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Vale Dicere- Season 3- Capítulo 6: “Carta de Alforria”

Desde o princípio, uma simples revelação…

= = FLASHBACK 1= = MOMENTO EM QUE EMILY E MAY SÃO SALVAS DOS ATAQUES DOS CÃES.

Lisa está conversando com Emily.

— Eu estou aqui agora, não se preocupe.

— Ele falou comigo, Lisa.

— Quem falou contigo, meu amor?

— O cachorro.

… Abriu uma janela de esperança.

= = FLASHBACK 2 = = MOMENTO EM QUE TODOS ESTÃO REUNIDOS NO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA E EMILY SE CANSA DOS COMENTÁRIOS.

— Parem de me chamar de mentirosa! Eu me lembro muito bem… Ele disse que… (Respirando ofegante) Ele disse que… Ele disse que eu sou um deles!

— Emily?

— Irmã, por que ele disse que sou um deles?

Tudo até então não fazia sentido…

= = FLASHBACK 3 = = EMILY SENTE A PRESENÇA DE ARAGON NO LABORATÓRIO SUBTERRÂNEO DE SUA CASA.

Fionna está tentando acalmar Emily que está se debatendo na maca.

— Emily, você precisa se acalmar.

— Ele vai me pegar! Ele vai me pegar! Não deixa ele me pegar!

… Mas agora uma nova era pode estar se iniciando.

= = FLASHBACK 4 = = EMILY E FIONNA TENTAM ESCAPAR PELO C.E.P ATÉ QUE SÃO SURPREENDIDAS POR UM DOS GUARDAS DO DR. ADDAN.

O segurança engatilha sua arma, Fionna dá um passo atrás protegendo Emily e de repente esta última exclama:

— Cachorrinho! AGORA!

O cão infectado aparece por trás de Emily e Fionna, este primeiro vai em direção ao segurança que nem teve tempo de puxar o gatilho, o animal o derruba no chão e começa a estraçalhá-lo sem piedade.

— Ah meu Deus!

O cão olha para Emily e vira de costas para direção ao corredor.

— Ele quer que a gente siga ele.

— Quê? Tá maluca? Eu não vou seguir um cão psicopata de jeito nenhum.

— Por favor, doutora! Ele me ajudou a sair do quarto onde eu estava e agora ele vai nos ajudar a sair daqui, mas a senhora precisa confiar em mim.

Da pureza e da fragilidade surgiu um espírito de força.

FLASHBACK 5: ADDAN DESCOBRE QUE MAKOTO É PAI DE EMILY E AMEAÇA MATÁ-LO NA FRENTE DA GAROTA.

— Ninguém vai me impedir! Esse é o momento que eu esperei pra destruir com você, Makoto Ishihida. E quero que saiba que depois de te matar… A tua outra filha, Lisa, será a primeira a morrer.

Addan aponta o revólver para a testa de Makoto, Emily vê aquilo e não consegue se conter. Ela se levanta e lança um grito tão forte que começou a abalar todas as estruturas do local. Os gritos soavam como uma onda supersônica, os vidros das janelas do quarto foram se quebrando e toda a central sente o impacto.

Na sala do projeto Neon, os gritos de Emily parece que surtiram efeito e a água do recipiente começa a borbulhar, os sinais vitais de Neon começam a ficar agitados.

Em Londres, Aragon está adormecido em algum lugar e foi como se ele tivesse ouvido os gritos de Emily, claro que isso na lógica humana é completamente impossível, mas tudo está em jogo aqui. Aragon se levanta bruscamente e começa a correr de maneira grotesca despedaçando tudo o que vê pelo caminho.

O semblante de Emily está furioso. Ela olha para o Dr. Addan que está no chão juntamente com todos os demais e diz:

— Nunca mais encoste um dedo no meu pai! NUNCA MAIS!

Ao pronunciar isso, Emily cai desmaiada.

A esperança pode ter um nome…

AGORA…

Mais de 10 feras estão sendo derrotadas por uma única ave, imediatamente vemos todas elas ficarem sem forças e agonizarem no rio, uma verdadeira chacina selvagem aconteceu ali. Emily que até então só estava escondida na gruta atrás da cachoeira e não conseguia observar nada, ouve mais uma vez o “piar” da ave.

Emily sai lentamente abrindo passagem pela cachoeira e a águia se encontra sobrevoando no mesmo local observando a garota, ela pousa em uma rocha próxima à gruta e faz um sinal de reverência. Emily fica totalmente baqueada e não pode acreditar no que está acontecendo.

— Não pode ser possível. Você… Você é como eu!

Seu nome… É Emily!

 

OPENING:

 

Central da Ilha da Phoenix, 07:20.

Os trabalhos na central da ilha já estão começando, alguns dos doutores já estão na ativa. Edward encontra Ashley passando pelo corredor e a chama para um canto reservado.

— Ashley?

— Sim?

— Faz um favor?

Eles esperam outros doutores passarem pra começarem a dialogar.

— O que foi?

— Escuta, eu fui até o calabouço ontem de madrugada tentar descobrir alguma coisa.

— E encontrou?

— Nada, muito pior. Quando eu estava lá, ouvi o Dr. Addan e o imbecil do Naraj entrando.

— Meu Deus! Eles te descobriram?

— Não, não, mas foi por muito pouco. Porém eu ouvi o que eles disseram, o Dr. Addan realmente está mantendo alguém em cativeiro e não sabemos quem possa ser, mas o que mais me intriga é que ele disse que você sabe quem é. É verdade, Ashley? Você sabe o quê ou quem se esconde naquele calabouço?

Ashley fica baqueada.

Na ilha, Emily continua completamente intrigada ao ver a imensa ave diante de seus olhos, e o mais incrível é que como essa ave poderia estar querendo proteger Emily?

— O que… O que faz aqui? Como você me encontrou?

A ave voa pra dentro da gruta e fica frente a frente com Emily, ela faz um sinal inclinando o corpo e a cabeça.

— Quer que eu suba em você?

A ave abaixa a cabeça.

— Você é grande, mas… Eu tenho medo e se eu cair?

A ave faz alguns movimentos como se estivesse insistindo para que Emily subisse em cima dela. A garota após muito hesitar, acaba subindo nela e a águia sai da gruta com Emily pendurada em seu dorso e em seguida pousa na beira do rio. Ela inclina seu corpo e uma de suas asas pra que Emily possa descer.

Ao descer de cima da ave, Emily fica instantes olhando pra ela.

— Você tá infectado. Mas… Como? Achei que não seria possível acontecer isso aqui na ilha.

A águia fez um movimento com a cabeça, Emily parece ter entendido a linguagem dela.

— Comeu carne humana infectada? Então é isso. Com certeza foi de alguém que o Dr. Addan estava fazendo experiências. Escuta, tem como sair dessa ilha? O Dr. Addan vai mandar os capangas dele pra me matar, e eu estou sozinha agora.

A águia faz um sinal com a cabeça pra que Emily olhasse pra trás.

Quando ela vira, é surpreendida por todos os felinos que tentaram matá-la a poucos minutos, agora estão transformados com o vírus e cada uma delas estão saindo do rio e se aproximando da borda. O maior tigre deles que suponha-se que seja o líder daquele bando faz um sinal abaixando a cabeça e em seguida todos os outros felinos fazem a mesma coisa como se estivessem reverenciando Emily.

— Quer dizer que… Vocês vão me ajudar?

Na ilha, segue a intensa conversa entre Edward e Ashley.

— O que você tá dizendo? Como eu posso saber o que se esconde lá embaixo?

— O Dr. Addan parecia ter plena convicção de que você sabia de alguma coisa.

— Sim, eu sabia! Sabia do projeto Neon, Aragon, o plano do Dr. Addan e da Hilda de transformarem humanos nessas criaturas, muitos dos que trabalham nesta ilha não sabem desses detalhes. Mas eu não faço a menor ideia de quem ou o que possa estar naquele calabouço.

— Eu vou acreditar em você, mas a partir de agora sem segredos entre nós, nenhum de nós podemos ter segredos.

Fionna está passando pelo corredor e avista os dois conversando.

— Nossa, vocês nem sabem disfarçar, o que tá rolando?

— O Edward entrou no calabouço ontem.

— Shh! Fala baixo, Ashley! Alguém pode ouvir a gente!

— Não tem ninguém por perto, Fionna. Conta pra ela o que você ouviu, Edward.

— Como assim? Você viu alguma coisa lá, Edward?

— Não, eu não vi nada. Mas quando eu estava lá embaixo o Dr. Addan e o Naraj chegaram.

— Meu Deus, eles viram você?

— Não, por sorte não. Mas ouvi o que eles disseram que realmente estão escondendo alguma coisa lá dentro. O “cãozinho” como diz o Dr. Addan.

— Seria mais um cão infectado? Impossível! Todos eles foram dizimados.

— Não, ele falou em tom de ironia, não parece estar falando de algo que não seja humano.

— Então o velho não estava tendo alucinações. A gente precisa ficar esperto, temos que fazer uma chamada para o capitão Dan ainda hoje.

Ashley a alerta.

— Fionna, precisamos ter o dobro de cautela dessa vez. Com esse ataque no palácio, vai ficar cada vez mais difícil eles virem até nós.

— Precisamos fingir que estamos dando ao Dr. Addan o que ele quer. Esse é o único jeito.

Mansão Maximilion, 08:00.

Victor se encontra em seu quarto, ele está vestindo sua camisa e fica de frente à janela. Alguém bate na porta.

— Entra!

O capitão Dan entra, Victor fica constrangido com sua presença.

— Eu… Eu…

— … Não tem que se explicar em nada, agente Victor. Eu fui rude com você, te tratei como um animal, eu merecia cada um daqueles socos.

— Não, o senhor é o meu chefe e sempre prezou pelo nosso bem. Eu fui muito idiota em querer te atacar, você só estava tentando me proteger e eu fui muito burro.

— Não fique assim, agente. Tenho certeza que logo você vai olhar pra trás e ver que tudo isso te serviu para que você seja mais forte. Infelizmente a vida nos ensina dessa forma.

— É, infelizmente eu sei disso.

— Sei que ainda é recente, mas depois do que aconteceu precisamos imediatamente nos preparar para o contra-ataque.

— O que disse? O contra-ataque?

— Claro que sim, agente. Chega de se esconder! Vamos nos preparar pra invadir aquela ilha e acabar com o Dr. Addan!

Na central da ilha da Phoenix, o Dr. Addan está em seu gabinete vendo pelos monitores e Naraj se aproxima.

— Soube dessa pandemia mundial, Dr. Addan?

— Que droga! Como esse vírus conseguiu ter uma propagação muito maior que o vírus que criei?

— Já tem milhões de infectados no mundo inteiro. Por sorte aqui na Inglaterra não há muitos casos, a maior preocupação aqui é justamente os humanos que foram infectados no palácio real e conseguiram escapar. Eles estão tomando conta das ruas e não vai demorar muito pra toda Londres ser tomada por essas criaturas.

— Ao menos uma coisa boa tem que acontecer nisso tudo. Bom, chega de rodeios! Trouxe aquele velho estúpido?

— Sim, Senhor!

— Ótimo! Vamos fazer uma surpresinha para o capitão Dan e seus ratinhos.

Cerca de meia hora depois, Lisa está na mesa tomando café ao lado de Hillary.

— Estou sentindo falta da May, espero que esteja tudo bem entre ela e a amiga dela.

— Também sinto falta dela, e agora com esse outro vírus espalhado pelo mundo.

— Eu vi ainda agora que o Brasil é um dos países mais infectados no mundo inteiro.

— E a May foi justamente pra lá? Ai, Lisa! Agora eu estou mais preocupada que nunca.

— Mas tenho certeza que a May vai conseguir se sobressair, agora estou preocupada conosco, com o pilantra do Dr. Addan… Pobre Claire, ela… Ela e o Henry morreram carbonizados, nós ainda estamos na casa que pertence a ela, nem tínhamos mais o direito de estar aqui.

— Detesto concordar contigo, Lisa. Mas eu sinto que a gente tá sendo um peso pro General Maximilion, ele perdeu a filha, o genro e a ex-mulher no mesmo dia e tem dezenas de estranhos morando na casa dele. Quando tudo isso acabar, é melhor a gente procurar outro lugar pra morar, pelo menos eu irei.

— Tudo o que eu mais quero é ter a minha irmã de volta, não importa onde a gente for morar, e também o meu pai. Demorei anos pra descobrir que ele está vivo e agora que sei, não quero pensar na possibilidade de perdê-los de novo.

— Posso te dizer uma coisa?

— Sim!

— Você está tão mudada, Lisa.

— Você acha isso?

— Sim, há meses atrás você parecia nem saber pra onde ia, caiu de paraquedas nessa operação juntamente com o Cristhian e o Dylan. Era cheia de inseguranças e agora vejo outra pessoa em você.

— Acho que… As circunstâncias me tornaram assim. E não foi só eu que mudei, os meninos também.

Enquanto Lisa conversa com Hillary, vemos Cristhian e Dylan no quarto treinando.

O Cristhian também amadureceu muito, ele continua sendo daquele jeito diferentão, mas agora ele sabe o que faz. O Dylan sempre tão cabeça, agora está assumindo uma responsabilidade que não cabe a ele…

Voltamos novamente em Hillary e Lisa na cozinha, esta primeira está atenta ao que Lisa fala.

— A gente passou por muita coisa e perdemos muita gente que amávamos, você viu como o Victor ficou? Ele é a pessoa mais forte que eu conheci na minha vida e até ele estava desabando.

— Sim, eu sei. Não tá sendo fácil pra ninguém.

— Perdoe-me por ser evasiva, mas… E você e o Brian? Ele voltou a falar com você?

Hillary suspira com semblante triste e diz:

— Não, desde então a gente não voltou a se falar.

— As coisas não podem ficar assim, Hillary.

— Eu sei, mas… O que mais você quer que eu faça? Ele me odeia!

— Ele não te odeia, Hillary.

— Odeia sim!

Hillary se levanta da cadeira exaltada, enquanto isso Brian está vindo da sala e ouve a conversa das duas e fica no canto da parede escutando.

— Eu fui muito, mas muito idiota com ele desde que a gente trabalhava no departamento, hoje ele virou um agente tão bondoso e maravilhoso. O capitão Dan disse que ele sozinho entrou na rede de esgoto pra salvar o Trevor, as pessoas amam ele, o carisma dele e enquanto isso, eu só o maltratava.

— Então seja diferente agora. Trate-o bem, converse com ele, vocês são adultos, saberão o que fazer. Cristhian e eu nem sempre nos demos muito bem e veja só!

— Mas não é a mesma coisa, você e o Cristhian… Bom, vocês agora…

— … E você quer me enganar que não é isso que você sente por ele, Hillary?

Brian ainda no canto da parede fica impactado com o que está ouvindo, Hillary igualmente tenta rebater.

— Não, não, eu…

— .. Hillary, para de tentar negar a si mesma. Prove que você mudou, os teus sentimentos por ele são reais, eu sinto isso mais que tudo.

Hillary fica sem reação, Brian com os olhos lacrimejando até pensa em entrar na cozinha, mas decide sair dali. Ele passa pela porta da frente, desce a calçada e fica no gramado por alguns segundos.

Ele passa as mãos nos seus cabelos e começa a chorar, ao que tudo indica, o sentimento dele por Hillary também é verdadeiro.

Scott está passando por ali no pátio e avista Brian naquela situação.

— Brian?

Brian olha pra ele já com os olhos cheios de lágrimas.

— Ei, o que houve, garoto?

Brian não diz nada e abraça Scott sem hesitar.

— Calma, irmãozinho! O que tá acontecendo?

— Scott… Eu sou um mal agente?

— Por que tá me perguntando isso?

Ele se desprende do abraço e diz.

— Por favor, só me responda isso.

Scott olha sereno pra ele e põe a mão em seu ombro.

— Claro que você é um ótimo agente, Brian. A gente pode ter se conhecido em uma situação atípica, mas… Eu peguei um apreço tão grande por você, que você nem imagina.

— É sério?

— Sim… Não disse isso a você, mas… Eu sinto que hoje, em algum lugar, o teu irmão está olhando pra você e dizendo: “Caramba! Que orgulho dele!”.

— Como você sabe que…?

— … O meu pai me contou. Ele se orgulha de você… E eu também.

— Você acha que… Algum dia eu possa ser um homem completo? Constituir uma família e etc?

— E por que não? Depois do que você fez pelo Trevor, você merece toda a felicidade desse mundo, Brian. E é só isso que eu desejo a você. Seja feliz! Não importa o que os outros digam.

— O… Obrigado, Scott. Eu…

— … Eu sei, você não esperava ouvir isso de mim. Mas essas palavras não vão ficar barato. Vai ter que fazer uma coisa por mim.

— O que quer que eu faça?

Cortamos para Victor ainda em seu quarto jogando dardos num alvo que está na parede. Brian entra.

— Brian? Aconteceu alguma coisa?

Brian imediatamente abraça Victor, o abraço foi tão forte e tão acalentador que Victor se sentiu desarmado, mas ao mesmo tempo completamente envolto de um carinho e afago sem igual, ele não conseguiu sentir algo assim desde a noite passada com a perda de sua mãe. Após quase 1 minuto de abraço ininterrupto, Brian se solta e fala com ele.

— Eu só queria dizer que você não está sozinho nessa. Eu sei como é perder alguém que a gente ama, eu também perdi meus pais e meu irmão, mas estou aqui… Então, Victor, se eu consegui sair dessa, você também consegue.

— Brian, eu… Eu estou completamente grato por tuas palavras. Obrigado por fazer parte da minha vida, todos vocês aqui são como a minha família.

Na cozinha, continua a conversa entre Lisa e Hillary.

— Vai ficar tudo bem, Hillary. Continue sendo essa mulher forte e corajosa que você sempre foi.

— Obrigada, Lisa. Você é uma pessoa incrível!

Neste momento, Ellie chega até elas um pouco ofegante.

— Meninas!

Lisa questiona:

— O que foi, Ellie?

— Vão surtar quando virem isso.

As duas olham uma pra outra e rapidamente se levantam das cadeiras para seguir Ellie.

Alguns minutos depois, todos eles estão reunidos diante da televisão onde o perverso Dr. Addan está transmitindo uma mensagem em nível nacional.

— Caros amigos e cidadãos ingleses, primeiro quero dar um recado especial para umas pessoas especiais. O Capitão Dan.

Dan franze a testa vendo o comunicado pelo televisor.

Addan coloca o Sr. Makoto na tela.

— Fale agora mesmo, imbecil!

Lisa ao vê isso fica nervosa.

— É meu pai! É meu pai, o que esse idiota tá pensando?

Vemos em vários lugares da Inglaterra, inclusive em alguns outdoors, a gravação ao vivo do Dr. Addan colocando o Sr. Makoto em evidência.

— Meu nome é… Makoto Ishihida, sou cientista e… Fui dado como morto durante anos, quando na verdade estava na ilha da Phoenix trabalhando para o Dr. Addan em suas experiências. Esse vírus que está se espalhando no Reino Unido foi feito a partir de uma experiência com cães em um laboratório na sede da organização Phoenix, por conta disso, o vírus se tornou letal e transforma qualquer pessoa em uma criatura irracional e perigosa. O Dr. Addan quer que…

Makoto hesita. Addan o pressiona.

— Fala ou acabo com você.

— … Ele quer que todos vocês façam o que ele mandar, e ele pede ao capitão Dan e sua equipe que não tentem atrapalhá-lo do contrário matará a mim, a doutora Fionna e todos os inocentes dessa ilha.

Todos assistem aquilo completamente temerosos.

— Nós… Nós temos uma possível cura para o vírus, a minha filha Emily possui em seu DNA a mesma substância utilizada pra criar esses monstros, mas ela reagiu de outra forma. Entretanto… A minha filha escapou da ilha e não temos ideia de onde ela possa estar agora.

Lisa reage.

— O quê? A Emily fugiu da ilha? Isso não pode ser.

Na central da ilha da Phoenix, Fionna e os outros também estão vendo o comunicado.

— O que esse desgraçado pensa que tá fazendo? Está querendo intimidar todo um país.

Na gravação, Makoto continua a falar.

— O Dr. Addan tem o poder de transformar qualquer pessoa em uma dessas criaturas, então ele pede encarecidamente que nenhum de vocês tentem atrapalhá-lo, do contrário…

Dr. Addan se coloca na frente interrompendo-o.

— … Do contrário eu libero as minhas mais poderosas bestas pra destruírem todo o Reino Unido e vocês serão os meus escravos, então a única coisa que vou pedir a todos os países do Reino Unido é que me tragam a cabeça do capitão Dan e…

Neste momento a transmissão é interrompida. O Dr. Addan fica confuso.

— O que aconteceu, Naraj?

— Não sabemos, senhor. Parece que o sistema tá tendo um invasor.

— Como assim?

Em questão de segundos, uma outra transmissão surgiu, e dessa vez é a rainha Elizabeth que está no hospital diante de umas câmeras falando pela primeira vez após o ocorrido.

— Meu querido povo! Aqui quem fala é vossa majestade, Rainha Elizabeth, peço-vos que não deem caso a este homem. O Dr. Addan mostrou ser um sociopata perigoso e louco.

Na ilha, o Dr. Addan fica extremamente “possesso” ao ver a ousadia da rainha.

— Mas o que essa velha tá pensando?

A rainha continua.

— O atentado que houve ontem no palácio real no qual matou o príncipe Henry, meu neto, e sua esposa e centenas de pessoas… Foi causado por este homem por qual estava vos ameaçando. Graças a ele, eu perdi uma parte da minha família e meu palácio foi à ruínas, e agora ele está espalhando o desastre no nosso país com suas experiências bizarras e distorcidas. Quero que saibam que eu, Rainha Elizabeth II, declaro guerra ao meliante Addan Melvick e toda a sua equipe… Todos os países do Reino Unido a partir de agora terão este homem como um procurado da justiça britânica. Capitão Dan! Sei que está me ouvindo agora, quero que saiba que tens o meu total apoio para enviar uma tropa inteira até a ilha onde reside este senhor e prendê-lo de uma vez por todas e salvar todos os inocentes que estão sendo escravizados naquele local. Um dos meus mensageiros vai te enviar a autorização para que você possa liderar um exército inteiro na missão de retomada. Eu confio a minha vida e o meu país a vocês.

Todos estão impactados diante das palavras da rainha, ela ressalta.

— Ah, Dr. Addan! Se está me ouvindo agora, mexeu com o país errado e com a líder errada. Eu sobrevivi às maiores desgraças que a humanidade já vivenciou e não é um homem 20 anos mais novo que eu que poderá me derrubar. Você não tocou apenas em uma mulher, você tocou na Rainha, a chefe geral de todo o Reino Unido… População britânica! A partir de hoje o meu decreto é… A guerra civil e a retomada na ilha da Phoenix contra o Dr. Addan começa… AGORA!

 

 

 

POSTADO POR

Melqui Rodrigues

Melqui Rodrigues

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