns três ou 4 agentes pra cá o mais rápido o possível… Não sabemos quanto tempo vamos conseguir distrair eles.

— Entendi, agente Scott. Pedirei para alguns membros da tropa de seu pai irem até aí. Por favor, tomem cuidado.

— Iremos tomar.

O general desliga o celular e diante dele todos os outros já se encontram ali.

— Temos um problema.

Lisa argumenta.

— É, eu percebi que temos mais problemas do que pensamos.

— Preciso que alguns agentes vão ao supermercado na Rua Strand, a minha filha está lá juntamente com o filho do capitão Dan e a amiga de vocês.

— Ai meu Deus! A May? A gente precisa salvar eles.

Cristhian: Péssima hora pra nem o capitão Dan e o Victor estarem aqui.

Julian sai do trailer e ouve o que eles estão falando.

— Ei, galera! Calma aí! Pra isso eu estou aqui, não estou? Me diz onde é que eu vou lá e meto bala naquelas criaturas.

Hillary sai na porta.

— Gente, algum de vocês viram a Jennifer?

Ellie: Não, achei que tivesse com vocês.

Brian: Ela não estava contigo, Lisa?

Lisa: Comigo não.

Hillary: Onde essa mulher foi se meter?

Marco: Depois vemos o que aconteceu com a Jennifer, mas agora a filha do general está correndo perigo.

Hillary: O que houve?

Brian: Eles estão cercados dentro de um supermercado pelas criaturas.

Hillary: Ai meu Deus!

Maximilion: Quem de vocês podem ir até lá?

Cristhian, Dylan e Lisa levantam a mão.

— Vocês não, estão em fase de treinamento, não podem sair para uma missão como essas. Agentes, quem de vocês se dispõe?

Julian: Já disse que estou dentro.

Ellie: Marco e eu podemos ir.

Hillary: Se quiserem, eu me ofereço a ir também.

Brian: Se a Hillary vai, eu também quero ir.

Hillary: Nossa! Deixa de ser chato.

Maximilion: Não dá pra ir todos vocês, senão vão ficar apenas civis aqui dentro, é bom ficar alguns militares aqui pra caso aconteça alguma coisa. Julian, Marco e Ellie, vocês podem ir, tenho certeza que tem preparo suficiente para esta missão. Vocês dois (referindo-se à Hillary e Brian) ficam aqui.

Hillary: Eu sempre fico com a pior parte.

Maximilion: Peço que por enquanto não comuniquem isso ao capitão, ele já está com problemas demais, porém terei que ir pessoalmente ao palácio e dar um jeito de avisar ao príncipe Henry. Agentes! Vou passar as coordenadas do local.

Ellie: Não precisa, general. Eu sei onde fica a Rua Strand, já morei lá.

Maximilion: Ótimo! Peguem um dos carros que está na garagem. Aqui está a chave. Eu irei no outro até o palácio.

Julian: Melhor pegarmos muitas armas, crianças.

No supermercado, Scott tenta tranquilizar Claire.

— O teu pai vai mandar os reforços pra cá, Claire. Fica tranquila.

Claire: Gente, isso é demais pra mim. Não sei se consigo me manter calma, e se eles não chegarem a tempo? E se fomos mortos até lá?

May: Calma, Claire. Vamos conseguir.

Scott: Exatamente… Qual o plano, May?

May: Quê? O policial aqui é você.

Scott: Você é a melhor estrategista que existe, sem você nós não vamos conseguir, então May…Qual o teu plano?

May sente a responsabilidade que pesou em suas costas.

Na mansão, Lisa lembra do chamado da Dra. Fionna e corre até o general antes que ele saia.

— General! General!

— Agora não, filha! Preciso urgentemente ir ao Palácio Real.

— É por isso que preciso te contar isso. A Dra. Fionna entrou em contato conosco.

— A Dra. Fionna?

— Sim, ela disse que o Dr. Addan foi à Reunião Parlamentar.

— Mas… Como ele teve essa audácia?

— E isso não é o pior, ele está levando consigo um soro. Mas esse soro na verdade é o vírus que transforma qualquer ser humano em uma daquelas criaturas.

— Mas…

— … Mas o plano dele é convencer à Rainha e toda a monarca que aquele é o antídoto do vírus, ele quer que a monarca aprove a substância achando que seria a cura, mas na verdade não é.

— O Dr. Addan passou de todos os limites, o capitão Dan precisa saber disso.

— Por favor, General! Eu também me preocupo com tua filha, mas ela tá segura com o Scott, e a May é muito corajosa… Mas não podemos deixar que o Dr. Addan leve isso à audiência, se ele vencer… Todo o Reino Unido vai à ruína.

O General Maximilion entende a importância de levar esse recado ao capitão Dan e rapidamente entra em seu carro, dá a partida e se dirige até o portão. Lisa fica o observando até a saída. Poderiam deter o plano diabólico do Dr. Addan?

Na ilha da Phoenix, Fionna, Ashley e Makoto estão na sala do projeto Neon, Emily encontra-se na maca desacordada. Fionna está andando para um lado e para o outro completamente preocupada.

— As coisas não podem terminar assim. O Dr. Addan vai acabar convencendo a monarca de que aquela substância é o antídoto para o vírus.

— Mas Fionna, não tem como ele provar que aquele é o antídoto, como a monarca tiraria provas? Se ele ejetar em alguém, obviamente vai transformá-lo em um monstro.

— Eu não sei, Ashley. Do Dr. Addan a gente pode esperar qualquer coisa. Sabe muito bem que ele tem uma lábia poderosa.

— Sim, eu sei… Tanto que passei anos aprisionado pela lábia maldita dele. Hoje eu começo a ver o péssimo homem e o péssimo pai que eu fui.

O celular de Ashley toca, ela atende e nota-se preocupação em seu olhar. Fionna intrigada questiona:

— Ashley? O que foi?

Ashley desliga o celular e lentamente o coloca no bolso do jaleco.

— A Dona Hilda quer que eu vá até ela.

— O que essa mulher quer?

— Eu… Eu não sei.

— Não se preocupe, vá até lá e haja normalmente. Não é mais segredo do que o Dr. Addan vai fazer, aliás ele fez questão de nos mostrar, então mostre firmeza.

— Tudo bem, eu… Eu vou lá.

Ashley se retira da sala. Makoto se aproxima de Emily deitada na maca e acaricia a testa da menina.

— O que houve, Sr. Makoto?

— Minha pobre Emily, tudo isso tá acontecendo por minha culpa. Eu não deveria ter aceitado nunca a proposta do Dr. Addan.

— É um pouco tarde pra se lamentar agora né? Vamos nos mexer! Temos muita coisa pra resolver aqui.

No supermercado, May ainda não está se sentindo completamente segura diante das palavras de Scott ao seu respeito.

— Olha, gente. Vocês não podem confiar em uma pessoa como eu, eu não sei de nada.

— May, eu acredito em você, sei que é uma mulher inteligente e terá um plano brilhante pra tirar a gente dessa.

— Mas e se eu bolar um plano que não dê certo? Não posso colocar vocês em perigo por minha culpa.

— Olha, May, eu detesto ter que concordar com o Scott, mas… Você me inspira segurança desde que chegamos aqui, a forma como você foi rápida em pegar aquele rodo, em derrubar o balcão de frutas… Eu tenho certeza que tem muito mais de onde você tirou essas ideias.

— Mas… Mas…

— Escuta, May! Naquele dia em que o monstro estava atacando a casa do meu pai, eu vi a mulher forte que há em você, você não precisa de títulos ou de um cargo, você é o que é. Você é a May.

May treme na base, sabe que qualquer decisão errada agora pode resultar no fim de todos eles.

— E então… Qual é o plano?

— Calma, deixa eu pensar…

May fecha os olhos, respira fundo, depois ela abre e começa a observar tudo em volta. Scott e Claire não falam uma só palavra, apenas deixam ela fazer suas observações.

— Esperem! Eu acho que… Há uma coisa que possamos fazer.

—  O quê?

— Enquanto o atendente da loja nos atacava, eu percebi que havia um pote de soda cáustica em uma das prateleiras na área de limpeza.

= = FLASHBACK 1= =

Em outra perspectiva, vemos May pegando o rodo e acertando na cabeça da criatura várias vezes, ela termina de acertar e segura na mão de Claire.

— Rápido! Isso não vai segurar ele por muito tempo, vamos sair daqui.

Enquanto estão correndo, pelo ponto de vista de May, vemos um pote de soda cáustica na prateleira.

== FIM DE FLASHBACK 1 ==

Claire: Espera aí, tinha um vidro de soda cáustica naquela área? Como eu não reparei nisso?

May: Sim, e não é só isso.

= = FLASHBACK 2 = =

VOZ EM OFF (May)

Antes mesmo do atendente atacar a gente no corredor, eu vi alguns baldes perto do rodo onde eu peguei.

Vemos pelo ponto de vista de May, alguns baldes mais a frente de onde ela pegou o rodo para bater no monstro.

= = FIM DE FLASHBACK 2 = =

— Podemos ir na área de bebidas e encher o máximo de baldes possíveis e mistura-los com soda cáustica. Preparamos uma armadilha pra atraí-los todos ao mesmo lugar e assim a gente queima eles com o ácido da soda.

Scott e Claire olham para May impressionados, este primeiro ressalta.

— Eu disse… Você é mais inteligente do que imagina.

— Não é pra tanto, Scott.

— Não, a ideia é brilhante. Claire, acha que consegue nos ajudar com isso?

— Eu tenho outra escolha? Claro que farei, o que estiver ao meu alcance.

May olha pra eles e em seguida dá um direcionamento.

— Ok, Scott, você pega as bebidas, não precisa ser apenas água, pode ser tudo o que for liquido que você imaginar. Claire e eu vamos voltar à área da limpeza e pegar a soda cáustica. Vamos todos com cautela para eles não ouvirem a gente.

— Você que manda, May.

Poderá funcionar o plano de May?

No conselho parlamentar, o capitão Dan já está na tribuna dando o seu parecer.

— … Por isso que vimos até aqui para esclarecer toda essa questão que envolve a Dra. Fionna, o Dr. Addan e todo esse caos que está acontecendo em nosso país.

O primeiro ministro Robert o questiona.

— Então se é verdade tudo isso que está dizendo, capitão Dan… Onde achas que a Dra. Fionna se encontra neste momento?

— Bom, eu…

5 minutos antes…

O Capitão Dan está prestes para entrar na sala da Reunião Parlamentar e Victor o detém.

— Escuta, capitão! Não diga a eles mais nada sobre a ilha.

— O quê? Como assim, agente Victor? Eles precisam saber do que esse maldito é capaz.

— Sim, aí teremos que explicar também que pretendemos invadir a ilha. Querendo ou não isso que a gente está fazendo é praticamente contra lei, pois vamos invadir um local sem ordem judicial nenhuma. Assim colocaremos a vida da Fionna, da Emily e de todos os inocentes que estão naquela ilha em perigo.

— Droga! Detesto quando você tem razão.

— Depois o senhor me agradece como quiser, mas não mencione mais sobre a ilha lá dentro. Precisamos ser mais inteligentes que o próprio Dr. Addan se quisermos vencer.

Agora…

O primeiro ministro continua a questioná-lo.

— Capitão Dan? Capitão?

O Capitão Dan desperta como se tivesse saído de um transe.

— Sim?

— Não respondeu a minha pergunta. Onde você acha que a Dra. Fionna se encontra neste momento?

— Eu não sei, pra ser sincero temo pelo o que tenha acontecido com ela.

O Dr. Addan estranha a atitude do capitão e pensa consigo mesmo.

Vejam só! O desgraçado não quis falar.

— Mas capitão, se o senhor não sabe, então…

— … O que acontece, senhores, é que a pessoa pelo qual o General Maximilion pagou a fiança para ser retirada da cadeia era uma agente contratada disfarçada da Dra. Fionna. Ela fez isso para que ganhássemos tempo para proteger a verdadeira Fionna enquanto ela realizava pesquisas pra tentar desfazer o vírus criado pelo Dr. Addan. Mas acontece que o tiro saiu pela culatra e a verdadeira Dra. Fionna se encontra desaparecida.

O Duque Washington se levanta.

— Esta história está mais absurda do que imaginei! Se colocaram alguém para se disfarçar da Dra. Fionna significa que o Capitão Dan está enganando a todos nós.

— Não, eu não estou enganando vocês.

— Então me explique direito essa situação. Porque até onde eu sei, o senhor veio aqui com todas as letras dizendo que sabe onde a suposta Fionna se encontra.

— Eu achei que sabia! Mas o Dr. Addan contou tantas mentiras que já não sei mais em quem acreditar. A verdade é que a mulher que se disfarçou está conosco na mansão Maximilion.

— Então por que não tragam essa mulher para testemunhar?

A Rainha intervém.

— Não é preciso que essa mulher venha pra cá, Duque Washington, o que queríamos mesmo era que a própria Dra. Fionna viesse, mas pelo visto teremos que entrar com uma ordem judicial de busca, essa mulher está desaparecida.

— Creio que o capitão Dan e o agente ali sabem mais do que querem nos contar. Quem nos garante que essa gente não está nos enganando? Enganando toda a monarca?

O príncipe Henry se levanta de seu assento e o responde.

— Duque Washington, não estou entendendo o motivo dessa tua relutância nesse assunto.

— Eu me preocupo com esse país mais do que todos aqui.

— Sim, mas não a chegar ao ponto de se meter no meio de um interrogatório onde o primeiro ministro está com a palavra.

— Eu sou o Duque desta corte, tenho direito de opinar.

— E eu sou o príncipe! Então se não quiser ser retirado desta sala imediatamente, peço que pare de interromper e deixe que o capitão Dan continue a dar o seu depoimento.

O Duque Washington trinca os dentes, mas prefere se assentar e ainda o responde ironicamente.

— Claro… Majestade.

— Ministro, pode continuar a fazer as perguntas.

— No momento é só isso, gostaria que o agente Victor Evans dissesse algumas palavras.

Victor se levanta, o capitão Dan se retira da tribuna e ambos cruzam olhares quando passam um pelo outro. Victor chega à tribuna, todos os presentes no recinto olham para o agente. O Dr. Addan o olha com ironia e fala em voz baixa.

— Vamos ver o que vai sair dessa tua boca… Victor Evans.

Na mansão Maximilion, Lisa e os outros se encontram muito preocupados com toda essa situação.

Lisa: Gente, eu não estou gostando nada de tudo isso que está acontecendo. Essa reunião, a May, o Dr. Addan… Eu nem sei o que pensar.

Cristhian: Lisa, fica calma.

Lisa: Eu não posso ficar calma, Cristhian!

Hillary: Escuta, Lisa. Fizemos a nossa parte, agora precisamos esperar que os demais também cumpram a deles. E por falar nisso eu vou lá fora ver se encontro a Jennifer por aí. Brian, me ajude a procurá-la também.

Brian: Tudo bem. Trevor, fique aqui com os garotos, a gente já volta.

Trevor: Tá bom.

Brian e Hillary saem da sala da mansão e os outros 4 continuam ali, Lisa está sentada no sofá pensativa e em seguida ela se levanta nervosa.

Lisa: Vocês percebem o que tá acontecendo aqui?

Dylan: O que foi?

Lisa: A gente tá se separando. Cada um de nós.

Dylan: A gente não tá se separando, Lisa, só estamos…

Lisa: … Sim, nós estamos… Quando estávamos todos juntos aqui nesta casa estava tudo bem. Veja o que aconteceu… É isso que o Dr. Addan quer fazer… Nos separar para nos deixar indefesos.

Cristhian: Não estamos indefesos, o Brian e a Hillary estão aqui para nos proteger.

Lisa: E quem vai proteger eles, Cristhian? Você não percebe a gravidade de tudo isso?

Trevor: Nós… Nós precisamos confiar neles… E confiar em nós mesmos.

Todos param diante das palavras de Trevor, sabem que no fundo ele tem razão.

No supermercado, Scott espera até que nenhum dos monstros estejam no corredor de bebidas. Ao ver que tá tudo limpo, ele se aproxima agachado com uma cesta na mão e coloca várias garrafas dentro dela. Ele pega outra cesta que havia deixado no canto da prateleira e enche a mesma de mais garrafas, ele sai de lá imediatamente sem ser visto.

Na contrapartida, May e Claire estão próximas ao corredor onde enfrentaram o atendente infectado. Elas estão de costas na prateleira e May lentamente coloca a cabeça na ponta do corredor pra ver se havia alguém, para a sua sorte, não havia mais nenhum dos monstros ali.

— Rápido, Claire. Pega os baldes e eu pego a soda.

— Tudo bem.

As duas imediatamente entram no corredor, Claire pega os baldes e May vai na prateleira onde está a soda cáustica, ela pega dois potes. Pelo ponto de vista de cima vemos uma das criaturas andando lentamente no corredor do lado de onde elas estão e este é o mesmo lugar onde elas terão que voltar o caminho.

Vemos as duas novamente juntas pegando tudo o que deveria e saindo do local, elas percebem que há uma sombra se aproximando. Em seguida vemos o infectado chegando ao corredor farejando algo, quando ele olha para o corredor, não havia mais ninguém ali.

Ele sai do local ainda farejando e vemos May e Claire escondidas entre as prateleiras, os produtos camuflaram elas do monstro.

Minutos depois, os três chegam ao seu ponto de encontro.

Scott: Peguei todo o líquido que precisava.

May: Ótimo! Nós pegamos os baldes e a soda cáustica. Agora… Vamos para o próximo passo!

Na ilha da Phoenix, Ashley entra na sala onde se encontra Hilda.

— Com licença, dona Hilda? A senhora me chamou?

— Sim, Ashley! Entre, por favor, e feche a porta.

Ashley fecha a porta e entra timidamente na sala, Hilda está tomando uma taça de vinho e se aproxima da doutora.

— Escuta, Ashley. Desde que você ficou encarregada de ficar muito tempo próxima dessa doutorazinha e da pirralha… Eu tenho me preocupado muito, sabia?

— Se preocupado? Mas não há o que se preocupar, senhora.

— Ah eu acho que tenho sim. Sei muito bem que há muita coisa por trás daquela sala e eu não estou falando apenas do projeto Neon.

— Eu… Eu não sei do que a senhora está falando.

— Sim, você sabe sim. Acho que eu não preciso repetir o que acontece com quem trai a gente, não é, Ashley?

— Mas, senhora… Eu não estou traindo…

—… Quieta! Eu é que dito as regras aqui, doutora Ashley. Antes de chegar ao ponto, me diga uma coisa… Ela sabe?

— O quê?

— Você contou para a Dra. Fionna?

— Contou o quê?

— Você sabe muito bem do que eu estou falando!

Hilda aperta o queixo de Ashley.

— É bom para você mesma, querida… Que aquele segredinho não escape pra ninguém, entendeu? Do contrário… Eu juro que acabo com você!

Hilda solta o queixo de Ashley.

— Agora vá! Antes que a Dra. Fionna decida agir por conta própria.

Ashley fica temerosa diante de tudo o que Hilda disse.

Minutos depois ela chega à sala do projeto Neon ofegante até a Dra. Fionna.

— Fionna!

— O que houve, Ashley?

— Precisa de um Plano B agora!

— O quê? Como assim?

— A Hilda sabe, Fionna!

— Quê?

— Ela sabe de tudo, ela tá manipulando a gente esse tempo todo. Temos que pensar em um outro plano ou ela vai matar a todos nós!

 

 

 

 

Nesta Sexta, 22 de Novembro

Excepcionalmente não haverá episódio novo

Retornaremos normalmente na próxima Terça.

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